Musicoterapia no Tratamento da Dependência Química

Música como Terapia é a aplicação controlada de atividades musicais  especialmente organizadas com a intenção de expandir o desenvolvimento e a cura durante o tratamento, a educação e a reabilitação de adultos e crianças com deficiências motoras, sensoriais ou emocionais.

As deficiências podem ser: atraso na leitura, atraso na fala, retardo mental, deficiência motora, distúrbio emocional, deficiência auditiva parcial, psicose, autismo, afasia e disfasia.

O conceito de uma força terapêutica ou “harmonizadora” na música tem prevalecido na estética e educação musical desde a Grécia antiga através de Pitágoras.

No século XXVII, a filosofia mecanicista de Descartes, combinada com a “teoria do afeto”, segundo a qual o princípio básico é que a música reproduza emoções; e sua capacidade em atingir esferas pré-intelectuais da mente, são comprovadas.

Objetivos da Música como Terapia

1- Estabelecimento de contato e comunicação

2- Treinamento sensorial e desenvolvimento

3- Treinamento físico e motor, e desenvolvimento

4- Treinamento social e desenvolvimento

5- Liberação de processos sócio comunicativos

6- Ativação e liberação de processos emocionais

7- Desenvolvimento da fale e linguagem

8- Treinamento intelectual e desenvolvimento

9- Estímulo ao desenvolvimento de novos interesses

10- Treinamento musical e desenvolvimento

11- Desenvolvimento de autoconfiança e autodisciplina

12- Relaxamento e afastamento de problemas

 

Música e Saúde na Sociedade Pós-Moderna

Muitas doenças mentais, estão vinculadas às deficiências e desintegrações da capacidade comunicativa da pessoa.

A cultura atual está voltada para uma sociedade dominada pela produção automática e informatizada.

Naturalmente, isso não quer dizer que nós, na era pós-moderna, iremos negar todos os valores do modernismo. Não iremos mergulhar no mundo irreal do narcisismo, nem nos render ao artificialismo em forma de máquinas e nem nos tornar meros apêndices de uma racionalidade tecnológica que nega as contradições e rupturas essenciais na racionalidade humana, as rupturas e contradições nas quais a arte floresce. Temos que insistir na essência cognitiva, comunicativa, da música, senão ela perderá cada vez mais significado como uma atividade e um fenômeno social. E é isso que vemos hoje em dia: a música é um grande negócio, mas, por outro lado, está vazia de significado.

“A música não é um passatempo, a música é indispensável à nossa vida, e nunca precisamos tanto dela como agora.” (Michel Butor)

Musicoterapia na Dependência Química

A música está enraizada nas camadas mais profundas de nossa personalidade, onde percepções sensoriais, sentimentos e pensamentos se integram.

A dependência química é uma expressão do esforço de compensar deficiências estruturais. O “eu” do paciente dependente é deficiente, e seu ego, tem poucas chances de desenvolver funções maduras. O resultado é um paciente que não possui uma identidade definida.

Com o intuito de evitar depressão e mágoa, a pessoa dependente química geralmente enfraquece (anestesia) sua percepção da realidade interna e externa, mas busca a confluência utilizando o álcool e a droga como substitutos das enfraquecidas funções do ego, que não estão em condições de estabelecer contato entre o interno e o externo. A droga conduz a uma regressão à fase da prática, em que sentimentos de onipotência surgiram aliados a sentimentos de inferioridade, ansiedade de separação e depressão.

À medida que o efeito do álcool e droga diminui, a decepção em relação ao mundo decepcionante aumenta, e o círculo vicioso se reinicia com o uso da droga.

Objetivo da musicoterapia na dependência química

  • Fortalecer as funções do ego e construir uma identidade definida.
  • Realimentar, preencher as deficiências, diferenciar sentimentos e experiências e socializar o comportamento.

No processo prático da musicoterapia, quando o grupo atinge um clima de segurança, o musicoterapeuta pode começar a observar mais estreitamente os mecanismos de defesa dos dependentes de drogas, indagar sob os sentimentos expressados em seus corpos e em sua música, dar nomes aos conflitos e estereotipar modelos de comportamento, e convidar os pacientes a vivenciar musicalmente os sentimentos que acompanham seus problemas.

Quanto mais os dependentes assumem sua identidade durante o processo terapêutico, menos necessitam de drogas no afloramento de sensações.

A música executada nada mais é do que a expressão do que aconteceu e se desenvolveu dentro do grupo e dentro dos indivíduos.

Identidade dinâmico-pessoal do Dependente Químico

  • Os instrumentos de percussão são os mais inclusivos.
  • Podem ser tocados por qualquer pessoa, com ou sem conhecimento musical
  • Não necessitam de aula individual especializada
  • Estão dentre o ISO (Identidade Sonora) Cultural – IC brasileira
  • São instrumentos que podem convidar o paciente instável à uma agressividade de cunho emocional transferida ao instrumento, facilitando sua identificação
  • Por serem instrumentos primitivos, e de características primitivas,
  • “Estão mais perto do ideal musicoterapêutico”. (Rolando Benenzon)

Exemplo de uma aplicação prática de musicoterapia na Grand House

Tema da aula: Sentimento de controle de situações adversas

Músicas: 1. Trilha sonora do filme Psicose – Alfred Hitchcock (primeiro, audição, depois, performance instrumental).

Objetivo: Primariamente, ativar o estado emocional de aflição somente com a audição da obra. Posteriormente, proposta de improvisação instrumental simultânea à música baseada na sensação que a música transmite.

Obs.: A improvisação instrumental é prevista em Musicoterapia que sugere uma regressão psicanalítica além da predominância do Id na ação. Após a performance, reconhecimento empírico de uma sensação de controle total sobre o subjetivo emocional de aflição.

Músicas: 2. Trilha sonora do filme O Carteiro e o Poeta (somente audição).

Objetivo: Mudar o estado emocional de aflição para o de ternura, consolidando um estado de quase-equilíbrio ou processo estacionário proposto por Köhler.

Verificação empírica sobre o acontecimento descrito acima.

Músicas: 1.Tente outra vez – Raul Seixas – Sugestão pertinente de um aluno (música tocada).

Objetivo: Catarse e mimese.

Conceitos envolvidos:

Musicoterapia grupal – Aprimoramento da Cinestesia – Teoria do Tálamo e cognição do processo prático teórico de se fazer música

Cognitivo-comportamental – possível catexia e fixação de crença sobre o conceito: Senso de controle sobre situações adversas.

Behaviorismo – reforço positivo – Música Tente outra vez, aceita pelo grupo como sensação de serenidade e satisfação catárticos

Psicanálise – Improvisação Instrumental – predominância do Id na ação

Gestalt – Teorias do processo Grupal e Conceito de Equilíbrio

Prof.: Leonardo Porcino
Formado pela Universidade de São Paulo (Departamento de Música e Comunicação)
Experiência de 26 anos em prática instrumental em diversas corporações do país, destacando-se: (OSESP) Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo

Clínica Grand House
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Tel: 11 4483-4684

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Ruan e a Sociedade Líquida

As transformações tecnológicas e o desenvolvimento da internet, trouxe a possibilidade de um mundo mais imediato e isto trouxe a possibilidade de uma pessoa ser o que deseja e a buscar relações  virtuais, onde tudo começa em um segundo e pode terminar da mesma forma.

A liquidez das relações amorosas e sociais produz no sujeito a busca por relacionamentos perfeitos e totalmente satisfatórios, fugindo da necessidade do sujeito de lidar com as frustrações e insatisfações que toda relação demanda e qualquer descontentamento ou insatisfação é resolvido pela tecla  DEL ou pela opção BLOQUEAR.

O problema deste modelo de relações é a desvalorização do outro, pois se alguém perde um amigo poderá conquistar outros 100 amigos em segundos por qualquer uma das mídias existentes; mas como isto reflete em nossa sociedade?

Substituímos a sociedade criada e mantida por valores e regras por outra mantida pelo poder e pela riqueza. Não importa mais casar com uma pessoa honesta, ao contrario, valoriza-se sua esperteza e a quantidade de bens  que possui ou a marca do carro e roupas usa. Nesta nova era o dinheiro substitui os valores, as leis e as regras, porque ele lhe oferece o poder necessário para dribla-las.

Porém, assim como a moda se transforma a cada estação, cabe ao consumidor manter seu valor e status atualizando o guarda roupas,  iphone ou mantendo seu recursos para sustentar seu poder.

Mas e para quem não tem recursos, como agir para ser valorizado e desejado?

Em nossa sociedade, o poder se constrói de acordo com o acumulo de riqueza ou com sua proximidade e relacionamento com os grandes líderes e no caso das periferias diferente da classe dominante, o poder acessível ao proletariado ser “amigo” de quem se dá bem ou muitas vezes de lideres comunitários que atuam em nome do PCC ou CV.

O jovem, cuja família humilde desconhece seus direitos ou sofre com a ausência de oportunidades, manifesta baixa auto estima e sentimento de inferioridade e  acaba servindo ao trafico ou tentando subsistir  através de seus próprios meios, e passa pelo uso de drogas como quem busca forças para ter ou ser o que não sente  que é ou tem.

E como vive uma família muitas vezes numerosa,  afetada pelo uso de substâncias sem recurso para subsistir e que vive em dificuldades¿

Ruan, jovem que foi tatuado na testa com os dizeres “Sou ladrão sou vacilão”, é mais um destes milhões de jovens vítimas da grande oferta de substancias químicas, ofertadas por aqueles que visam o enriquecimento e através da riqueza passa impune as leis vigentes.

O que nossa sociedade oferece  a jovens como Ruan, é o abandono relegado a jovens que se perde na dependência química e nas mãos de justiceiros.

A marca na testa de Ruan “Sou Ladrão, Sou Vascilão”, é invisível aos olhos da sociedade. É invisível porque se realmente pudéssemos enxerga-la  algo deveria ser feito, mas por não saber o que fazer ou entender, a ignoramos.

Nosso silencia causa marcas.

Mas que oportunidades Ruan e outros tantos jovens tiveram para ser diferentes. Vejamos!

De fato a primeira marca desta família viveu sua avó sob a impunidade de seu marido alcoolista que lhe agredia fisicamente e ameaçava sua filha mãe do Ruan.

A outra marca foi produzida também por nós, que nos calamos quando o Estado não ajuda ou apóia  jovens como a mãe de Ruan, que vão para as ruas se esconder das agressões familiares.

Cabe ao Estado oferecer condições a todos os jovens como este para terem direito a uma moradia, saúde e educação, contudo a mãe de Ruan não teve, assim como não teve seus outros 5 irmãos.

Ruans são marcados todos os dias pela nossa indiferença, pelos nossos votos nas urnas, pela nossa ausência que consente leis injustas que atendem aos grandes empresários e escraviza o homem simples e trabalhador.

Vejo que “VOCE É LADRÃO DE SUA VIDA E VACILÃO DE SEUS DIREITOS!”

Hoje mais uma vez e a todo momento, alguma lei será criada para tirar nosso direito a ter direitos, mais uma vez vamos marcar os corpos de milhares de crianças e adolescentes vitimas do abandono social.

Enquanto países da Europa acolhem e apoiam jovens e crianças vulneráveis, aqui usamos sua mão de obra para ampliar os serviços oferecidos pelo narcotráfico ou para escravizar sua mão de obra barata nas indústrias da moda e de outros segmentos.

Enquanto houver descaso, ausência de leis e indiferença no cumprimento das mesmas, estaremos enfileirados à espera de sofrermos nossas próprias marcas e estaremos fadados a ter o direito de não termos Direito.

Nos resta exigir oportunidades iguais em nossa sociedade ou o retorno a fluidez das relações momentâneas e virtuais; prazerosas e irreais.

Joana d´Arc Salgado Rodrigues
Psicóloga e Terapeuta Familiar

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ASTROLOGIA NO TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA

A ciência de nome “Astrologia” vem se tornando uma ferramenta eficaz como método complementar no trato da Dependência Química.

Na tentativa de melhor entender o comportamento humano, voltamo-nos para as estrelas e procuramos descobrir as ligações macrocósmicas que marcaram o indivíduo na hora do seu nascimento.

Analisar as energias planetárias que interferem no padrão genético e podem trazer predisposições físicas, mentais e psíquicas, possibilitam entender melhor e integrar o homem como um elemento que deve estar em harmonia e que cumpre um papel determinado.

O Astrólogo Rodrigo Guedes, que conta que o apoio de instituições sérias como a Clínica Grand House, viabiliza dinâmicas em grupo, apresentadas semanalmente há cerca de 2 anos, e constatam o sucesso e eficácia do uso dessa ciência de linguagem simbólica, não só entre os assistidos, como também entre sua equipe multidisciplinar.

O estudo da Astrologia como método auxiliar tratamento da dependência química permite ao paciente entender os arquétipos que o aproxima da própria humanidade, possibilitando a ele uma ótica intrapessoal, e acrescenta de maneira significativa o propósito do tratamento que é o de trazer ao indivíduo mais consciência sobre si mesmo.

Para maiores informações:

https://www.facebook.com/rodrigoguedesastrologia
Rodrigo Guedes – Astrólogo
Tel: 11-948319093

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Como está sendo o processo de remoção da “famosa” tatuagem do Ruan “Sou ladrão e Vacilão”

Com os avanços das tecnologias, remover tatuagens não é mais um processo tão difícil.

Atualmente, já é possível a remoção total de praticamente qualquer desenho na pele, independente do tamanho.

O procedimento é feito por meio de laser, que pode apagar por completo a tatuagem com resultados satisfatórios na maioria dos casos.

Antes, a  remoção em peles escuras poderia deixar marcas, mas com a melhoria dos equipamentos já é possível fazer a remoção em todos os tipos/cores de pele.

Como é feito o processo de remoção?

Quando aplicamos o laser em uma determinada área pigmentada, ele destrói opigmento fragmentando-o em micro partículas.

Essas partículas fragmentadas são capturadas pelos macrófagos e são eliminadas gradualmente através do sistema linfático após cada sessão.

No entando, devemos estar cientes de que o sucesso do tratamento depende do sistema imunológico de cada pessoa.

A diferença da resposta de um paciente para o outro envolve a eficiência de macrófagos na remoção dos resíduos e também da quantidade de pigmento e profundidade que ele foi aplicado.

Quanto mais superficial esse pigmento e em menor volume, menor será também a quantidade de laser necessário para a remoção.

Geralmente os pigmentos de tatuagem se encontram na segunda camada da pele (derme).

Tatuagem do Ruan

No caso do jovem Ruan foi possível verificar que a pigmentação não foi obviamente aplicada de maneira uniforme. Observa-se que as letras que estavam na camada superficial foram completamente removidas logo nas primeiras sessões.

No entanto, como a tatuagem foi realizada com oscilações de profundidade, ou seja, com áreas mais suaves e outras mais fortes, existem partes que estão mais profundas e com maior volume de pigmentaçao. Por isso a necessidade de um maior numero de sessões a laser no caso do Ruan.

Estamos nos empenhando bastante nesse tratamento para que seja feita a total remoção da tatuagem, porém não é possível dizer exatamente quanto tempo ainda levará para conseguirmos a remoção total.

Miriam Firmino – Laserterapeuta
Clínica MF Laser Estética

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Como funciona a manipulação de um adicto?

A manipulação é um dos comportamentos e ferramentas mais fortes utilizadas pelo adicto e por seus codependentes. É um recurso que impede a recuperação e faz da vida tanto do dependente quanto da família um verdadeiro caos.

No geral, o dependente químico tem uma grande habilidade para manipular pois seu forte objetivo é continuar sua dependência e para isso ele irá arrumar diversas desculpas para não fazer o que precisa ou para fazer o que sabe que não deve.

Ele passa a mentir cada vez mais e vai perdendo gradativamente os valores éticos e morais e para isso utilizará várias formas de manipulação: racionalização, responsabilização de terceiros, negação, minimização, rigidez mental, pressões e ameaças

O dependente químico geralmente é convincente em seus argumentos, pois o importante é conseguir o que se almeja, seja ao custo que for, e este é um estágio em que parece que o adicto se torna claramente egocêntrico ou embotado de qualquer sentimento. Com o avanço de sua dependência, o adicto passa a ver todos apenas como meios para se chegar a um único fim (a droga), tudo é direcionado à droga.

Um dos pontos crucias da manipulação usado na dependência química é a vitimização. Ser sempre a vítima é um dos truques do dependente químico para conseguir mais compreensão, seja com comportamentos que não estão dentro dos parâmetros habituais ou para conseguir alimentar seu uso de droga.

É preciso estar fortalecido e munido de ferramentas terapêuticas para não ceder à manipulação de um dependente químico, pois quando vemos a quem amamos sofrendo a tendência é querer sanar imediatamente a dor.

No entanto, no caso da dependência química, é preciso perceber que a dor momentânea é necessária como caminho para a recuperação.

Algumas atitudes importantes para lidar com a situação são, por exemplo, não deixar que o manipulador faça com que você se sinta culpado, seja com palavras, críticas ou ações. Além disso, em alguns casos, dependentes químicos passam a fazer as mais diversas ameaças.

É importante se manter forte e contar com a equipe de tratamento para ajudar você a perceber que essa é uma “jogada”. Você também pode quebrar o ciclo da codependência ao deixar de alimentar o jogo doentio do dependente (brigas, culpas, acusações), você se libertará do círculo vicioso que ajuda a piorar a doença. Aprenda a se afastar e a dizer “não”!

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Terapia de Mudança de Comportamento

O maior potencial para uma mudança é durante uma crise. A terapia de mudança de comportamento é um conjunto de métodos psicológicos para o tratamento de distúrbios de adaptação e modificação dos estilos de comportamento observáveis. Mudar o comportamento não é apenas uma questão de conhecimento ou de habilidade, é preciso encontrar a motivação para começar e manter a mudança desejada.

Se você não acredita que é possível mudar um hábito, nenhuma das estratégias de motivação irá funcionar. Uma verdadeira mudança de comportamento é possível quando você tem as estratégias para iniciar e manter a sua motivação, quando você consegue ver o que quer, ter colocado o novo comportamento dentro de um ritual que você já faz, a crença de que é possível, valorizar o novo comportamento e pensar que você é do tipo de pessoa que faz isso.

Não é de se admirar que curas milagrosas não durem.

Normalmente é melhor começar por aquilo que você considere mais fácil, mas dependendo, você não conseguirá começar pelo mais fácil se antes não modificar aquilo que está te prejudicando mais.

Conforme for conseguindo fazer uma mudança, passe a colocar em prática outro item da lista. É fundamental o comprometimento consigo mesmo para conseguir essas transformações. Não se deixe desanimar pelas dificuldades que podem aparecer no decorrer desse processo.

Faz parte do caminho encontrar desafios e contratempos.

A terapia de mudança de comportamento no tratamento da dependência química

Não é possível o dependente deixar o consumo e viver na sobriedade mantendo o mesmo comportamento que possuía durante o período em que permanecia no uso. Torna-se totalmente insensato o indivíduo que pensa conseguir parar de usar as substâncias vivendo da mesma maneira que anteriormente.

Os hábitos e costumes, as amizades, os ambientes em que vive devem ser modificados. A princípio, o dependente deve acima de tudo preservar-se á toda e qualquer situação que possa o induzir ao consumo das substâncias de sua dependência.

A mudança de comportamento para o dependente químico em recuperação deve ser de forma radical, e ajudará muito ao dependente começar a praticar atividades ao qual ele não praticava durante o período em que estava no uso das substâncias. Veja alguns exemplos abaixo:

  • Conviver com pessoas que não fazem o uso das substâncias;
  • Não frequentar lugares onde pessoas façam o uso das substâncias;
  • Ter uma melhor convivência familiar;
  • Praticar esportes;
  • Não se expor a situações que possam o desestabilizar sentimentalmente e emocionalmente;
  • Participar de Grupos de Apoio ao dependente (AA, NA, Amor Exigente, Pastorais de Sobriedade, etc.), esta atividade é sugerida a prática ao menos uma vês por semana.

Entramos aí em uma questão bastante interessante que é a de o indivíduo passar a ter contatos e relacionamentos com pessoas diferentes, começa também a frequentar novos lugares, passa a ter um estreitamento familiar, passa a ser visto pela sociedade de uma maneira mais positiva, evitando assim muitos contratempos que o afetam sentimentalmente e emocionalmente.

Isso é mudança efetiva e precisa ser contínua.

ITALO DAVISON DIAS
Técnico, consultor e terapeuta em dependência química e alcoolismo
CRT 11.1274/SP – Cel.: (011) 94172-6763 (vivo/whatsapp)

PATRICIA BERNARDETE DE ABREU
CRP 06/112359 – Cel.: (011) 94362-7735 (vivo/whatsapp)

Psicóloga clínica, especialista em dependência química e alcoolismo, mestre em Psiquiatria

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Importância do Plano de Prevenção à Recaídas

Para que o dependente químico não recaia é necessário observar todos os passos de prevenção contra a recaída. Como isto funciona?

A prevenção à recaída no consumo de substâncias depende de cada caso, mas principalmente das estratégias utilizadas, de estar atento aos gatilhos emocionais e, sobretudo, do suporte emocional que recebe de seus entes queridos.

ESTRATÉGIAS DE PREVENCÃO À RECAÍDA

As estratégias de prevenção à recaída devem ser observadas durante a internação do dependente químico e devem permanecer em sua vida e de toda a sua família, por TODA A VIDA.  Isto mesmo, por TODA A VIDA!

Essas estratégias têm o objetivo de ajudar o dependente a lidar com as situações onde que há possibilidade de recaída no uso de drogas. Alguns pontos importantes a seguir:

  1. A primeira e mais importante estratégia é estimular o dependente químico a fugir dos lugares, dos hábitos e das pessoas com quem ele usava drogas. O prazer de usar droga e álcool fica registrado na memória corporal – independentemente de sua vontade. Os lugares, os hábitos, os odores, trazem à tona lembranças da “ativa” e isto pode ser letal para a recuperação.O usuário deve se afastar das situações que provoquem seu desejo. Deve-se evitar falar sobre drogas ou assistir reportagens e filmes em que há cenas de uso. Cada um, dentro de sua nova maneira de viver, deve desenvolver formas ou habilidades para trabalhar com estas situações, porque elas aparecerão sempre, durante toda a vida.O fato é que o usuário nunca mais se desvinculará da dependência. Então ele deverá manter-se atento a todas as suas fragilidades. É como um paciente diabético, ele sempre será diabético, mas não precisa padecer com a diabetes, se seguir o tratamento. Porém deverá ficar em alerta total para o resto da vida.
  2. É importante que o dependente químico refaça e renove o compromisso consigo mesmo do “Só por hoje”. Procurar, só por hoje, viver este dia apenas, sem tentar resolver, de imediato, todos os problemas de sua existência.
  3. Hoje, seus pensamentos e atitudes devem ser de recuperação e não mais de “ativa”. E cada pensamento que ele cultiva pode levá-lo a um sentimento e comportamento de igual força, contribuindo para o impulso de beber ou se drogar.É sabido que os pensamentos negativos nos convidam para sentimentos também negativos e desconfortáveis. Por isso, pensar de forma positiva, afirmativa e proativa sobre si próprio e sobre todo o seu processo de recuperação é muito importante.
  4. Por último, a espiritualidade e qualidade de vida (honestidade, mente aberta e boa vontade) é de suma importância para a prevenção à recaída. Sem ela, não existe recuperação e com ela fica mais fácil vencer os obstáculos na caminhada rumo ao crescimento pessoal e à sobriedade. A disciplina também é uma ferramenta poderosa que o dependente químico pode ter em mãos.

GATILHOS EMOCIONAIS

É muito importante conhecer e estar atentos aos gatilhos emocionais que levam o dependente químico à recaída:

  1. A recaída começa muito antes do ato de consumir a droga novamente, começa com situações que geram algum tipo de necessidade de anestesiar ou fugir das emoções, e dos sentimentos: compras compulsivas, comida em excesso, sexo compulsivo, esportes radicais que gerem muita adrenalina, conquistas amorosas, jogos de azar, entre outras coisas.Ou seja, é o sofrimento emocional que leva o paciente a refugiar-se novamente no uso de drogas, desconectando-o do compromisso que assumira consigo mesmo ao aceitar seguir o tratamento.
  2. Existem diversas outras situações que aumentam drasticamente as chances de recaída, tais como:- Depressão e outras doenças emocionais;- Problemas em casa;- Pressão social ou no trabalho;- Ambientes onde ocorrem o consumo de drogas;- Conviver com pessoas sob efeito de drogas;- Estar com amigos ou conhecidos que oferecem as substâncias;- Estados de euforia:

    – Doenças graves;

    – Finais de relacionamento.

SUPORTE FAMILIAR E EMOCIONAL DA FAMÍLIA

O papel da família é essencial na prevenção à recaída no uso de drogas, pois os pacientes com apoio familiar apresentam melhora mais rápida e efetiva no tratamento, na recuperação e no prognóstico.

O dependente químico sempre terá tem menos chance de voltar a consumir drogas se puder contar com a compreensão e a ajuda de seus familiares e demais pessoas próximas.

Nos primeiros meses ou anos iniciais à fase de recuperação é importante que a família evite o uso de álcool em comemorações festivas, pois o dependente químico ainda está iniciando seu processo de recuperação e ainda não enfrentou grandes situações de exposição e risco. ‘

É necessário que haja preparação emocional para esses tipos de riscos e situações, às vezes inevitáveis. E que haja ainda, um “despertar” consciente de que tais situações ou pressões podem afetar os pensamentos, os sentimentos e, consequentemente, o comportamento, deixando o dependente químico bastante vulnerável.

Somente quando o dependente acredita ter motivos para melhorar e manter-se sóbrio é que este encontra forças para lutar diariamente contra a força avassaladora da adicção. Essa é uma doença grave e sem o tratamento adequado dificilmente o paciente vai conseguir se ajudar sozinho.

Tenham em mente também que todo dia que um dependente químico fica sóbrio antes de uma recaída é extremamente valioso, tanto para o indivíduo quanto para sua família.

Porém, se ocorrer uma recaída, é muito importante voltar a procurar tratamento e obter o apoio necessário para não beber mais.

Em situações de emergência, o dependente não deve vacilar. É importante ficar pouco na festa ou local de risco e procurar não se testar. Se encontrar dificuldades, então dever compartilhar de imediato com seu grupo de apoio, com seu padrinho, lembrando-se que o silêncio é a pior resposta para quem está em recuperação.

Se você está buscando maiores informações sobre a prevenção a recaída nas drogas, entre em contato conosco e teremos satisfação em ajudar no que for possível.

O trabalho para evitar a recaída precisa ser diário e envolve toda a família. É um trabalho silencioso, mas eficaz. Só por hoje, pelo resto de nossas vidas!!!!

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