Mudanças de comportamento: um sinalizador para o uso de droga

Sinais-uso-de-drogas-700x330A maioria das pessoas fica devastada quando descobre que há um dependente químico na família. Por isso, estar atento às mudanças de comportamento de uma pessoa próxima representa evitar que essa doença progrida até o ponto que seja fatal e irreversível.

Um dependente químico, quase que invariavelmente, esconde da família essa patologia e muitas vezes a família passa anos convivendo com a doença e não percebe (ou melhor, não quer perceber), pois desconhece ou ignora os sinais. A família não aceita o fato, pensa em fracasso e acaba se desestruturando totalmente, adoece.

Se você tem notado mudanças no comportamento do seu filho (ou familiar) talvez esteja na hora de vencer seu próprio preconceito e começar a buscar ajuda.

Listamos abaixo alguns indícios que podem denunciar o envolvimento de seu filho (ou familiar) com as drogas:

Baixo rendimento escolar ou profissional
Se o seu filho, de uma hora para outra aparece com notas baixas, faltas injustificadas e recusa-se a estudar e fazer as tarefas, é sinal de que algo não está normal.
O mesmo pode ocorrer em relação ao trabalho de seu familiar, caso ele tenha um emprego. O desinteresse repentino pode estar associado ao uso de substâncias psicoativas.

Começam a haver faltas injustificadas, desatenção incomum, não cumprimento dos seus deveres, recusa em praticar esportes e exercícios físicos.

Isolamento
Um dos maiores traços de um comportamento que denuncia o adicto é a distância afetiva e o isolamento. Se aquele ser humano é próximo da família e começa a se distanciar e, ao mesmo tempo também perde o interesse em estar com os amigos, é um grande sinal de alerta.

O usuário de drogas passa a encontrar prazer e satisfação somente na substância psicoativa, e outras atividades acabam perdendo a graça, qualquer interação social já não faz mais sentido. É comum também que passe horas a fio trancado em seu quarto.

Uma nova turma de amigos sugere que houve uma mudança nos interesses do jovem.

Normalmente ele passa a encontrar prazer somente quando está usando a substância, por isso, também é bom analisar os amigos com quem anda.

Mudanças repentinas de humor e agressividade
Se você tem notado que seu filho (ou familiar) responde com agressividade quando questionado sobre onde esteve ou quando é feita qualquer outra cobrança, preste atenção.

O desrespeito frequente às regras e rotinas da família, os comportamentos que são física ou verbalmente abusivos para com os achegados assim com sinais de irritabilidade, inquietação e impulsividade são fortes indicativos do abuso de drogas.

O comportamento de um dependente químico se torna paranoico, ansioso, imediatista, agressivo e/ou depressivo alternadamente, com alterações repentinas no humor.

Alterações do sono
Se a pessoa anda dormindo mais do que costumava dormir ou passa noites em claro, isso pode ser um alerta.

Algumas drogas causam sonolência, enquanto outras causam insônia.

Mudança dos hábitos financeiros
Um dependente químico precisa de cada vez mais dinheiro para sustentar seu vício e, em estágios mais avançados (junto com a falta de recursos próprios), começa a furtar objetos da própria casa, pedir dinheiro emprestado e ter atitudes suspeitas.

Sinais físicos de abuso de drogas
Olhos vermelhos, pupilas dilatadas, alterações no apetite ou sono, súbita perda de peso, deterioração da aparência física e hábitos de higiene pessoal, cheiros estranhos na respiração, corpo ou roupas, tremores, fala arrastada ou coordenação prejudicadas são fortes indicativos do uso de drogas.

Como lidar com o problema?
Se interesse pelo problema daquele que você quer ajudar, sem nunca o eximir de suas responsabilidades. Não tenha medo de perguntar se o consumo de drogas é o motivo das modificações de comportamento que você está percebendo.

Converse. Perguntas diretas e objetivas são boas quando servem para aumentar a compreensão do problema e não para tirar conclusões ou para fazer julgamentos. Por isso, não ter medo de perguntar ou de oferecer soluções (alternativas de tratamento) é a melhor forma de ajudar.

Busque ajuda profissional, na grande maioria das vezes o dependente químico só consegue se livrar das drogas através de ajuda profissional.

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Dependência Afetiva: o amor ou prisão?

dependenciaemocionalA dependência afetiva é um distúrbio de comportamento, muito comum em homens e mulheres e representa a necessidade que um ser humano tem de viver em função de outra pessoa. Esse comportamento é bastante evidente quando a presença do outro se torna indispensável, quando existe a urgência em encontrar e estar com o ser amado e a necessidade de fazer tudo para essa pessoa.

O dependente emocional necessita da aprovação, aceitação e reconhecimento do outro para lidar com as situações da vida, pois, não acredita no seu próprio valor, no seu poder de tomar decisões, fazer escolhas e até mesmo na sua capacidade de conquistar alguém e, muitas vezes, aceita relações destrutivas como um prêmio de recompensa.

É uma pessoa submissa e insegura, pois, sua percepção de si mesma é muito frágil. Sente-se incapaz de agir adequadamente sem o auxílio de outras pessoas e por isso recorre frequentemente aos outros para ser orientada, ajudada e direcionada, sendo que tudo isto surge da necessidade de satisfazer suas necessidades internas e não pelo desejo de estar na companhia da outra pessoa.

Um dos sentimentos que antecedem a dependência emocional é o medo crônico de ficar sozinho, que geralmente não chega de maneira isolada, é sempre originado por alguma outra situação. Um dos exemplos é a de ter passado por uma infância em que não se recebeu atenção e amor suficiente, a qual pode ter originado um enorme vazio interno. A pessoa vai então tentar preencher seu vazio com a vida e problemas de outra pessoa.

Quando falamos de dependência afetiva, não podemos deixar de mencionar o que acontece em relação à dependência química: chamada “codependência”.

O termo “codependência” é atribuído aos familiares de dependentes químicos que também apresentam uma dependência, não das drogas, mas emocional ou uma preocupação constante e fixa no dependente. A pessoa vive em função daquele dependente químico, deixando de viver a própria vida.

A maior parte dos codependentes vem de famílias disfuncionais, conflitivas, que demonstraram significativa fragilidade emocional e, por isto, contribuíram para o desenvolvimento e instalação da dependência emocional entre seus membros.

Em geral, o codependente viveu pouco amor, amparo, aceitação, segurança, coerência e harmonia familiar. Em muitos casos, houve rigidez de regras e críticas excessivas, abusos, violência psicológica e até física. Portanto, de modo geral, a pessoa desenvolve a Codependência já a partir da infância.

Para saber se você carrega sinais de dependência afetiva no geral, você pode fazer uma simples autoanálise:

  • Vivo em função de relacionamentos afetivos para estar feliz?
  • Meu bem-estar está ligado a sempre ter alguém ao meu lado?
  • Penso que morreria se esta pessoa que tanto amo um dia me abandonar?
  • Prefiro ser infeliz ao lado de alguém do que feliz estando só?

Se as respostas para as perguntas acima forem positivas, é sinal que a dependência afetiva pode estar se instalando ou até já virou uma característica comportamental.

Para se livrar deste sofrimento, a primeira coisa que o dependente afetivo deve fazer é tirar o foco da vida do parceiro e colocar nela mesma. Procurar se autoconhecer e se valorizar já são indícios de uma boa mudança.

A dependência afetiva também requer tratamento, portanto, é indicado que procure ajuda de um psicanalista ou psicólogo, ou de grupos anônimos como: o “Mulheres que Amam Demais (MADA)”, o “Dependentes de Amor e Sexo Anônimos (DASA)” e “Codependentes Anônimos (CODA)”, que oferecem ajuda e auxílio para quem está sofrendo com esse tipo de relacionamento.

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Alcoolismo na adolescência

O alcoolismo nunca foi um problema somente dos adultos. A questão também acomete as crianças e adolescentes. Hoje, no Brasil, existe uma grande preocupação o fato dos jovens começarem a beber cada vez mais cedo. Pior, ainda, é que certamente parte deles conviverá com a dependência do álcool (e talvez de outras drogas) no futuro.

A falta de educação e prevenção

Nossas crianças não são educadas e, por muitas vezes, não têm a estrutura necessária para que se tornem dependentes. As crianças simplesmente crescem e vão de encontro à adolescência sem estarem preparadas para a realidade e o álcool é uma das grandes portas para a fuga da realidade.

Os adolescentes não são instruídos e não tem noção dos riscos e danos que o uso e abuso do álcool vão causar em suas vidas (e na vida de outras pessoas) e muitas vezes, quando se dão conta, já se tornaram dependentes.

A maioria dos jovens busca ser parte de algo maior do que eles mesmos, e estão tentando se aceitar como são, esperando ser aceitos pelos outros e pela sociedade na sua totalidade.

Acabam por correr riscos desnecessários e, somente se tiverem tempo e discernimento mais tarde, se darão conta de que o álcool não era realmente necessário em suas vidas.

Por isso e por muitos outros motivos existem tantas dificuldades na adolescência para se dizer “não” ao álcool.

Início precoce

A ingestão de álcool na infância ou na adolescência aumenta muito as chances desses indivíduos se tornem alcoólicos e/ou dependentes químicos no futuro.

Os jovens acreditam que ao beber serão aceitos e terão mais facilidade para lidar com seus problemas e dificuldades da vida.

A dependência do álcool faz com que o jovem corra vários riscos (assim como todos ao seu redor), o que o atingirá em todas as áreas da vida.

Dependência

A dependência ocorre em uma fase aonde o adolescente começa a beber descontroladamente, seu pensamento, seus sentimentos e suas emoções estão confusos e tudo é muito novo. Essa junção de fatores faz com que o indivíduo beba em todas as situações.

As crises existenciais farão com que o indivíduo nem precise mais de algum motivo para beber, ou que já não saiba mais se os seus motivos são reais ou imaginários, pois, independentemente de qualquer coisa, ele irá beber.

A bebida alcoólica não abre somente a porta para a dependência do álcool, mas também levará o indivíduo a outras consequências do seu consumo, gerando outras doenças psicológicas e físicas, como, por exemplo:

Doenças psicológicas: delírios, alucinações, traumas, transtornos, depressão entre outros problemas.

Doenças físicas: problemas relacionados ao fígado, cirrose ou gastrite alcoólica, HIV (sexo sem prevenção), sistema digestivo e coma alcoólico.

Mortes prematuras

Inúmeras pesquisas indicam que cada vez mais aumenta o número de óbitos em adolescentes por consequências do uso do álcool em excesso, além de acidentes de trânsito, violência, homicídio, suicídio, coma alcoólico e diversos problemas causados pelo uso abusivo de álcool na adolescência.

O fato é que com uma prevenção mais eficaz durante a pré-adolescência, seja ela proposta pela própria família e também pelos órgãos competentes, esses dados podem ser reduzidos em grande escala, pois o álcool é uma das substâncias que mais mata jovens, adultos e idosos.

Isso tudo hoje é uma realidade assustadora e muito pouco divulgada, a juventude está se perdendo no álcool e não percebe que o uso abusivo dessa substância pode matar a longo prazo.

Declaração pessoal do autor do texto

Durante muitos anos venho vendo mais e mais jovens sofrerem e morrerem através do uso e abuso do álcool.

É necessário que se use todos os recursos de proteção para resguardar nossos jovens. Muitos especialistas na área e grupos de apoio estão travando uma batalha árdua no intuito de mostrar os grandes danos que a doença do alcoolismo pode causar, visto que é progressiva, incurável e fatal.

Porém, essa enfermidade pode ser contida, se devidamente tratada. Peça sempre ajuda, estamos disponíveis para falar sobre esse tema.

Italo Davison Dias

Terapeuta & Conselheiro
Técnico em Dependência Química e Alcoolismo

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Gatilhos da Compulsão

Muitas vezes ficamos imaginando o que levam as pessoas a ter tantas compulsões: sejam elas por comida, por sexo, por drogas, por trabalho, por internet, por jogos, por compras, por prazeres diversos, enfim… são inúmeras as possibilidades de compulsões.

O mecanismo que desencadeia esse distúrbio ainda não está totalmente desvendado, mas especialistas explicam que o problema tem causa multifatorial. Falhas no sistema de recompensa do cérebro, associadas a fatores socioculturais, são os principais elementos que geram as condutas.

A principal característica da compulsão é a repetição de determinados comportamentos de forma descontrolada a fim de obter prazer. É preciso passar por alguma situação previamente gravada pelo cérebro como agradável para manter a liberação da dopamina, substância química diretamente ligada à sensação de bem-estar.

O que se acredita é que um problema biológico possa levar determinados indivíduos a produzir essa substância em quantidades menores. Essa falha, somada ao ambiente em que vivem, seria o suficiente para torná-los dependentes dessa liberação, buscando assim cada vez mais prazer e fazendo com que determinado comportamento vire hábito e, logo, uma dependência.

Além disso, o compulsivo acredita que está sempre repetindo aquele comportamento pela última vez. Mas, logo depois, é inundado pela sensação de culpa e pela tristeza de não ter conseguido se controlar.

E quais seriam os gatilhos para começar essa busca desesperada pelo objeto do prazer? São muitos os gatilhos que levam à compulsão, porém nas duas pontas do “iceberg” podemos citar a euforia e a depressão: dois estados extremos.

Quando o ser humano está passando por uma fase relativamente calma, sem grandes euforias ou longos períodos melancólicos, é mais difícil que os tais gatilhos sejam acionados. Ansiedade e estados que nos levam ao estresse também podem desencadear desejos, ou recaídas, de substâncias lícitas ou ilícitas e também de comportamentos destrutivos.

No entanto, quanto mais o indivíduo se conhece e sabe de seus pontos fracos, mais ele se fortalece e consegue desativar os gatilhos da compulsão. Se está muito eufórico, deve perceber que precisa fazer algo para se acalmar, seja esporte, meditação, enfim, qualquer atividade que lhe dê equilíbrio.

E o contrário também é válido. Se percebe que está entrando em uma depressão, ao invés de se entregar, deve procurar fazer uma caminhada, tomar um pouco de Sol, tentar uma maior socialização.

O interessante neste processo humano (que pode levar a inúmeras recaídas e novas experimentações, que geralmente não são nada saudáveis) é aprender a dar um novo significado a estes períodos e seus sintomas. Uma pessoa que tem recursos psíquicos e psicológicos mais coerentes tem maior chance de não “mergulhar” nestes gatilhos.

A terapia ajuda bastante nestes momentos e age também como precaução. Uma outra dica (que aqui damos como especialistas) é evitar lugares e pessoas que dão acesso muito fácil a este tipo de gatilho. Ou seja, se uma pessoa está em estado de euforia, acelerado, fica difícil ir em uma festa e acabar não consumindo bebida alcoólica. A tendência é que se tome o primeiro gole que dê vazão desde a uma recaída ao alcoolismo, até como porta de entrada para o consumo de outras drogas.

A baixa na perda de discernimento é instantânea e quase automática, por isso falamos tanto para evitar o primeiro gole. Eis um grande gatilho da compulsão, juntamente com a euforia, ansiedade e depressão.

Um outro caso bem típico é o da pessoa que tem distúrbio alimentar. Se alguém com bulimia, que come depois vomita o que ingeriu forçadamente (e nitidamente tem compulsão por comida) for a uma churrascaria, dificilmente conseguirá manter o controle. O gatilho, neste caso, fica no próprio ambiente.

E a segunda grande precaução: estar ao lado de pessoas que “desarmam” nossos gatilhos, ao invés de ativá-los! Evite pessoas negativas, críticas demais ou eufóricas, que incitam em você sentimentos negativos.

Outro ponto fundamental: a intervenção dos familiares costuma ser fundamental para dar um ponto final nesse ciclo vicioso. Normalmente, são eles que levam o compulsivo a buscar tratamento – são poucos os casos em que a busca por ajuda parte do próprio doente.

O tratamento, de forma geral, podem envolver um trabalho conjunto de psicoterapia e psiquiatria, com uso de medicamentos antidepressivos que podem ajudar a regular o mecanismo de recompensa do cérebro.

Fora isso, a participação em grupos de ajuda também é uma boa saída complementar.

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Histórias de Superação e Sucesso: Gustavo Abatti

Gustavo Abatti, que ficou conhecido por uma série de reportagens na TV Record como o “Mendigo Poliglota”, está trabalhando, namorando e pretende se casar em breve! Gravar um CD como tenor é o próximo passo! Desafios estes bem surpreendentes para um rapaz que já morou nas ruas de São Paulo e usou uma variedade de drogas. Mas….pensando bem, são desafios possíveis uma vez que simplesmente ele está limpo!

Esta é mais uma das muitas lindas histórias de superação de pacientes que passaram pela Clínica Grand House!

Aos 33 anos, Gustavo está morando no Guarujá, litoral de São Paulo, e planejando subir ao altar com Marcia Lia, 50 anos: “Admiro muito ela, me dá todas as forças para continuar. Ela é ex-vereadora de Bertioga, muito calma e sossegada”, conta Gustavo, mostrando-se apaixonado.

O poliglota fala português, inglês, espanhol e italiano e morou por 28 anos nos Estados Unidos. A mãe é brasileira e o pai americano. Foi por lá que ele, nem lembra ao certo a idade, começou a fazer uso de metanfetamina, maconha e heroína. Formado em Ciência da Computação, chegou a ganhar 80 mil reais mensais, porém o dinheiro sempre era escasso, já que gastava compulsivamente.

Já com este quadro difícil, Gustavo resolveu tentar a vida no Brasil. Passou um tempo no Rio de Janeiro, conheceu artistas e continuou com as drogas, cada vez mais sem controle. Até que fez uso do crack, o que o levou para as ruas de São Paulo: “É aquela coisa que a gente não entende mais o que está acontecendo. Um desespero de só usar e a falta de controle de tudo”, disse Gustavo.

Ele chegou a passar por outras clínicas, mas como fugiu ou não quis continuar o tratamento, seus pais deixaram de ajudá-lo financeiramente, já que não acreditavam mais que fosse possível ele se recuperar.

Foi quando Gustavo passou a morar debaixo de um dos viadutos da cidade, na zona sul de São Paulo. Por perto, o empresário Leonardo Goldschimidt tinha uma loja e acabou conhecendo Gustavo e “estranhando” o fato de ele ser muito diferenciado, sempre muito educado e ainda falando várias línguas.

Leonardo resolveu tomar uma atitude, que mudou a vida de Gustavo. Ele entrou em contato com a TV Record e contou toda a história. O difícil, para a Record, foi achar Gustavo, já que ele sempre sumia por uns tempos. Mas um dia reapareceu para ver o então amigo Leonardo e como a Clínica Grand House, procurada pela emissora, já tinha ofertado o tratamento, foi feita a internação em 20 de novembro de 2014.

Desta vez Gustavo tinha se conscientizado que não queria mais saber de drogas em sua vida. Uma grande alegria para todos. Os pais só começaram a acreditar com o tempo.

Na Clínica Grand House ele passou pelo tratamento e conseguiu começar a ter uma vida normal, sem drogas. Não foi fácil a sua trajetória de recuperação, pelo contrário, foi uma árdua batalha.

Hoje ele se sustenta dando aulas de inglês, mas não esqueceu seu maior sonho, que é o de ser um tenor famoso: “Eu sei que tive oportunidades e desperdicei. Amo cantar. Agora o que mais quero é ter a chance de gravar um CD” – comenta Gustavo.

A grande vitória (e contínuo desafio) de Gustavo Abatti é poder se manter longe das drogas e ele tem plena consciência disso.

Parabéns Gustavo, que Deus continue lhe abençoando na sua jornada de recuperação!

Publicado por Fernanda Factori Viel
Assessoria de Comunicação & Imprensa
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Adictos com alto QI

Pesquisas comprovam um fato que deixam os pais de filhos com alto Q.I. alarmados: pessoas com altos níveis de quocientes são mais propensos a usar drogas!

Um estudo publicado no Journal Of Epidemoiology and Community Health,  do Reino Unido, mostrou, mais uma vez, que está afirmação está certa.

Eles descobriram que os homens com Q.I. mais alto na infância eram duas vezes mais propensos ao uso de drogas ilegais do que os que apresentavam níveis menos de inteligência.

No caso das meninas com Q.I. mais elevado, isso é ainda mais perigoso, pois o número sobe para três vezes mais propensão de usar drogas.

Vale lembrar que um valor alto de Q.I. é compreendido entre 107 e 158 pontos. Um Q.I. mediano alcança até 100.

Todos procuram o motivo de tal afirmação. A conclusão que chegaram no Reino Unido foi que essas pessoas “são mais abertas a experimentar novas experiências e estão sempre em busca de novas sensações”.

Outro motivo pode ser “porque essas pessoas se aborrecem facilmente e começam a utilizar a droga para conseguir lidar melhor com as diferenças”.

Sempre em busca de uma justificativa, psicólogos mundialmente conhecidos citaram ainda outro fator que levam pessoas com alto Q.I. à maior chance de vir a ser um adicto: “pessoas com Q.I muito elevado geralmente acabam sofrendo mais com o isolamento social e ficam entediados mais facilmente e isso favorece a suposta necessidade de usar drogas”.

Enfim, ainda há muito o que estudar sobre o assunto.

A certeza que fica é a de que não necessariamente a falta de inteligência leva à adicção e sim uma série de fatores associados que levam a uma propensão ao uso.

Histórias de Superação e Sucesso: Loemy Marques

No dia 21 de novembro de 2017, Loemy Marques Biazus vai completar três nos em que virou notícia internacional (e seis dias depois, 28 anos).

Foi a data em que Loemy estampou as páginas da revista Veja São Paulo por ter sido modelo e, posteriormente, ido morar na Cracolândia. Ela tem muito o que comemorar: está sem usar drogas, trabalhando em uma clínica de Dependência Química em Sinop, Mato Grosso, e pretende dar início à faculdade de Psicologia, já que ganhou uma bolsa de estudos.

Loemy não sente falta da fama repentina. A história dela foi parar, posteriormente, nas páginas da Vanity Fair e inspirou a personagem da atriz Grazi Massafera, moradora da Cracolândia na série “Vidas Secretas”, da Rede Globo. Foi um sucesso: “Pela primeira vez na vida estou vivendo com regras, seguindo uma rotina. Sempre fui muito solta, de fazer o que estava com vontade no momento. Vi que a vida precisa disso e estou bem”.

Superação é a palavra de ordem para descrever Loemy desde que o programa do apresentador Rodrigo Faro procurou o psicólogo Sérgio Castillo para dar início ao tratamento de vício em crack da ex-modelo. Sergio Castillo, diretor terapêutico da clínica Grand House, não titubeou e hoje é uma das referências para Loemy: “Ele sempre diz que uma das coisas que fez eu conseguir foi o fato de ter princípios. Minha formação cristã, dada por minha mãe, não deixou eu roubar, matar e fazer outras coisas que poderiam ter me levado à morte na Cracolândia”.

A psicóloga Joana D’Arc, também da clínica Grand House, que fazia parte da equipe em que tratava Loemy, também é referência para a ex-modelo: “Ela me ajudou muito e ainda ajuda. Sempre que tenho dúvidas em relação ao que fazer na clínica, troco ideias com ela”, disse.

Depois de ter passado pelo tratamento fechado, Loemy teve força para mudar de vida. Como recomendado pelos profissionais da área, não a vida de antes. Longe dos holofotes, passarelas e baladas, onde a facilidade da droga é uma realidade, ela se fechou em uma rotina entre trabalho e continuação do tratamento: “A droga é muito poderosa. Sempre digo que estou limpa só por hoje. Ficar longe de situações e pessoas que lembrem a vida em que eu era usuária, é fundamental. Frequentar grupos como AA (Alcóolatras Anônimos), NA (Narcóticos Anônimos) e estar sempre atenta à parte espiritual me ajuda muito”.

E foi em uma ida ao Mato Grosso para visitar a mãe, dona Elisabeth, que mora na cidade de Lucas do Rio Verde, distante 150 quilômetros de Sinop, que Loemy deu de cara com a nova vida, cheia de oportunidades. Ela foi à Sinop participar de uma reunião do AA e conheceu o dono da clínica Cartas (Centro de Apoio e Reabilitação de Toxicomacos e Alcoolistas Sinop), onde mora e trabalha: “Ele fez o convite e eu aceitei. Não pensava em trabalhar com Dependência Química, mas estou gostando muito. O que me fez decidir por continuar no Mato Grosso foi a facilidade de ficar com a minha família e também a bolsa que ganhei para cursar a faculdade de Psicologia. Em São Paulo eu não teria condições de custear de me sustentar e ainda pagar estudos”.

Mas Loemy não faz o estilo “bicho do mato”. Ela sente falta de shoppings e de andar de metrô: “A correria de São Paulo é uma coisa gostosa. Aqui é muito calmo, se bem que no trabalho não tenho tempo para nada, pois acordo às seis da manhã e vou até as dez da noite. Sem formação acadêmica em Dependência Química sou monitora e trabalho com outras pessoas que são voluntárias. Gosto muito de ajudar as meninas que estão internadas”, afirma.

Ela não sente falta do namorado, que terminou no Carnaval: “Estou muito bem sozinha”.

Loemy trabalha três semanas direto por uma ajuda de custo, moradia e alimentação, e na quarta semana do mês vai ficar com a família Em Lucas do Rio Verde frequenta a igreja Congregação do Brasil com a mãe, lê, descansa e toma banhos de rio. Acompanha as ações feitas na Cracolândia e critica: “O governo já errou muito ali, ficou bagunçado. A internação tinha que ser compulsória para as pessoas terem a chance de dizer sim ou não ao tratamento. Mas não há organização, ao contrário do crime, que é realmente organizado e domina os usuários. Achei que iria morrer ali, mas Deus me deu uma chance e eu estou aproveitando”, finaliza a bela ex-modelo que tem 1m79 de altura, com toda sua inteligência e articulação, que nada lembra a época em que consumia 5 pedras de crack por dia. Ela é pura inspiração de que é possível sair do inferno, como muitos denominam a Cracolândia.

Parabéns Loemy pelas conquistas e pela perseverança nesta jornada!

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