Dependente químico é doente mental?

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Existe infelizmente muito preconceito e desinformação a respeito do tema e muitos ainda não consideram a dependência química como doença ou como um transtorno mental.

Porém, a resposta para esta pergunta acima é: SIM, a dependência química é um transtorno mental caracterizando sinais e sintomas decorrentes do uso abusivo de drogas!

Esses sinais e sintomas são: compulsão pela droga; crises de abstinência, necessidade de doses crescentes para atingir o mesmo efeito; falta de controle sobre a quantidade utilizada; abandono de outras atividade e manutenção do uso, mesmo tendo prejuízos evidentes causados pelos entorpecentes.

Esta doença causa diversos prejuízos à vida do paciente em todas as áreas.

Para um dependente químico usar a droga é o principal objetivo da pessoa, e o resto como família, estudos, trabalho e saúde ficam em segundo plano.

Para um dependente químico na ativa, há muita dificuldade em trabalhar, concluir um curso, conviver em família ou até mesmo fazer planos.

Os relacionamentos se torna extremante conflituosos e há pode acontecer um comportamento agressivo e até mesmo envolvimento em situações de risco como: dirigir intoxicado, fazer sexo sem proteção, brigas e confusões, entre outros.

Além disso, estão expostos à deterioração da saúde física e psíquica, promovidos pelas drogas. Os derivados de cocaína causam deficit cognitivo e lesão pulmonar, o álcool pode levar à cirrose e demência, o tabaco causa câncer, entre outras doenças.

A melhor forma de prevenção é não experimentar, pois algumas drogas causam dependência muito rapidamente, como a cocaína e seus derivados, anfetaminas, tabaco e opioides. Para algumas pessoas a simples experimentação já é um comportamento de altíssimo risco.

Não existe cura para dependência química, ou seja, há o controle da doença com tratamento. As alterações cerebrais causadas pela droga podem se tornar irreversíveis.

O cérebro guarda uma espécie de “memória” da droga por toda a vida, por isso, mesmo dependentes químicos em tratamento, que já estão livres de qualquer substância há várias décadas, podem voltar ao mesmo padrão de consumo excessivo da substância caso voltem a experimentá-la ou se não se atentarem seus pensamentos e comportamentos.

É importante que usuários de drogas recebam ajuda, é fundamental que a família do dependente químico busca apoio para si e para seu familiar acometido por esta doença.

Os familiares precisam entender que a dependência química é uma doença e não um desvio moral. Ao mesmo tempo, precisa haver uma postura firme dos familiares para não permitir que o paciente os manipule.

É algo difícil de ser atingido e um desafio, principalmente para os pais ou cônjuge, pois existe muita vergonha e/ ou culpa envolvido.

No entanto, os grupos de mútua ajuda próprios para a família (a exemplo do grupo de apoio Amor-Exigente), ajudam bastante, assim como buscar apoio em unidades de saúde, conversar com profissionais e pessoas de referência na sua comunidade.

Sergio Castillo
Clínica Grand House
www.grandhouse.com.br
Tel: 11 4483-4684

 “Doze Passos” funciona realmente?

 “Doze Passos” funciona realmente?

Resultado de imagem para 12 passos programaprograma de “Doze Passos” é um programa que foi criado nos Estados Unidos em 1935 por Bill W. e Dr. Bob S. Foi inicialmente desenvolvido para o tratamento do alcoolismo e mais tarde estendido para praticamente todos os tipos de dependência química e compulsões.

É a estratégia central da grande maioria dos grupos de mútua-ajuda para seus tratamentos, sendo mais conhecidos no Brasil os Alcoólicos Anônimos (e grupos relacionados como Alanon/Alateen, voltados às famílias de alcoólatras) e Narcóticos Anônimos.

Hoje há outras organizações e movimentos que adoptaram um método semelhante, de igualmente “Doze Passos”, para diferentes tratamentos, como:

  • Comedores Compulsivos Anônimos
  • Neuróticos Anônimos
  • MADA – Mulheres que Amam Demais Anônimas
  • DASA – Dependentes de Amor e Sexo Anônimos
  • FAA – Filhos Adultos de Alcoólicos
  • CODA – Codependentes Anônimos

Os grupos reúnem-se regularmente para discutir seus problemas, compartilhar suas vitórias e apoio mútuo. Uma das características mais amplamente conhecidas do programa é a tradição de, nas reuniões, os membros se apresentarem pelo primeiro nome e admitirem sua dificuldade (alcoolismo, adição a substâncias – entre outros).

Basicamente, essa técnica possui uma estratégia de colaboração mútua, ou seja, as pessoas que apresentam problemas com essas substâncias se reúnem regularmente em um grupo para compartilhar tudo o que estão passando. Dessa forma, as reuniões se tornam um suporte e apoio para vencer a dependência.

A principal proposta dos “Doze Passos” é fazer com que a pessoa seja honesta com sigo, que queira superar e buscar a recuperação. Quando isso é alcançado, só é uma questão de tempo para que o dependente químico tenha de volta a sua “liberdade” de opção, a sua vida e a sua paz de volta.

A “transformação” do “Primeiro Passo”:

O “Primeiro Passo”, talvez seja um dos mais difíceis: “Admitimos que éramos impotentes perante o álcool (ou substância) – que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas”.

Parte-se de uma corajosa admissão da impotência pessoal e da necessidade de uma força maior do que a própria. Essa força seria um “Poder Superior” – que também pode ser chamado de “Deus” – passando por uma profunda avaliação pessoal com iniciativa de mudança de comportamento e postura perante a vida assim como de reparação dos erros cometidos.

Isso acaba gerando um engajamento tão grande ao programa de recuperação que se torna necessário e espontâneo multiplicar essa semente para outras pessoas que necessitam também de ajuda – que é uma maiores “grandezas” desse programa.

Este “Primeiro Passo” parece muito fácil, porém é complexo. Afinal qual pessoa consegue realmente admitir a derrota completa? Qual pessoa consegue dizer que é impotente, que é fraco ou incapaz? A grande minoria, com certeza. Nunca queremos admitir nada disso.

Com isso, para decidir enfrentar a sua dependência, se faz necessário um ato de admissão e rendição para que se consiga recupera a tão sonhada “liberdade”. Não conseguimos nada sozinho, mas isso para o dependente químico é ainda mais difícil.

Sem admitirmos que “queremos”, porém “não conseguimos”, que precisamos de ajuda, é difícil avançar na direção dos outros passos.

O dependente químico geralmente nunca está contente com nada, seu cérebro está condicionado a busca de prazer constante, nada o satisfaz, está sempre em busca de preencher sua necessidade, seu vazio.

Admitir que ele não é o centro do universo causa muito conflito para ele – e o primeiro passo é justamente isso, admitir toda sua impotência, toda a sua insignificância na terra, principalmente perante uma doença crônica tão grave e difícil de ser vencida. Essa é uma das grandes dificuldades de se assumir o “Primeiro Passo”, é um processo extremamente complexo, é uma grande barreira interna a ser vencida.

O “Primeiro Passo” traz a tona todas contradições do dependente químico, vai contra todos os mecanismos de defesa que ele possui. Para alcançar o “Primeiro Passo” ele vai ter que admitir que é impotente perante sua adicção (perante seus comportamentos inadequados e compulsivos, desajustados, condições de obras inacabadas, relações conflituosas), vai precisar admitir que a vida se tornou incontrolável para ele e que é impotente perante as drogas. Como ele vai dizer para si mesmo: “Admita! Renda-se”!?

Quando o dependente químico consegue caminhar na direção a vencer o “Primeiro Passo” ele consegue um enorme progresso na sua recuperação.

Não vamos abordar neste artigo todo os “Doze Passos”, mas podemos afirmar com total certeza que os “Doze Passos” na sua totalidade traz o “despertar” para enxergar uma nova realidade, uma nova percepção de vida – verdadeiramente FUNCIONA!

Acesse meu canal no Youtube e saiba mais sobre ” Dependência Química”!

Sergio Castillo
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Sintomas da codependência

A codependência é compreendida como a tendência de viver focado no outro alienando-se de si mesmo e se caracteriza por uma preocupação e uma dependência excessiva (emocional, social e, às vezes, física) de uma pessoa em relação à outra.

O codependente fica tão obcecado pelo outro que se afasta cada vez mais de si mesmo, deixando de lado o controle de sua própria vida, perdendo aspectos de sua identidade, ficando cada vez mais mergulhado num universo fora de si, rejeitando tudo aquilo que é seu, que precisaria ser visto, cuidado, amado. Ele abandona a si mesmo para viver em função do outro.

Depender tanto assim de outra pessoa acaba se convertendo em uma condição patológica que caracteriza o codependente, comprometendo suas relações com as demais pessoas – podendo até desenvolver sérios transtornos de personalidade.

No caso da dependência química, a codependência de familiares é algo muito comum – dificilmente os familiares que convivem com o doente não desenvolvem esta patologia.

No entanto, o codependente normalmente se considera como um herói, ele não se vê como uma pessoa doente, uma vítima – ele se nota como alguém que foi designado a “salvar” o(s) outro(s).

Mas ninguém acaba sendo resgatado, ou salvo, o que pode ser claramente comprovado pelos anos de infelicidade. O que acontece de fato é que ambos (dependente e codependente químico) são sugados para um buraco de culpa emocional e acusações.

O codependente (seja ele químico ou não) desenvolve particularidades muito especificas – quais são então esses sintomas característicos? Vejamos 20 características mais comumente notadas no codependente:

  1. Sente-se responsável pelos sentimentos, pensamentos, ações, escolhas, desejos, necessidades, bem-estar e destino do outro.
  2. O codependente se mostra muito solícito, sempre pronto a socorrer o outro, não importando as circunstâncias. No caso do dependente químico, o codependente vai tentar protegê-lo, socorrê-lo, poupá-lo de sofrimento, vai sempre arrumar desculpas para justificar o uso da substância.
  3. Sente vergonha extrema do dependente químico, como se o comportamento problemático do dependente fosse seu.  Sente ansiedade, pena e culpa quando o dependente químico apresenta um problema. Acaba assumindo para si toda a culpa pelo uso do outro (comuns pais se culparem e perguntarem: “aonde foi que eu errei”?)
  4. Acha que necessita mais do outro do que o outro dele, não consegue imaginar sua vida sem esta outra pessoa, tem verdadeira obsessão.
  5. Assim como o dependente químico, o codependente mantém a ilusão do controle sobre a droga, achando que pode parar de usar quando quiser, o codependente acha que pode controlar seu ente querido, o seu uso e o seu comportamento.
  6. Da mesma forma que existe a negação do dependente químico em relação a sua condição de dependência, o mesmo ocorre com o codependente, pois ele nega a sua condição emocional, sua parcela de responsabilidade na problemática da família.
  7. Sente-se no dever – quase que na obrigação – de resolver os problemas de outras pessoas, tais como: oferecer conselhos indesejados, comprar o que elas querem ou acalmar seus ânimos. Na dependência química, o codependente vai acabar inconscientemente alimentando e financiando o dependente químico, tornando o transtorno cada vez pior, cada vez mais grave.
  8. O codependente químico, na maioria dos casos, leva anos para começar a buscar ajuda, ele fica tentando “abafar” o caso, esconder o problema e isto acaba facilitando a manutenção da dependência química.
  9. Assim como a dependência, a codependência é um mal progressivo, ela vai começando aos poucos, demora-se muito tempo para perceber que existe algo de errado e, quando isso acontece, você já sofreu muito, vão se passando anos e anos e nenhuma atitude foi tomada.
  10. Ele prevê as necessidades do outro, tenta suprir e socorrer o tempo todo e fica se perguntando por que as demais pessoas não fazem o mesmo. Sente-se mais seguro em dar do que em receber. Sente-se inseguro ou culpado quando alguém lhe dá alguma coisa, não sabe como agir.
  11. Sente muita raiva do dependente químico, o que pode levar a duas situações distintas: ou este codependente não vai se permitir expressar abertamente seu sentimento de raiva (vai acabar suprimindo), ou então vai expressar de forma exacerbada, confrontando o dependente químico o tempo todo, tentando agredir, tentando suprimir ou controlar suas atitudes.
  12. Fica chateado quando o outro não faz as coisas para si mesmo, e se sente obrigado a fazer por ele o que ele mesmo não quer fazer.
  13. Diz a si mesmo que seus próprios desejos ou necessidades não são tão importantes, acaba se privando de tudo em função de outro.
  14. Teme constantemente que o outro o abandone e acaba tolerando abusos para não ser abandonado, acaba sendo tremendamente permissivo. Procura desesperadamente por amor e equipara o amor a “dor”.
  15. Sente-se atraído por pessoas carentes e acha que as pessoas carentes se sentem atraídas por ele também.
  16. Espera sempre que algo aconteça para que as coisas mudem, nunca toma atitudes para resolver. Ou ainda fica na dependência de que alguém faça algo em seu lugar
  17. Sente-se entediado, vazio e sem valor se não tiver uma crise, um problema para resolver ou alguém para ajudar. O codependente acaba se comprometendo a fazer mais do que poderia – não sabe dizer não, tem dificuldades para colocar e manter limites.
  18. Sente medo, insegurança, sono instável, fadiga constante, muitas vezes desenvolve crise de ansiedade, síndrome do pânico.
  19. Sente pena de si mesmo, culpa os outros por suas dificuldades e sentimentos negativos, sente-se mal-amado, usado, zangado, vitimado (o que se assemelha muito aos sentimentos do próprio dependente químico).
  20. Não entende por que os outros não têm paciência ou ficam zangados com ele por causa de todas as características acima.

É importante buscar ajuda profissional para tratar a codependência pois o tratamento possibilita a redescoberta da autonomia e objetiva colocar o paciente como ser humano importante.

Além disso, o tratamento profissional vai proporcionar a oportunidade de construir um novo projeto de vida próprio sem codependência de outros, possibilitando a mudança de diretrizes rumo a um novo projeto de vida mais feliz e mais saudável!

É necessário buscar ajuda em unidades de saúde, conversar com profissionais e pessoas de referência na sua comunidade, aderir a grupos de ajuda e cursos.

Sergio Castillo
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Comorbidades na Dependência Química

Metade dos pacientes com dependência química tem doenças psíquicas associadas, apontam os recentes estudos.

A dupla patologia é algo muito encontrado na população que sofre com a dependência química, porém é um assunto pouco falado ou explorado pelos profissionais do setor.

A relação entre a dependência química e doenças psíquicas ocorre quando a pessoa consome entorpecentes ou álcool em excesso e desenvolve, posteriormente, transtornos mentais.

No entanto, também existe a situação de os transtornos já terem se iniciado antes mesmo da dependência química e se intensificarem após o abuso de substâncias.

Mas afinal quem veio primeiro: a dependência química ou o quadro psiquiátrico?

Seria o uso de drogas o responsável por desencadear quadros psiquiátricos ou os quadros psiquiátricos poderiam desencadear o uso de drogas?

Um dos modelos científicos que tenta explicar esta associação entre o uso de substâncias psicoativas e os distúrbios psíquicos seria uma pré-disposição para a doença mental. Neste caso a droga apenas desencadearia e agravaria os sintomas mentais adormecidos, como já citamos anteriormente.

O segundo modelo mostra que a associação se dá em função do indivíduo que apresenta algum distúrbio psíquico e busca na droga um alívio ou espécie de “automedicação”. Ela aliviaria os sintomas de sua a ansiedade, depressão, angústia, medo ou outros sintomas desta ordem.

Assim sendo, diante de um paciente com uso de drogas deve-se sempre investigar a existência de outra doença psíquica; tanto como causa ou como consequência.

Independente da forma como tenha surgido, a doença psíquica deverá ser tratada pois esse duplo processo normalmente não é diagnosticado facilmente e acaba sendo também de certa forma responsável pelo alto número de recaídas de um dependente químico que entra em processo de recuperação.

Muitas vezes o uso de drogas “encobre” as outras doenças psiquiátricas, pois só se notam os prejuízos causados pela droga e o diagnóstico vai se tornando muito difícil.

Ocorre constantemente o fato de o uso prolongado de drogas mascarar uma tendência ou levar a alterações cerebrais que se manifestem como transtorno mental.

Diagnosticar as comorbidades requer uma equipe interdisciplinar qualificada para que seja feita uma investigação adequada. Ao mesmo tempo nota-se que a existência de comorbidades aumenta a dificuldade no controle de cada doença isoladamente, ou seja, é mais difícil tratar um paciente deprimido e dependente de cocaína do que o tratamento da depressão ou dependência à cocaína isoladamente.

No entanto, embora seja mais difícil, o tratamento do dependente químico portador de outra doença mental tem resultados melhores quando se integra o tratamento dos sintomas psíquicos do eventual transtorno com atitudes direcionadas à dependência.

Os transtornos mais comumente encontrados em dependentes químicos são:

– Transtorno de humor

– Transtorno de ansiedade (pânico, agorafobia, fobia social, TOC)

– Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH),

– Transtorno de personalidade antissocial

– Transtorno de personalidade tipo boderline,

– Transtorno psicótico (delírio, alucinação, perseguição,

– Transtorno alimentar (bulimia, anorexia)

– Transtorno de conduta (agressividade, roubos, violação a regras morais e sociais)

– Transtorno depressivo misto

– Transtorno afetivo de bipolaridade

– Transtorno de ciúmes patológico (principalmente em pacientes alcoólicos)

– Transtorno do sono (insônia, narcolepsia, sonambulismo, terror noturno, paralisia do sono – entre outros)

– Transtorno parafílico (envolve excitação sexual a objetos, situações e/ou  objetivos atípico: pedolifia, voyeurismo, sadismo, masoquismo, exibicionismo, Fetichismo, necrofilia – entre outros)

– Esquizofrenia

– Compulsão Sexual, Hipersexualidade

O tratamento efetivo requer que o paciente esteja em lugar seguro que possa promover a abstinência e restabelecer o equilíbrio cerebral, para que então se possa identificar e tratar essas outras doenças associadas à dependência química.

Os profissionais especialistas que tratam o dependente químico devem utilizar todos os recursos e instrumentos disponíveis para diagnosticar e tratar as doenças associadas. Esses recursos vão especificando as necessidades dos pacientes e possibilitam uma maior chance de recuperação.

Este tema é geralmente pouco falado nas comunidades terapêuticas e é algo que precisa mudar, pois os profissionais podem e devem aplicar os recursos disponíveis para ajudar os pacientes que sofrem com comorbidades associadas à dependência química

Os transtornos mentais, assim como a dependência química, exigem supervisão e tratamento médico durante toda a vida, pois não são passíveis de cura, são crônicos.

No entanto, estes transtornos podem ser controlados com acompanhamento psiquiátrico, psicológico e terapêutico, o que possibilitará uma melhor qualidade de vida e oferecerá suporte ao paciente para que este não volte ao uso de substâncias químicas nocivas à sua saúde.

Busque ajuda!

Muitas vezes, devido ao intenso consumo do álcool e/ou droga, o usuário coloca em risco aspectos importantes de sua vida, tais como família, emprego, saúde.

Além disso pode não perceber os problemas decorrentes deste uso ou mesmo negá-los (ou minimizá-los). Nesses momentos, não é raro os membros da família apresentarem sentimentos de raiva ou impotência frente ao usuário ou a situação.

Tudo vai se agravando, a codependência da família, a dependência química do usuário e suas comorbidades, no entanto é necessário que se tomem as atitudes adequadas.

É necessário buscar ajuda em unidades de saúde, conversar com profissionais e pessoas de referência na sua comunidade, buscar aderir a grupos de ajuda e cursos.

Sergio Castillo
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Você conhece o jargão utilizado nos Grupos Anônimos relacionado às Festas de Final de Ano: “Passando o Facão” ?

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O período de festas de final de ano, normalmente é muito “regado” de bebidas alcoólicas, trazendo muito risco para as pessoas que vivem em recuperação.

O melhor a fazer é evitar estes eventos que ofereçam bebida alcoólica.

Na impossibilidade da participação destes eventos, o dependente químico tem que tomar alguns cuidados, pois podem ocorrer episódios de “fissura”.

“Fissura” (ou craving) é uma vontade muito intensa, um desejo incontrolável de usar a substância (seja ela álcool ou droga), que pode ocorrer sob diversos estímulos, por exemplo, a visão de outras pessoas usando.

É o mesmo que ocorre com quem faz regime em comer doces, o jogador compulsivo em jogar, o fumante em fumar. Isso tudo vem acompanhado da intenção de repetir aquela experiência prazerosa e sentir os efeitos do uso.

A fissura é uma “antecipação do gozo”, ela ocorre por associação: o indivíduo registra o prazer através do seu olhar e seu organismo se prepara para receber a substância.

Tudo começa no exato instante em que o dependente vê o álcool ou outras drogas, seu cérebro começa a preparar-se para consumi-la e então é disparado o mecanismo de fissura.

Alguns dependentes poderão comemorar com cerveja sem álcool, vinho sem álcool, champanhe sem álcool etc, no entanto esse ato pode remeter à ” memória eufórica” e servir como gatilho desencadeador do processo de fissura, que envolve todas as estruturas anatômicas do córtex central e da memória.

Pode demorar, inclusive, muitos anos para os episódios se cessarem mesmo depois de não haver mais consumo algum. Isso acontece porque craving e memória estão intimamente ligados.

Portanto, insistimos na sugestão em que você pense se realmente não seria melhor evitar essas ocasiões.

São apenas 2 dias de festa em cada data e comparado aos outros 365 dias, tudo pode ser colocado a perder.

Pergunte-se se vale a pena perder tudo o que conquistou em 365 dias em apenas 2 ou 4 dias. Prepare-se antes, faça uma relação de fatores de risco, pense nos fatores de proteção. E se você perceber que existem mais fatores de riscos do que de proteção chegue à conclusão de que não vale a pena participar.

Prevenir ainda é a escolha mais inteligente para evitar a recaída. Pois a recaída é algo extremamente doloroso para o dependente químico e sua família. Assim como existe o “capital de recuperação”, existe também o “capital de recaída” – que invariavelmente remete a muitas perdas e dores e que pode durar tantos quanto foi o de recuperação. Então o melhor é sempre prevenir.

Portanto, aprenda que evitar a fissura é fundamental para se impedir a temida recaída, não há outra alternativa.

Dica valiosa:

Para ajudar as pessoas a se manterem sóbrias durante as festas de final de ano, alguns Grupos de NA (Narcóticos Anônimos) e AA (Alcoólicos Anônimos) promoverão plantões em vários grupos da cidade. Estes grupos farão plantão nas vésperas de natal e ano novo e ajudarão os membros a ficarem mais resistentes e menos propensos a recaídas nestes dias.

Existem nos grupos também várias comemorações e confraternizações de final de ano, onde você pode sentir, juntamente com os demais companheiros, o “sabor” de participar das festas com sobriedade e sentir toda a “liberdade” longe das drogas. Esses grupos são lotados e é muito bom estar com a “irmandade”.

Veja maiores informações sobre os grupos anônimos nos links recomendados abaixo:

http://www.na.org.br
http://www.aabr.com.br
http://www.alcoolicosanonimos.org.br

Utilize da sua rede de proteção, utilize os recursos sociais disponíveis, utilize o recurso de seu padrinho, utilize as comunidades e, principalmente, utilize os grupos de autoajuda!

O trabalho para evitar a recaída precisa ser diário e envolve toda a família. Vale lembrar que temos que respeitar as nossas limitações e que a recuperação física, mental, emocional e espiritual ocorre gradualmente, passo a passo, dia após dia. As bases da recuperação são construídas diariamente, com paciência, determinação e perseverança.

É um trabalho silencioso, mas eficaz.

Só por hoje, pelo resto de nossas vidas!!!!

Sergio Castillo
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Cinco coisas que não se deve dizer ou fazer a um dependente químico em recuperação!

Um dependente químico invariavelmente passa por uma fase delicada e vulnerável quando entra em processo de recuperação. A dependência química é algo que nunca vem sozinha: sempre é desenvolvida juntamente com outros problemas sociais, financeiros, familiares e etc. e podem tornar o indivíduo ainda mais infeliz.

Por isso, nessas horas, o tratamento e o apoio da família e amigos ao dependente químico em recuperação é fundamental.

E, por mais que as famílias queiram apoiar seus membros, há muita desinformação e erros quando o assunto é dependência química, o que faz com que alguns núcleos familiares sejam hostis e extremamente perigosos para as pessoas que estejam se recuperando.

Muitas vezes, mesmo com a intenção de ajudar ou de conscientizar, os familiares acabam atrapalhando o ente querido que está passando por dificuldades e o induz para a volta as drogas.

Para evitar situações constrangedoras e prejuízos à recuperação de uma pessoa em dependência química, aqui estão cinco dicas do que não deve NUNCA ser dito ou feito para quem está se recuperando.

  1. Nunca faça comparações com parentes “bem-sucedidos”.

“O seu primo João já está empregado, ganhou bem e já tem até um carro e você…. ainda não conseguiu nada”!

Este tipo de comparação não só atrapalha a recuperação da pessoa como pode fazê-la recorrer novamente às drogas. Sentindo-se um fracasso em comparação com o sujeito em comparação, a pessoa decide que é hora de desistir.

  1. Nunca faça xingamentos, ofensas, palavrões e qualquer tipo de descontrole!

É comum que o dependente químico escute muitas ofensas, xingamentos ou sejam vítimas de explosões comportamentais de seus parentes mais próximos. Muitos familiares não conseguem enxergar o problema como uma “doença”.

Este tipo de comportamento deve ser evitado. Evite também qualquer termo pejorativos e não associe tudo o que a pessoa faz ao uso de drogas, pois isso não a impede de continuar utilizando. A dica é tentar manter a calma, aconselhar seu ente querido com um palavreado adequado e tentar fazê-lo enxergar, primeiramente, o peso de suas ações. Posteriormente, mostrar que elas são fruto da dependência química.

  1. Nunca finja que nada está acontecendo.

O relacionamento com uma pessoa em recuperação de dependência química precisa ser de equilíbrio e acolhimento. Por isso, a pessoa não deve ser tratada como criminosa, mas também não deve ser considerada como qualquer outro membro em situação diferente.

Mostre a sua disposição em acolher o seu familiar em recuperação e demonstre o seu apoio.

  1. Evite piadinhas de mau gosto envolvendo entorpecentes ou dependentes.

Evite o uso de termos como “maconheiro”, “viciado”, “noia” e semelhantes em uma conversa a qual esteja participando um dependente químico em recuperação, mesmo que as palavras não sejam direcionadas a ele.

O preconceito e a constante menção às drogas podem causar danos psicológicos em seu familiar ou amigo que está se recuperando da dependência, e leva-lo novamente ao uso de drogas, pode induzi-lo a recaída.

Com acolhimento, paz, amor e respeito, é possível vencer a dependência química!

  1. Evite julgar uma situação de recaída como total fracasso.

A dependência química é uma doença crônica, portanto ela pode ser gerenciada, mas não curada. As recaídas podem acontecer e todos os envolvidos não devem considerá-la como um fracasso. No entanto, será necessário um tratamento após cada recaída.

Depois de passar pelo processo de ajudar um dependente químico, você terá as informações necessárias e o conhecimento de como ajudá-lo futuramente. Se for preciso, pesquise e procure por psicólogos e psiquiatras locais e entre em contato com eles.

Esteja sempre presente para a pessoa (mande mensagens, ligue para ela ou faça uma visita, convide-a para fazer atividades divertidas, pratique esportes, saia de casa e apoie os passatempos e interesses dela).

Ajude-o a vencer a tentação de usar drogas caso uma situação particularmente difícil ocorra.

Procure ser sempre positivo no seu relacionamento com o dependente químico, mas não deixe de ser assertivo.

Com acolhimento, paz, amor, fé e ajuda profissional é possível vencer a dependência química!

Equipe Terapêutica
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Quatro dicas para controlar a codependência

CODEPENDÊNCIA é um termo utilizado pela área de saúde para se referir às pessoas ligadas emocionalmente a uma pessoa com dependência de uma substância (como álcool ou outras drogas) ou de um comportamento problemático e destrutivo (como jogo patológico ou um transtorno de personalidade).

O codependente passa a acreditar que sua felicidade depende da pessoa que tenta ajudar e assim se torna dependente dele emocionalmente, sendo excessivamente permissivo, tolerante e compreensivo com os abusos do outro, mesmo que este seja excessivamente controlador, perfeccionista e autoritário.

No caso da dependência química, o codependente (que pode ser filho, cônjuge, ou amante de um dependente químico) é geralmente alguém que desenvolve um padrão doentio de lidar com a vida, numa reação ao abuso de álcool ou drogas praticadas por outra pessoa. É comum que o codependente coloque as necessidades do outro, acima de suas próprias e que desenvolvam duplo vínculo.

Conforme o uso de drogas vai se agravando a codependência também evolui para atender as necessidades crescentes da doença: a negação do codependente, a facilitação do uso, a resolução dos problemas do dependente ou suprindo as necessidades dele. Tudo isso representa, no entanto, uma tentativa frustrada de não ver a doença agravando e a falsa esperança de que os problemas do sujeito com a droga irão se resolver sozinhos mais cedo ou mais tarde.

Dificilmente um codependente consegue identificar e assumir seu próprio transtorno, via de regra ele nega sua “doença” tanto quanto o próprio dependente químico. O codependente culpabiliza o dependente químico por todo o seu sofrimento.  Ele precisa de ajuda especializada e via de regra só vai olhar para o seu próprio problema depois que a situação já se agravou muito e chegou a um patamar insuportável.

Seguem abaixo 4 dicas para “CONTER” a codependência e começar a contribuir para a sua recuperação e recuperação do dependente químico:

1) TORNAR AS COISAS MAIS DIFÍCEIS PARA O DEPENDENTE QUÍMICO, NÃO FACILITAR O USO:

O dependente químico usa drogas e pessoas. Em geral, a condição financeira e emocional que permite que ele siga usando drogas é fornecida pelos codependentes. Quando essa condição é eliminada, surge um obstáculo para o dependente siga seu padrão de consumo. São comuns casos em que o dependente opta por iniciar ou dar continuidade ao tratamento porque sabe que seus pais (ou outros familiares) não o receberão em casa se ele não tiver concluído o tratamento. Nesses casos, os familiares conseguem abandonar o papel de codependentes e facilitadores e o dependente perde a estrutura que utiliza para seguir usando drogas.

Nos casos em que os familiares continuam fingindo que não há nada errado, continuam a fornecer dinheiro ao usuário (financiando o consumo e a dependência da pessoa), permitindo que o mesmo utilize as substâncias dentro da própria casa (porque é mais seguro do que usar na rua ou com os amigos), ou sempre relevando a gravidade do problema, o resultado será sempre muito negativo.

2) PERCEBER QUE A CULPA, RAIVA, PENA E MEDO SÃO OS PIORES SENTIMENTOS DA CODEPENDÊNCIA, QUE CONTRIBUIR PARA AGRAVAR A DOENÇA:

É difícil o codependente perceber que seus comportamentos estão agravando a situação do dependente químico, pois eles normalmente são confundidos com “bondade”, “amor” e “proteção”.

Esses comportamentos são facilmente justificáveis dizendo que não querem que o dependente sofra ainda mais, que só estão tentando fazer com que ele se sinta melhor ou esperando que fique sensibilizado para se tratar. Na verdade, estão apenas alimentando a doença.

Se alguém convive com um dependente químico e sente culpa, raiva, pena ou medo, é grande a chance de estar assumindo o papel do codependente, pois esses sentimentos levam as pessoas a três ações que agravam a doença: 1) tratar o dependente como uma criança fazendo tudo por ele, 2) desqualificá-lo ou 3) simplesmente abandoná-lo. Nenhuma das três opções contribui para a sua recuperação.

A adoção de uma postura baseada em brigas constantes, críticas severas ou castigos, quando os familiares descobrem que uma pessoa faz uso de substâncias não a impede de continuar usando. Apenas fará que o usuário esconda o fato da família.

De um modo geral os codependentes são pessoas ressentidas, sentem grande raiva permanente de alguém, agarram-se à necessidade de punir a pessoa para reparar o sofrimento que acham que sofreram causado pelo dependente químico. Porém nada disso resolve o problema, todos esses sentimentos só levam o codependente e o dependente ao abismo, o que resolve de fato é buscar ajuda especializada e se submeter ao tratamento.

3) DEIXAR DE TRATAR O DEPENDENTE QUÍMICO COMO A PRIORIDADE DA SUA VIDA:

Quando se pergunta ao codependente qual é a prioridade da sua vida, normalmente ele citará o dependente. O movimento patológico da codependência vai levando a pessoa a colocar a si mesma e os seus planos em segundo lugar, enquanto traz gradualmente o dependente para o centro da sua vida. O trabalho com os codependentes é devolver o posto de prioridade da vida para seus sonhos e sua própria felicidade.

Perceba que você também possui necessidades que são importantes e você precisa ter controle da sua própria vida e fazer as suas coisas independentemente dos outros. Você pode se comprometer e reconhecer as necessidades do outro, mas você tem que se lembrar igualmente que você tem que viver sua vida, para além do relacionamento.

4) INICIAR UM TRATAMENTO PARA A SUA CODEPENDÊNCIA É UMA BOA MANEIRA DE DAR INÍCIO À RECUPERAÇÃO DO DEPENDENTE QUÍMICO:

O tratamento da família deve ser iniciado antes mesmo do dependente químico? Exatamente.

Como sabido pela maioria dos profissionais da área, a família é um dos maiores obstáculos ao tratamento do dependente. Seja adiando o tratamento, seja entrando na manipulação dele e interrompendo o tratamento no meio ou até boicotando sua recuperação depois que ele sai de uma internação.

A família acaba impulsionando-o, de forma inconsciente, novamente ao uso de drogas. Por exemplo: quando resolvem comemorar a saída dele com um churrasco regado a cerveja, quando deixam bebidas alcoólicas a vontade em casa porque acha que ele já está recuperado e não corre mais risco, quando tratam-no como um bebê que precisa de todo cuidado e controle possível, quando trata-o como um irresponsável que não é capaz de nada, quando jogam o passado à tona, tudo isso confirma que estão inconscientemente induzindo-o ao uso de drogas!

Isso sem falar na família que o recebe com alegria quando ele resolve abandonar o tratamento no meio, acreditando na promessa de que não usará mais drogas.

Por isso, começar o tratamento pela codependência da família, antes mesmo de tratar o dependente, é uma ótima estratégia.

Recomenda-se que os familiares frequentem o profissional de saúde especializado no tratamento das dependências químicas, mesmo que em um primeiro momento o próprio usuário não queira se envolver em tratamento.

Equipe Terapêutica
Clínica Grand House
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