Quando a primeira vez pode ser tarde demais!

A maioria de nós, especialistas da área da dependência química, é quase unânime em concordar que a melhor saída e prevenção contra drogas (sejam elas lícitas ou ilícitas) é simplesmente a não experimentação.

Porém, em uma sociedade que incentiva o ser humano a ingerir bebidas alcoólicas (e/ou outras drogas lícitas, como o cigarro) é difícil imaginarmos um jovem que nunca tenha experimentado (ou que não vá experimentar) qualquer tipo droga.

Se o primeiro gole pode ser a porta de entrada para o uso de outras substâncias, ficar só no álcool não deixa de ser também um perigo. O álcool é ilusório e lícito, e muitas vezes até muito incentivado pela nossa sociedade.

O uso (e abuso) de álcool, maconha, cocaína se tornou algo tão comum nos dias atuais, que muitos fazem de tudo para que essas drogas sejam vistas como supostamente “inofensivas” e cujo uso esporádico nem viciaria ou tornaria ninguém adicto.

No entanto, TODA droga, sem exceção, tem elevado poder de levar um ser humano a se tornar adicto e a dependência pode ser sim desencadeada desde o primeiro uso.

A cocaína, por exemplo, por conta de seus efeitos estimulantes, traz uma sensação de clareza de pensamentos e poder de estímulo que pode durar alguns momentos. O efeito consiste em uma duradoura euforia. A pessoa adquire um grande vigor e quer viver essa euforia constantemente.

O problema é que após o pico do efeito a necessidade de outra dose aparece e logo o usuário está fisgado, mesmo não querendo acreditar que já é um adicto e que necessita daquela sensação constantemente.

Os estados de alteração da percepção experimentados por quem usa a cocaína podem levar a quadros de irritação extrema, ansiedade e cansaço. Esses quadros, ocorrendo com frequência, podem facilitar o início de um quadro psicótico.

A associação da cocaína com o álcool traz um risco adicional, pois o fígado transforma essas duas substâncias em uma terceira, o cocaetileno, que potencializa os efeitos da droga e pode aumentar os riscos de morte súbita.

O tão temido crack, derivado da pasta de cocaína, tem também uma capacidade grande de corromper o cérebro e levar uma pessoa rapidamente a se tornar um forte adicto. Na primeira experimentação, já pode se instalar a dependência química. Realmente um tipo de droga devastadora e com alto poder destrutivo.

A maconha, apesar de ser tão defendida como “inofensiva” por muitos grupos da sociedade que buscam a liberação, causa também dependência e crise de abstinência. Poucos meses de uso constante já podem gerar perda da capacidade de concentração, insônia e mau humor e, dependendo da constância do uso, pode levar até mesmo a crises psicóticas.

E, o álcool, apesar de ser uma droga lícita, causa forte dependência se utilizado constantemente e de forma prolongada. Os dependentes de álcool têm crises de abstinência terríveis, apresentam tremores, aumento da pressão, agitação excessiva e perda da clareza para avaliar as coisas. Há ainda casos mais graves que podem resultar em alucinações e delírios, além de convulsões. Portanto, álcool não é uma droga “leve” e já no primeiro uso a pessoa pode começar a gostar muito do efeito da mesma e passar a fazer uso constante.

Mais uma vez é importante ressaltar que qualquer uma destas drogas leva rapidamente à dependência, portanto se alguém disser que usa cocaína ou maconha “eventualmente’, duvide, pois, esse usuário apenas está no caminho da dependência e precisa de auxílio especializado para se livrar do vício.

Existe uma imensa variedade de drogas disponíveis sejam elas naturais (maconha, ópio), sintéticas (como o ecstasy e o LSD) ou semi-sintéticas (como a heroína, cocaína e crack), além do álcool, mas todas elas têm o seu poder de atração sobre o ser humano e todas causam forte dependência.

Muitas pessoas, a grande maioria, se “apaixona” pelo efeito das drogas logo no primeiro uso, portanto a primeira vez é algo determinante e pode dar início a uma séria dependência química, principalmente se a pessoa tiver a propensão.

E sempre é bom ter em mente que não só o corpo se torna dependente, as drogas causam danos psicológicos e sociais intensos, as perdas na vida de um dependente químico são sempre avassaladoras e infelizes.

Portanto, não se deve banalizar o uso de nenhuma droga. Existem pessoas que jogam uma vez na loteria e ganham, existem usuários que se tornam dependentes numa única tragada!

Portanto, ter consciência do problema e evitar ainda é a melhor saída.

Equipe terapêutica
Clínica Grand House
www.grandhouse.com.br
Tel: 11 4483-4524 

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Um comentário sobre “Quando a primeira vez pode ser tarde demais!

  1. Muitos dos que sofrem de dependência química se utilizam de drogas cada vez mais fortes para suportar a crise de abstinência e o uso compulsivo faz com que percam totalmente a capacidade de raciocinar, de analisar o que estão fazendo e de tomar uma posição séria na vida. Um dependente se faz ele próprio refém do vício, enquanto que sua família se torna refém de seu comportamento, ou seja, cria uma situação de instabilidade e de confusão ao seu redor, cavando um poço de onde só poderá sair através do tratamento dependência química.

    As primeiras pessoas a notar a dependência química são os familiares e amigos, quando notam a mudança de comportamento. Mesmo não sabendo de que tipo de dependência está vítima, é importante ter atenção aos sinais apresentados.

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