Mudanças de comportamento: um sinalizador para o uso de droga

Sinais-uso-de-drogas-700x330A maioria das pessoas fica devastada quando descobre que há um dependente químico na família. Por isso, estar atento às mudanças de comportamento de uma pessoa próxima representa evitar que essa doença progrida até o ponto que seja fatal e irreversível.

Um dependente químico, quase que invariavelmente, esconde da família essa patologia e muitas vezes a família passa anos convivendo com a doença e não percebe (ou melhor, não quer perceber), pois desconhece ou ignora os sinais. A família não aceita o fato, pensa em fracasso e acaba se desestruturando totalmente, adoece.

Se você tem notado mudanças no comportamento do seu filho (ou familiar) talvez esteja na hora de vencer seu próprio preconceito e começar a buscar ajuda.

Listamos abaixo alguns indícios que podem denunciar o envolvimento de seu filho (ou familiar) com as drogas:

Baixo rendimento escolar ou profissional
Se o seu filho, de uma hora para outra aparece com notas baixas, faltas injustificadas e recusa-se a estudar e fazer as tarefas, é sinal de que algo não está normal.
O mesmo pode ocorrer em relação ao trabalho de seu familiar, caso ele tenha um emprego. O desinteresse repentino pode estar associado ao uso de substâncias psicoativas.

Começam a haver faltas injustificadas, desatenção incomum, não cumprimento dos seus deveres, recusa em praticar esportes e exercícios físicos.

Isolamento
Um dos maiores traços de um comportamento que denuncia o adicto é a distância afetiva e o isolamento. Se aquele ser humano é próximo da família e começa a se distanciar e, ao mesmo tempo também perde o interesse em estar com os amigos, é um grande sinal de alerta.

O usuário de drogas passa a encontrar prazer e satisfação somente na substância psicoativa, e outras atividades acabam perdendo a graça, qualquer interação social já não faz mais sentido. É comum também que passe horas a fio trancado em seu quarto.

Uma nova turma de amigos sugere que houve uma mudança nos interesses do jovem.

Normalmente ele passa a encontrar prazer somente quando está usando a substância, por isso, também é bom analisar os amigos com quem anda.

Mudanças repentinas de humor e agressividade
Se você tem notado que seu filho (ou familiar) responde com agressividade quando questionado sobre onde esteve ou quando é feita qualquer outra cobrança, preste atenção.

O desrespeito frequente às regras e rotinas da família, os comportamentos que são física ou verbalmente abusivos para com os achegados assim com sinais de irritabilidade, inquietação e impulsividade são fortes indicativos do abuso de drogas.

O comportamento de um dependente químico se torna paranoico, ansioso, imediatista, agressivo e/ou depressivo alternadamente, com alterações repentinas no humor.

Alterações do sono
Se a pessoa anda dormindo mais do que costumava dormir ou passa noites em claro, isso pode ser um alerta.

Algumas drogas causam sonolência, enquanto outras causam insônia.

Mudança dos hábitos financeiros
Um dependente químico precisa de cada vez mais dinheiro para sustentar seu vício e, em estágios mais avançados (junto com a falta de recursos próprios), começa a furtar objetos da própria casa, pedir dinheiro emprestado e ter atitudes suspeitas.

Sinais físicos de abuso de drogas
Olhos vermelhos, pupilas dilatadas, alterações no apetite ou sono, súbita perda de peso, deterioração da aparência física e hábitos de higiene pessoal, cheiros estranhos na respiração, corpo ou roupas, tremores, fala arrastada ou coordenação prejudicadas são fortes indicativos do uso de drogas.

Como lidar com o problema?
Se interesse pelo problema daquele que você quer ajudar, sem nunca o eximir de suas responsabilidades. Não tenha medo de perguntar se o consumo de drogas é o motivo das modificações de comportamento que você está percebendo.

Converse. Perguntas diretas e objetivas são boas quando servem para aumentar a compreensão do problema e não para tirar conclusões ou para fazer julgamentos. Por isso, não ter medo de perguntar ou de oferecer soluções (alternativas de tratamento) é a melhor forma de ajudar.

Busque ajuda profissional, na grande maioria das vezes o dependente químico só consegue se livrar das drogas através de ajuda profissional.

Equipe terapêutica
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Dependência Afetiva: o amor ou prisão?

dependenciaemocionalA dependência afetiva é um distúrbio de comportamento, muito comum em homens e mulheres e representa a necessidade que um ser humano tem de viver em função de outra pessoa. Esse comportamento é bastante evidente quando a presença do outro se torna indispensável, quando existe a urgência em encontrar e estar com o ser amado e a necessidade de fazer tudo para essa pessoa.

O dependente emocional necessita da aprovação, aceitação e reconhecimento do outro para lidar com as situações da vida, pois, não acredita no seu próprio valor, no seu poder de tomar decisões, fazer escolhas e até mesmo na sua capacidade de conquistar alguém e, muitas vezes, aceita relações destrutivas como um prêmio de recompensa.

É uma pessoa submissa e insegura, pois, sua percepção de si mesma é muito frágil. Sente-se incapaz de agir adequadamente sem o auxílio de outras pessoas e por isso recorre frequentemente aos outros para ser orientada, ajudada e direcionada, sendo que tudo isto surge da necessidade de satisfazer suas necessidades internas e não pelo desejo de estar na companhia da outra pessoa.

Um dos sentimentos que antecedem a dependência emocional é o medo crônico de ficar sozinho, que geralmente não chega de maneira isolada, é sempre originado por alguma outra situação. Um dos exemplos é a de ter passado por uma infância em que não se recebeu atenção e amor suficiente, a qual pode ter originado um enorme vazio interno. A pessoa vai então tentar preencher seu vazio com a vida e problemas de outra pessoa.

Quando falamos de dependência afetiva, não podemos deixar de mencionar o que acontece em relação à dependência química: chamada “codependência”.

O termo “codependência” é atribuído aos familiares de dependentes químicos que também apresentam uma dependência, não das drogas, mas emocional ou uma preocupação constante e fixa no dependente. A pessoa vive em função daquele dependente químico, deixando de viver a própria vida.

A maior parte dos codependentes vem de famílias disfuncionais, conflitivas, que demonstraram significativa fragilidade emocional e, por isto, contribuíram para o desenvolvimento e instalação da dependência emocional entre seus membros.

Em geral, o codependente viveu pouco amor, amparo, aceitação, segurança, coerência e harmonia familiar. Em muitos casos, houve rigidez de regras e críticas excessivas, abusos, violência psicológica e até física. Portanto, de modo geral, a pessoa desenvolve a Codependência já a partir da infância.

Para saber se você carrega sinais de dependência afetiva no geral, você pode fazer uma simples autoanálise:

  • Vivo em função de relacionamentos afetivos para estar feliz?
  • Meu bem-estar está ligado a sempre ter alguém ao meu lado?
  • Penso que morreria se esta pessoa que tanto amo um dia me abandonar?
  • Prefiro ser infeliz ao lado de alguém do que feliz estando só?

Se as respostas para as perguntas acima forem positivas, é sinal que a dependência afetiva pode estar se instalando ou até já virou uma característica comportamental.

Para se livrar deste sofrimento, a primeira coisa que o dependente afetivo deve fazer é tirar o foco da vida do parceiro e colocar nela mesma. Procurar se autoconhecer e se valorizar já são indícios de uma boa mudança.

A dependência afetiva também requer tratamento, portanto, é indicado que procure ajuda de um psicanalista ou psicólogo, ou de grupos anônimos como: o “Mulheres que Amam Demais (MADA)”, o “Dependentes de Amor e Sexo Anônimos (DASA)” e “Codependentes Anônimos (CODA)”, que oferecem ajuda e auxílio para quem está sofrendo com esse tipo de relacionamento.

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Alcoolismo na adolescência

O alcoolismo nunca foi um problema somente dos adultos. A questão também acomete as crianças e adolescentes. Hoje, no Brasil, existe uma grande preocupação o fato dos jovens começarem a beber cada vez mais cedo. Pior, ainda, é que certamente parte deles conviverá com a dependência do álcool (e talvez de outras drogas) no futuro.

A falta de educação e prevenção

Nossas crianças não são educadas e, por muitas vezes, não têm a estrutura necessária para que se tornem dependentes. As crianças simplesmente crescem e vão de encontro à adolescência sem estarem preparadas para a realidade e o álcool é uma das grandes portas para a fuga da realidade.

Os adolescentes não são instruídos e não tem noção dos riscos e danos que o uso e abuso do álcool vão causar em suas vidas (e na vida de outras pessoas) e muitas vezes, quando se dão conta, já se tornaram dependentes.

A maioria dos jovens busca ser parte de algo maior do que eles mesmos, e estão tentando se aceitar como são, esperando ser aceitos pelos outros e pela sociedade na sua totalidade.

Acabam por correr riscos desnecessários e, somente se tiverem tempo e discernimento mais tarde, se darão conta de que o álcool não era realmente necessário em suas vidas.

Por isso e por muitos outros motivos existem tantas dificuldades na adolescência para se dizer “não” ao álcool.

Início precoce

A ingestão de álcool na infância ou na adolescência aumenta muito as chances desses indivíduos se tornem alcoólicos e/ou dependentes químicos no futuro.

Os jovens acreditam que ao beber serão aceitos e terão mais facilidade para lidar com seus problemas e dificuldades da vida.

A dependência do álcool faz com que o jovem corra vários riscos (assim como todos ao seu redor), o que o atingirá em todas as áreas da vida.

Dependência

A dependência ocorre em uma fase aonde o adolescente começa a beber descontroladamente, seu pensamento, seus sentimentos e suas emoções estão confusos e tudo é muito novo. Essa junção de fatores faz com que o indivíduo beba em todas as situações.

As crises existenciais farão com que o indivíduo nem precise mais de algum motivo para beber, ou que já não saiba mais se os seus motivos são reais ou imaginários, pois, independentemente de qualquer coisa, ele irá beber.

A bebida alcoólica não abre somente a porta para a dependência do álcool, mas também levará o indivíduo a outras consequências do seu consumo, gerando outras doenças psicológicas e físicas, como, por exemplo:

Doenças psicológicas: delírios, alucinações, traumas, transtornos, depressão entre outros problemas.

Doenças físicas: problemas relacionados ao fígado, cirrose ou gastrite alcoólica, HIV (sexo sem prevenção), sistema digestivo e coma alcoólico.

Mortes prematuras

Inúmeras pesquisas indicam que cada vez mais aumenta o número de óbitos em adolescentes por consequências do uso do álcool em excesso, além de acidentes de trânsito, violência, homicídio, suicídio, coma alcoólico e diversos problemas causados pelo uso abusivo de álcool na adolescência.

O fato é que com uma prevenção mais eficaz durante a pré-adolescência, seja ela proposta pela própria família e também pelos órgãos competentes, esses dados podem ser reduzidos em grande escala, pois o álcool é uma das substâncias que mais mata jovens, adultos e idosos.

Isso tudo hoje é uma realidade assustadora e muito pouco divulgada, a juventude está se perdendo no álcool e não percebe que o uso abusivo dessa substância pode matar a longo prazo.

Declaração pessoal do autor do texto

Durante muitos anos venho vendo mais e mais jovens sofrerem e morrerem através do uso e abuso do álcool.

É necessário que se use todos os recursos de proteção para resguardar nossos jovens. Muitos especialistas na área e grupos de apoio estão travando uma batalha árdua no intuito de mostrar os grandes danos que a doença do alcoolismo pode causar, visto que é progressiva, incurável e fatal.

Porém, essa enfermidade pode ser contida, se devidamente tratada. Peça sempre ajuda, estamos disponíveis para falar sobre esse tema.

Italo Davison Dias

Terapeuta & Conselheiro
Técnico em Dependência Química e Alcoolismo

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