O que é ser “Adicto”

Um adicto é simplesmente um homem ou uma mulher cuja vida é controlada unicamente pelas drogas. A “droga” pode, na verdade, representar qualquer coisa que o escravize – o termo “adicto” generaliza vários tipos de dependências: álcool, drogas ilegais, drogas medicamentosas, jogo, sexo, comida, dentre outros.

Quando na ativa, todos os pensamentos de um adicto estão centrados na sua droga de preferência, seja para obter, usar ou encontrar maneiras e meios de conseguir mais.

Ser um adicto na ativa é estar nas garras de uma doença progressiva, que avança sempre da mesma maneira: perdas imensas, prisões, loucura, internação em instituições ou morte.

O adicto não consegue viver e apreciar a vida como as outras pessoas. Ele vai sempre colocar o uso de drogas acima do bem-estar de suas famílias, esposas, maridos e filhos.

Ele precisa usar as drogas a qualquer custo e para isto acaba prejudicando muitas pessoas, mas, principalmente, prejudica a si mesmo e se torna incapaz de encarar a vida como ela é.

Na doença ativa da adicção, a maioria ruma lentamente ao suicídio – a doença é um inimigo tão traiçoeiro da vida que o usuário perde o poder de fazer qualquer coisa.

No ápice da doença falham os esforços repetitivos para interromper o comportamento compulsivo e quebrar o ciclo vicioso, ocorre um esvaziamento da força de vontade individual, o aumento do isolamento, sentimentos de inadequação, resignação, baixa autoestima, sentimento de impotência, ansiedade e desespero.

Os comportamentos mais comuns são: a negação do problema, a ambivalência, a desresponsabilização, a pessoa nega, defende seu comportamento, minimiza a gravidade, justifica, culpabiliza os outros ou circunstâncias pelo problema, ambivalência (por um lado quer mudar, parar de usar, por outro não), adia a resolução do mesmo, o seu nível de consciência sobre o seu comportamento, seus efeitos, responsabilidades e meios para mudar é muito reduzido ou até nulo.

O termo “dependente químico”, é na verdade mais utilizado do que “adicto” por vários segmentos, principalmente pelo meio médico especializado. Não define só, a dependência de drogas ilegais, ou álcool, mas também de drogas medicamentosas.

Uma característica básica, da adicção por drogas ou álcool é a que todos os dependentes químicos têm tolerância, às substancias psicoativas, inclusive o álcool. Quem não tem tolerância não é dependente químico.

Vamos a explicação lógica: Muitas pessoas, bebem um drinque ou dois nos fins de semana, um copo de vinho ao dia ou duas cervejas no sábado. E fazem isto, por toda a vida. Como podem? Bem, elas não têm tolerância ao álcool, não são dependentes químicos.

O que é a tolerância? É a medida da satisfação, ou seja, 1 ou 2 cervejas bastam, 3 ou 4 já deixam o indivíduo “tonto”, causando a sensação de “alegria”. Esta medida, vai se repetir, por toda a vida daqueles que não tem tolerância a bebida/drogas.

Aqueles que tem a tolerância, ocorre o contrário: no início, é a mesma medida, 3 ou 4 cervejas e já satisfazem. Com o tempo, para atingir o mesmo nível de satisfação inicial, este indivíduo irá precisar tomar 5, ou 6. Depois 7, ou 8.

Consequentemente, ao invés de 2 ou 3 doses, com o tempo, uma garrafa de destilado. Conjuntamente, a tolerância vem acompanhada da compulsão (basicamente é a incapacidade de parar de usar ou beber enquanto: não terminar a substância ou a pessoa “apagar”, existe a necessidade de “usar/beber” mais).

Esta é a dependência química, que daí por diante revelará as demais características: as comportamentais, e emocionais. É uma doença biológica (tolerância) psicológica (compulsão), social (comportamentos) e espiritual (ausência de Deus, e egocentrismo).

O jogador compulsivo, ou adicto pelo jogo, não tem ou não se manifesta a tolerância, pela ausência da substancia em si, mas sim, a compulsividade, que também é parte da doença. O jogador, sente um prazer parecido com o das drogas, quando está jogando, e a mesma depressão e necessidade ou fissura, pelo jogo, quando não o tem. As demais características, sociais e espirituais, também estão presentes.

A doença causa muito sofrimento para o próprio indivíduo e para todos que o cercam e não se conhece uma cura específica, mas sabemos que ela pode ser detida em algum ponto e a recuperação é totalmente possível. A recuperação não uma tarefa nada fácil, porém não é algo tão raro, depende em grande parcela do próprio indivíduo pois requer mudanças profundas nos comportamentos e estilos de vida.

Nunca é fácil fazer mudanças bruscas na própria existência, porém no caso do dependente elas se tornam ainda mais difíceis pois a substância química “grita” para permanecer ativa na mente do indivíduo. Porém, com ajuda, fé e perseverança e possível a mudança, é possível dar uma guinada de 360° – este é o grande passo para rumo a verdadeira recuperação.

O princípio da mudança só começa com a conscientização e rendição. A pessoa deve reconhecer e aceitar que tem um problema e que precisa de ajuda, apesar de querer mudar e não saber como. O indivíduo começa a ficar dividido, a luta interna permanece, mas ao mesmo tempo começa a dar uma oportunidade para si mesmo e aceita ajuda, ele começa a ver que pela própria força de vontade isolada ele não consegue fazer nada. O indivíduo começa a perceber que existem motivos fortes para mudar e, ao aceitar apoio, começa a sentir que é capaz de superar, aceita a própria falência.

Aceitar as perdas e as próprias limitações requer humildade, aceitar que com mecanismos internos neurológicos tão poderosos e que precisa de muita ajuda requer algo que se chama: rendição. No momento que começa a assumir para si próprio a sua própria derrota, ele já começa a ganhar e com a ajuda adequada, fé e esperança, ele começa a entrar em recuperação.

O importante é sair da “paralisação’ da culpa, da vergonha, da frustração que a dependência química causa e identificar o que está acontecendo e aceitar que precisa de ajuda, aceitar ser ajudado.

Equipe Terapêutica
Clínica Grand House
http://www.grandhouse.com.br
Tel: 11 4483-4684

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