Loemy Marques e Sergio Castillo em entrevista no Programa Pânico da Rádio Jovem Pam

3622855909-modelo-loemy-marque-panicoNa última sexta-feira (10/06), Sergio Castillo e Loemy Marques foram convidados para falar sobre drogas no Pânico, da Rádio Jovem Pan. A ex-modelo, que foi capa da revista “Veja SP” por ter sido encontrada na Cracolândia, contou um pouco mais de sua história, desde quando saiu do Mato Grosso, com o sonho de ser modelo, até a sua decadência e a atual recuperação.

maxresdefaultSergio Castillo, especialista em Dependência Química, falou da situação dos dependentes químicos no Brasil e no mundo e também de Loemy, cujo caso ainda gerencia: “Infelizmente não temos tratamentos públicos eficientes para os dependentes químicos por aqui. Mesmo sabendo que é um problema de saúde grave e que as drogas são democráticas, atingem gente de todo setor da sociedade, de uma maneira geral, o nosso país não está pronto para lidar com a doença. A Loemy teve muita sorte em ser resgatada da Cracolândia e estar recebendo um tratamento sério”, afirmou.

imagesO apresentador Rodrigo Faro foi quem escolheu a Clínica Grand House, referência no Brasil, para tratar Loemy. Ele já tinha encaminhado dois outros casos e confiou na seriedade do trabalho. Ao ser indagado se a ex-modelo está curada, Sergio Castillo foi claro na explicação: “Infelizmente não há cura para os dependentes químicos, uma vez em que foram atestados como doentes. Há controle. Uma pessoa pode beber socialmente e não desenvolver o alcoolismo, por exemplo. Como o contrário, falando de todo o tipo de drogas, pode acontecer. Por isso sempre digo que não é bom nem experimentar”, disse.

13434967_827746044023614_3473595537753787987_nLoemy sabe que tem uma doença sem cura. Ela começou usando maconha, depois cocaína no mundo da moda e por último o crack: “Minha agente me dava cocaína para não engordar. Era uma coisa meio que natural. Fui usando cada vez mais e um dia acabei sendo assaltada no centro de São Paulo, onde fui morar. Estava triste e sem rumo, foi quando me ofereceram o crack. Dali não parei mais de usar, até que em poucos meses estava morando na Cracolândia”, contou.

Atualmente, ela está limpa, mas sabe que deve evitar lugares, pessoas e hábitos antigos, que a levavam ao uso: “Aprendi que não posso ir à uma festa como ia antigamente, onde a maioria das pessoas usa de tudo. A vida agora é outra”, disse.

Sergio Castillo comentou como a Europa e os Estados Unidos, por exemplo, são países muito mais preparados para cuidar do dependente químico. Porém ressaltou que a liberação do uso de drogas não é o melhor remédio: “Quando se fala em liberação da maconha acho muito perigoso. A experiência nos leva a ver que no mínimo dobra o número de usuários”.

Para finalizar, o especialista Sergio Castillo destacou a importância dos esportes e dos movimentos de prevenção: “Eu pratico a motovelocidade para uma causa que se chama “Por Uma Vida Sem Drogas”. Esta causa também abrange caminhadas, corridas, pedaladas e boxe. Aconselho a prática esportiva para o não uso de substâncias ilícitas, ou lícitas, como o álcool, que infelizmente podem levar para o mesmo caminho. O melhor mesmo é buscar alternativas saudáveis”.

Clínica Grand House
http://www.grandhouse.com.br
Tels: 11 4419-0378 // 4483-4524

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