Depressão e Dependência Química

trashA depressão é uma doença psiquiátrica capaz de causar inúmeros sintomas psicológicos e físicos. Seu sintoma mais conhecido é a profunda e prolongada tristeza, acompanhado de angústia, falta de vontade de realizar atividades do dia a dia (trabalhar, estudar, sair com os amigos, etc), baixa autoestima, isolamento, falta esperança e sentido pela vida.

O transtorno depressivo pode surgir em qualquer fase da vida, desde a infância até a terceira idade. É uma doença tão comum que se estima que 12% dos homens e até 25% das mulheres apresentarão algum grau de depressão ao longo de suas vidas.

Mais do que apenas um ataque de tristeza, a depressão não é uma fraqueza ou falta de disciplina, nem é algo que o paciente possa simplesmente resolver apenas com a vontade própria. A depressão é uma doença crônica que geralmente requer tratamento a longo prazo, como no caso da diabetes ou da hipertensão. Assim como ninguém deixa de ser diabético apenas com a força de vontade e pensamento positivo, a depressão também precisa de ajuda médica e psicológica para ser controlada.

No desespero para ter algum alívio dos sintomas da depressão, muitas pessoas recorrem ao álcool ou outras drogas. Mas, infelizmente, além dessa espécie de “automedicação” contribuir para piorar os sintomas depressivos, ela pode favorecer a dependência química, pois o uso da substância altera o mecanismo de recompensa e prazer do cérebro, necessitando cada vez mais quantidade de drogas para se satisfazer.

Estudos recentes apontam que aproximadamente 50% dos dependentes químicos têm alguma doença psíquica associada, entre elas a depressão. Sendo assim, a depressão pode ser uma comorbidade associada à dependência química.

Porém, é importante salientar que nem todos os que sofrem de depressão são ou serão dependentes químicos, assim como o contrário, nem todo dependente químico sofre ou sofrerá de depressão.

São duas doenças distintas, porém podem estar presentes ao mesmo tempo.

A escolha do tratamento mais adequado para a depressão deve ser personalizada e feita após uma avaliação física e mental completa da pessoa doente. Os tipos de tratamento são diversificados, sendo aplicados de acordo com a situação clínica do paciente e pode considerar: mudança de estilo de vida, psicoterapia, medicamentos adquados.

O tratamento deverá ser continuado por vários meses, mesmo depois de se sentir melhor. Só desta forma evitará recaídas quando terminar o tratamento antidepressivo.

O tratamento indicado não deve ser interrompido e caso não se sinta confortável antes de tomar alguma decisão fale com o seu médico ou psicoterapeuta.

Clínica Grand House
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