Dependência Afetiva: o amor ou prisão?

dependenciaemocionalA dependência afetiva é um distúrbio de comportamento, muito comum em homens e mulheres e representa a necessidade que um ser humano tem de viver em função de outra pessoa. Esse comportamento é bastante evidente quando a presença do outro se torna indispensável, quando existe a urgência em encontrar e estar com o ser amado e a necessidade de fazer tudo para essa pessoa.

O dependente emocional necessita da aprovação, aceitação e reconhecimento do outro para lidar com as situações da vida, pois, não acredita no seu próprio valor, no seu poder de tomar decisões, fazer escolhas e até mesmo na sua capacidade de conquistar alguém e, muitas vezes, aceita relações destrutivas como um prêmio de recompensa.

É uma pessoa submissa e insegura, pois, sua percepção de si mesma é muito frágil. Sente-se incapaz de agir adequadamente sem o auxílio de outras pessoas e por isso recorre frequentemente aos outros para ser orientada, ajudada e direcionada, sendo que tudo isto surge da necessidade de satisfazer suas necessidades internas e não pelo desejo de estar na companhia da outra pessoa.

Um dos sentimentos que antecedem a dependência emocional é o medo crônico de ficar sozinho, que geralmente não chega de maneira isolada, é sempre originado por alguma outra situação. Um dos exemplos é a de ter passado por uma infância em que não se recebeu atenção e amor suficiente, a qual pode ter originado um enorme vazio interno. A pessoa vai então tentar preencher seu vazio com a vida e problemas de outra pessoa.

Quando falamos de dependência afetiva, não podemos deixar de mencionar o que acontece em relação à dependência química: chamada “codependência”.

O termo “codependência” é atribuído aos familiares de dependentes químicos que também apresentam uma dependência, não das drogas, mas emocional ou uma preocupação constante e fixa no dependente. A pessoa vive em função daquele dependente químico, deixando de viver a própria vida.

A maior parte dos codependentes vem de famílias disfuncionais, conflitivas, que demonstraram significativa fragilidade emocional e, por isto, contribuíram para o desenvolvimento e instalação da dependência emocional entre seus membros.

Em geral, o codependente viveu pouco amor, amparo, aceitação, segurança, coerência e harmonia familiar. Em muitos casos, houve rigidez de regras e críticas excessivas, abusos, violência psicológica e até física. Portanto, de modo geral, a pessoa desenvolve a Codependência já a partir da infância.

Para saber se você carrega sinais de dependência afetiva no geral, você pode fazer uma simples autoanálise:

  • Vivo em função de relacionamentos afetivos para estar feliz?
  • Meu bem-estar está ligado a sempre ter alguém ao meu lado?
  • Penso que morreria se esta pessoa que tanto amo um dia me abandonar?
  • Prefiro ser infeliz ao lado de alguém do que feliz estando só?

Se as respostas para as perguntas acima forem positivas, é sinal que a dependência afetiva pode estar se instalando ou até já virou uma característica comportamental.

Para se livrar deste sofrimento, a primeira coisa que o dependente afetivo deve fazer é tirar o foco da vida do parceiro e colocar nela mesma. Procurar se autoconhecer e se valorizar já são indícios de uma boa mudança.

A dependência afetiva também requer tratamento, portanto, é indicado que procure ajuda de um psicanalista ou psicólogo, ou de grupos anônimos como: o “Mulheres que Amam Demais (MADA)”, o “Dependentes de Amor e Sexo Anônimos (DASA)” e “Codependentes Anônimos (CODA)”, que oferecem ajuda e auxílio para quem está sofrendo com esse tipo de relacionamento.

Equipe terapêutica
Clínica Grand House
www.grandhouse.com.br
Tel: 11 4483-4524 

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