Gatilhos da Compulsão

Muitas vezes ficamos imaginando o que levam as pessoas a ter tantas compulsões: sejam elas por comida, por sexo, por drogas, por trabalho, por internet, por jogos, por compras, por prazeres diversos, enfim… são inúmeras as possibilidades de compulsões.

O mecanismo que desencadeia esse distúrbio ainda não está totalmente desvendado, mas especialistas explicam que o problema tem causa multifatorial. Falhas no sistema de recompensa do cérebro, associadas a fatores socioculturais, são os principais elementos que geram as condutas.

A principal característica da compulsão é a repetição de determinados comportamentos de forma descontrolada a fim de obter prazer. É preciso passar por alguma situação previamente gravada pelo cérebro como agradável para manter a liberação da dopamina, substância química diretamente ligada à sensação de bem-estar.

O que se acredita é que um problema biológico possa levar determinados indivíduos a produzir essa substância em quantidades menores. Essa falha, somada ao ambiente em que vivem, seria o suficiente para torná-los dependentes dessa liberação, buscando assim cada vez mais prazer e fazendo com que determinado comportamento vire hábito e, logo, uma dependência.

Além disso, o compulsivo acredita que está sempre repetindo aquele comportamento pela última vez. Mas, logo depois, é inundado pela sensação de culpa e pela tristeza de não ter conseguido se controlar.

E quais seriam os gatilhos para começar essa busca desesperada pelo objeto do prazer? São muitos os gatilhos que levam à compulsão, porém nas duas pontas do “iceberg” podemos citar a euforia e a depressão: dois estados extremos.

Quando o ser humano está passando por uma fase relativamente calma, sem grandes euforias ou longos períodos melancólicos, é mais difícil que os tais gatilhos sejam acionados. Ansiedade e estados que nos levam ao estresse também podem desencadear desejos, ou recaídas, de substâncias lícitas ou ilícitas e também de comportamentos destrutivos.

No entanto, quanto mais o indivíduo se conhece e sabe de seus pontos fracos, mais ele se fortalece e consegue desativar os gatilhos da compulsão. Se está muito eufórico, deve perceber que precisa fazer algo para se acalmar, seja esporte, meditação, enfim, qualquer atividade que lhe dê equilíbrio.

E o contrário também é válido. Se percebe que está entrando em uma depressão, ao invés de se entregar, deve procurar fazer uma caminhada, tomar um pouco de Sol, tentar uma maior socialização.

O interessante neste processo humano (que pode levar a inúmeras recaídas e novas experimentações, que geralmente não são nada saudáveis) é aprender a dar um novo significado a estes períodos e seus sintomas. Uma pessoa que tem recursos psíquicos e psicológicos mais coerentes tem maior chance de não “mergulhar” nestes gatilhos.

A terapia ajuda bastante nestes momentos e age também como precaução. Uma outra dica (que aqui damos como especialistas) é evitar lugares e pessoas que dão acesso muito fácil a este tipo de gatilho. Ou seja, se uma pessoa está em estado de euforia, acelerado, fica difícil ir em uma festa e acabar não consumindo bebida alcoólica. A tendência é que se tome o primeiro gole que dê vazão desde a uma recaída ao alcoolismo, até como porta de entrada para o consumo de outras drogas.

A baixa na perda de discernimento é instantânea e quase automática, por isso falamos tanto para evitar o primeiro gole. Eis um grande gatilho da compulsão, juntamente com a euforia, ansiedade e depressão.

Um outro caso bem típico é o da pessoa que tem distúrbio alimentar. Se alguém com bulimia, que come depois vomita o que ingeriu forçadamente (e nitidamente tem compulsão por comida) for a uma churrascaria, dificilmente conseguirá manter o controle. O gatilho, neste caso, fica no próprio ambiente.

E a segunda grande precaução: estar ao lado de pessoas que “desarmam” nossos gatilhos, ao invés de ativá-los! Evite pessoas negativas, críticas demais ou eufóricas, que incitam em você sentimentos negativos.

Outro ponto fundamental: a intervenção dos familiares costuma ser fundamental para dar um ponto final nesse ciclo vicioso. Normalmente, são eles que levam o compulsivo a buscar tratamento – são poucos os casos em que a busca por ajuda parte do próprio doente.

O tratamento, de forma geral, podem envolver um trabalho conjunto de psicoterapia e psiquiatria, com uso de medicamentos antidepressivos que podem ajudar a regular o mecanismo de recompensa do cérebro.

Fora isso, a participação em grupos de ajuda também é uma boa saída complementar.

Equipe terapêutica
Clínica Grand House
www.grandhouse.com.br
Tel: 11 4483-4524 / 4419-0378

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