Cinco coisas que não se deve dizer ou fazer a um dependente químico em recuperação!

Um dependente químico invariavelmente passa por uma fase delicada e vulnerável quando entra em processo de recuperação. A dependência química é algo que nunca vem sozinha: sempre é desenvolvida juntamente com outros problemas sociais, financeiros, familiares e etc. e podem tornar o indivíduo ainda mais infeliz.

Por isso, nessas horas, o tratamento e o apoio da família e amigos ao dependente químico em recuperação é fundamental.

E, por mais que as famílias queiram apoiar seus membros, há muita desinformação e erros quando o assunto é dependência química, o que faz com que alguns núcleos familiares sejam hostis e extremamente perigosos para as pessoas que estejam se recuperando.

Muitas vezes, mesmo com a intenção de ajudar ou de conscientizar, os familiares acabam atrapalhando o ente querido que está passando por dificuldades e o induz para a volta as drogas.

Para evitar situações constrangedoras e prejuízos à recuperação de uma pessoa em dependência química, aqui estão cinco dicas do que não deve NUNCA ser dito ou feito para quem está se recuperando.

  1. Nunca faça comparações com parentes “bem-sucedidos”.

“O seu primo João já está empregado, ganhou bem e já tem até um carro e você…. ainda não conseguiu nada”!

Este tipo de comparação não só atrapalha a recuperação da pessoa como pode fazê-la recorrer novamente às drogas. Sentindo-se um fracasso em comparação com o sujeito em comparação, a pessoa decide que é hora de desistir.

  1. Nunca faça xingamentos, ofensas, palavrões e qualquer tipo de descontrole!

É comum que o dependente químico escute muitas ofensas, xingamentos ou sejam vítimas de explosões comportamentais de seus parentes mais próximos. Muitos familiares não conseguem enxergar o problema como uma “doença”.

Este tipo de comportamento deve ser evitado. Evite também qualquer termo pejorativos e não associe tudo o que a pessoa faz ao uso de drogas, pois isso não a impede de continuar utilizando. A dica é tentar manter a calma, aconselhar seu ente querido com um palavreado adequado e tentar fazê-lo enxergar, primeiramente, o peso de suas ações. Posteriormente, mostrar que elas são fruto da dependência química.

  1. Nunca finja que nada está acontecendo.

O relacionamento com uma pessoa em recuperação de dependência química precisa ser de equilíbrio e acolhimento. Por isso, a pessoa não deve ser tratada como criminosa, mas também não deve ser considerada como qualquer outro membro em situação diferente.

Mostre a sua disposição em acolher o seu familiar em recuperação e demonstre o seu apoio.

  1. Evite piadinhas de mau gosto envolvendo entorpecentes ou dependentes.

Evite o uso de termos como “maconheiro”, “viciado”, “noia” e semelhantes em uma conversa a qual esteja participando um dependente químico em recuperação, mesmo que as palavras não sejam direcionadas a ele.

O preconceito e a constante menção às drogas podem causar danos psicológicos em seu familiar ou amigo que está se recuperando da dependência, e leva-lo novamente ao uso de drogas, pode induzi-lo a recaída.

Com acolhimento, paz, amor e respeito, é possível vencer a dependência química!

  1. Evite julgar uma situação de recaída como total fracasso.

A dependência química é uma doença crônica, portanto ela pode ser gerenciada, mas não curada. As recaídas podem acontecer e todos os envolvidos não devem considerá-la como um fracasso. No entanto, será necessário um tratamento após cada recaída.

Depois de passar pelo processo de ajudar um dependente químico, você terá as informações necessárias e o conhecimento de como ajudá-lo futuramente. Se for preciso, pesquise e procure por psicólogos e psiquiatras locais e entre em contato com eles.

Esteja sempre presente para a pessoa (mande mensagens, ligue para ela ou faça uma visita, convide-a para fazer atividades divertidas, pratique esportes, saia de casa e apoie os passatempos e interesses dela).

Ajude-o a vencer a tentação de usar drogas caso uma situação particularmente difícil ocorra.

Procure ser sempre positivo no seu relacionamento com o dependente químico, mas não deixe de ser assertivo.

Com acolhimento, paz, amor, fé e ajuda profissional é possível vencer a dependência química!

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Quatro dicas para controlar a codependência

CODEPENDÊNCIA é um termo utilizado pela área de saúde para se referir às pessoas ligadas emocionalmente a uma pessoa com dependência de uma substância (como álcool ou outras drogas) ou de um comportamento problemático e destrutivo (como jogo patológico ou um transtorno de personalidade).

O codependente passa a acreditar que sua felicidade depende da pessoa que tenta ajudar e assim se torna dependente dele emocionalmente, sendo excessivamente permissivo, tolerante e compreensivo com os abusos do outro, mesmo que este seja excessivamente controlador, perfeccionista e autoritário.

No caso da dependência química, o codependente (que pode ser filho, cônjuge, ou amante de um dependente químico) é geralmente alguém que desenvolve um padrão doentio de lidar com a vida, numa reação ao abuso de álcool ou drogas praticadas por outra pessoa. É comum que o codependente coloque as necessidades do outro, acima de suas próprias e que desenvolvam duplo vínculo.

Conforme o uso de drogas vai se agravando a codependência também evolui para atender as necessidades crescentes da doença: a negação do codependente, a facilitação do uso, a resolução dos problemas do dependente ou suprindo as necessidades dele. Tudo isso representa, no entanto, uma tentativa frustrada de não ver a doença agravando e a falsa esperança de que os problemas do sujeito com a droga irão se resolver sozinhos mais cedo ou mais tarde.

Dificilmente um codependente consegue identificar e assumir seu próprio transtorno, via de regra ele nega sua “doença” tanto quanto o próprio dependente químico. O codependente culpabiliza o dependente químico por todo o seu sofrimento.  Ele precisa de ajuda especializada e via de regra só vai olhar para o seu próprio problema depois que a situação já se agravou muito e chegou a um patamar insuportável.

Seguem abaixo 4 dicas para “CONTER” a codependência e começar a contribuir para a sua recuperação e recuperação do dependente químico:

1) TORNAR AS COISAS MAIS DIFÍCEIS PARA O DEPENDENTE QUÍMICO, NÃO FACILITAR O USO:

O dependente químico usa drogas e pessoas. Em geral, a condição financeira e emocional que permite que ele siga usando drogas é fornecida pelos codependentes. Quando essa condição é eliminada, surge um obstáculo para o dependente siga seu padrão de consumo. São comuns casos em que o dependente opta por iniciar ou dar continuidade ao tratamento porque sabe que seus pais (ou outros familiares) não o receberão em casa se ele não tiver concluído o tratamento. Nesses casos, os familiares conseguem abandonar o papel de codependentes e facilitadores e o dependente perde a estrutura que utiliza para seguir usando drogas.

Nos casos em que os familiares continuam fingindo que não há nada errado, continuam a fornecer dinheiro ao usuário (financiando o consumo e a dependência da pessoa), permitindo que o mesmo utilize as substâncias dentro da própria casa (porque é mais seguro do que usar na rua ou com os amigos), ou sempre relevando a gravidade do problema, o resultado será sempre muito negativo.

2) PERCEBER QUE A CULPA, RAIVA, PENA E MEDO SÃO OS PIORES SENTIMENTOS DA CODEPENDÊNCIA, QUE CONTRIBUIR PARA AGRAVAR A DOENÇA:

É difícil o codependente perceber que seus comportamentos estão agravando a situação do dependente químico, pois eles normalmente são confundidos com “bondade”, “amor” e “proteção”.

Esses comportamentos são facilmente justificáveis dizendo que não querem que o dependente sofra ainda mais, que só estão tentando fazer com que ele se sinta melhor ou esperando que fique sensibilizado para se tratar. Na verdade, estão apenas alimentando a doença.

Se alguém convive com um dependente químico e sente culpa, raiva, pena ou medo, é grande a chance de estar assumindo o papel do codependente, pois esses sentimentos levam as pessoas a três ações que agravam a doença: 1) tratar o dependente como uma criança fazendo tudo por ele, 2) desqualificá-lo ou 3) simplesmente abandoná-lo. Nenhuma das três opções contribui para a sua recuperação.

A adoção de uma postura baseada em brigas constantes, críticas severas ou castigos, quando os familiares descobrem que uma pessoa faz uso de substâncias não a impede de continuar usando. Apenas fará que o usuário esconda o fato da família.

De um modo geral os codependentes são pessoas ressentidas, sentem grande raiva permanente de alguém, agarram-se à necessidade de punir a pessoa para reparar o sofrimento que acham que sofreram causado pelo dependente químico. Porém nada disso resolve o problema, todos esses sentimentos só levam o codependente e o dependente ao abismo, o que resolve de fato é buscar ajuda especializada e se submeter ao tratamento.

3) DEIXAR DE TRATAR O DEPENDENTE QUÍMICO COMO A PRIORIDADE DA SUA VIDA:

Quando se pergunta ao codependente qual é a prioridade da sua vida, normalmente ele citará o dependente. O movimento patológico da codependência vai levando a pessoa a colocar a si mesma e os seus planos em segundo lugar, enquanto traz gradualmente o dependente para o centro da sua vida. O trabalho com os codependentes é devolver o posto de prioridade da vida para seus sonhos e sua própria felicidade.

Perceba que você também possui necessidades que são importantes e você precisa ter controle da sua própria vida e fazer as suas coisas independentemente dos outros. Você pode se comprometer e reconhecer as necessidades do outro, mas você tem que se lembrar igualmente que você tem que viver sua vida, para além do relacionamento.

4) INICIAR UM TRATAMENTO PARA A SUA CODEPENDÊNCIA É UMA BOA MANEIRA DE DAR INÍCIO À RECUPERAÇÃO DO DEPENDENTE QUÍMICO:

O tratamento da família deve ser iniciado antes mesmo do dependente químico? Exatamente.

Como sabido pela maioria dos profissionais da área, a família é um dos maiores obstáculos ao tratamento do dependente. Seja adiando o tratamento, seja entrando na manipulação dele e interrompendo o tratamento no meio ou até boicotando sua recuperação depois que ele sai de uma internação.

A família acaba impulsionando-o, de forma inconsciente, novamente ao uso de drogas. Por exemplo: quando resolvem comemorar a saída dele com um churrasco regado a cerveja, quando deixam bebidas alcoólicas a vontade em casa porque acha que ele já está recuperado e não corre mais risco, quando tratam-no como um bebê que precisa de todo cuidado e controle possível, quando trata-o como um irresponsável que não é capaz de nada, quando jogam o passado à tona, tudo isso confirma que estão inconscientemente induzindo-o ao uso de drogas!

Isso sem falar na família que o recebe com alegria quando ele resolve abandonar o tratamento no meio, acreditando na promessa de que não usará mais drogas.

Por isso, começar o tratamento pela codependência da família, antes mesmo de tratar o dependente, é uma ótima estratégia.

Recomenda-se que os familiares frequentem o profissional de saúde especializado no tratamento das dependências químicas, mesmo que em um primeiro momento o próprio usuário não queira se envolver em tratamento.

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O que é ser “Adicto”

Um adicto é simplesmente um homem ou uma mulher cuja vida é controlada unicamente pelas drogas. A “droga” pode, na verdade, representar qualquer coisa que o escravize – o termo “adicto” generaliza vários tipos de dependências: álcool, drogas ilegais, drogas medicamentosas, jogo, sexo, comida, dentre outros.

Quando na ativa, todos os pensamentos de um adicto estão centrados na sua droga de preferência, seja para obter, usar ou encontrar maneiras e meios de conseguir mais.

Ser um adicto na ativa é estar nas garras de uma doença progressiva, que avança sempre da mesma maneira: perdas imensas, prisões, loucura, internação em instituições ou morte.

O adicto não consegue viver e apreciar a vida como as outras pessoas. Ele vai sempre colocar o uso de drogas acima do bem-estar de suas famílias, esposas, maridos e filhos.

Ele precisa usar as drogas a qualquer custo e para isto acaba prejudicando muitas pessoas, mas, principalmente, prejudica a si mesmo e se torna incapaz de encarar a vida como ela é.

Na doença ativa da adicção, a maioria ruma lentamente ao suicídio – a doença é um inimigo tão traiçoeiro da vida que o usuário perde o poder de fazer qualquer coisa.

No ápice da doença falham os esforços repetitivos para interromper o comportamento compulsivo e quebrar o ciclo vicioso, ocorre um esvaziamento da força de vontade individual, o aumento do isolamento, sentimentos de inadequação, resignação, baixa autoestima, sentimento de impotência, ansiedade e desespero.

Os comportamentos mais comuns são: a negação do problema, a ambivalência, a desresponsabilização, a pessoa nega, defende seu comportamento, minimiza a gravidade, justifica, culpabiliza os outros ou circunstâncias pelo problema, ambivalência (por um lado quer mudar, parar de usar, por outro não), adia a resolução do mesmo, o seu nível de consciência sobre o seu comportamento, seus efeitos, responsabilidades e meios para mudar é muito reduzido ou até nulo.

O termo “dependente químico”, é na verdade mais utilizado do que “adicto” por vários segmentos, principalmente pelo meio médico especializado. Não define só, a dependência de drogas ilegais, ou álcool, mas também de drogas medicamentosas.

Uma característica básica, da adicção por drogas ou álcool é a que todos os dependentes químicos têm tolerância, às substancias psicoativas, inclusive o álcool. Quem não tem tolerância não é dependente químico.

Vamos a explicação lógica: Muitas pessoas, bebem um drinque ou dois nos fins de semana, um copo de vinho ao dia ou duas cervejas no sábado. E fazem isto, por toda a vida. Como podem? Bem, elas não têm tolerância ao álcool, não são dependentes químicos.

O que é a tolerância? É a medida da satisfação, ou seja, 1 ou 2 cervejas bastam, 3 ou 4 já deixam o indivíduo “tonto”, causando a sensação de “alegria”. Esta medida, vai se repetir, por toda a vida daqueles que não tem tolerância a bebida/drogas.

Aqueles que tem a tolerância, ocorre o contrário: no início, é a mesma medida, 3 ou 4 cervejas e já satisfazem. Com o tempo, para atingir o mesmo nível de satisfação inicial, este indivíduo irá precisar tomar 5, ou 6. Depois 7, ou 8.

Consequentemente, ao invés de 2 ou 3 doses, com o tempo, uma garrafa de destilado. Conjuntamente, a tolerância vem acompanhada da compulsão (basicamente é a incapacidade de parar de usar ou beber enquanto: não terminar a substância ou a pessoa “apagar”, existe a necessidade de “usar/beber” mais).

Esta é a dependência química, que daí por diante revelará as demais características: as comportamentais, e emocionais. É uma doença biológica (tolerância) psicológica (compulsão), social (comportamentos) e espiritual (ausência de Deus, e egocentrismo).

O jogador compulsivo, ou adicto pelo jogo, não tem ou não se manifesta a tolerância, pela ausência da substancia em si, mas sim, a compulsividade, que também é parte da doença. O jogador, sente um prazer parecido com o das drogas, quando está jogando, e a mesma depressão e necessidade ou fissura, pelo jogo, quando não o tem. As demais características, sociais e espirituais, também estão presentes.

A doença causa muito sofrimento para o próprio indivíduo e para todos que o cercam e não se conhece uma cura específica, mas sabemos que ela pode ser detida em algum ponto e a recuperação é totalmente possível. A recuperação não uma tarefa nada fácil, porém não é algo tão raro, depende em grande parcela do próprio indivíduo pois requer mudanças profundas nos comportamentos e estilos de vida.

Nunca é fácil fazer mudanças bruscas na própria existência, porém no caso do dependente elas se tornam ainda mais difíceis pois a substância química “grita” para permanecer ativa na mente do indivíduo. Porém, com ajuda, fé e perseverança e possível a mudança, é possível dar uma guinada de 360° – este é o grande passo para rumo a verdadeira recuperação.

O princípio da mudança só começa com a conscientização e rendição. A pessoa deve reconhecer e aceitar que tem um problema e que precisa de ajuda, apesar de querer mudar e não saber como. O indivíduo começa a ficar dividido, a luta interna permanece, mas ao mesmo tempo começa a dar uma oportunidade para si mesmo e aceita ajuda, ele começa a ver que pela própria força de vontade isolada ele não consegue fazer nada. O indivíduo começa a perceber que existem motivos fortes para mudar e, ao aceitar apoio, começa a sentir que é capaz de superar, aceita a própria falência.

Aceitar as perdas e as próprias limitações requer humildade, aceitar que com mecanismos internos neurológicos tão poderosos e que precisa de muita ajuda requer algo que se chama: rendição. No momento que começa a assumir para si próprio a sua própria derrota, ele já começa a ganhar e com a ajuda adequada, fé e esperança, ele começa a entrar em recuperação.

O importante é sair da “paralisação’ da culpa, da vergonha, da frustração que a dependência química causa e identificar o que está acontecendo e aceitar que precisa de ajuda, aceitar ser ajudado.

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O vazio existencial e a dependência

A dependência química faz parte de um grande grupo de dependências, existem outras dependências, como por exemplo: trabalho, comida, jogos, sexo, relacionamentos, compras – entre inúmeras outras.

Porque razão as pessoas procurariam os caminhos que levam às dependências? Há muitas explicações psicológicas, psiquiátricas, genéticas e espirituais para isso.

Compreende-se que na base da dependência geralmente encontra-se um indivíduo com algum transtorno na personalidade, com dificuldades em enfrentar a vida em determinadas situações, sentimentos de baixa autoestima, e que acaba optando por uma fuga, um deslocamento para o objeto do qual se torna dependente.

Outras possibilidades são: dificuldades em lidar com limites (impostos pela vida, em relação ao prazer e aos riscos) e presença daquilo que chamamos de patologias de base, como os transtornos afetivos.

Os dependentes de forma geral, independente de qual seja sua dependência, se apegam ao objeto de sua dependência, buscando muitas vezes um prazer que possa preencher um grande “vazio interior”.

As dependências podem ser entendidas se reconhecermos o vazio existencial – a ausência de sentido para a vida – subjacente a eles. Daí o porquê a dependência acaba “capturando” as pessoas – por que “preenche” o vazio existencial (na realidade entorpece, anestesia, para que o vazio não seja sentido).

O chamariz da droga seria uma sensação agradável de curta duração. É o aspecto agradável da sensação que a faz desejável, e é a sua curta duração que gera a dependência, pois logo que passa a sensação agradável é preciso que rapidamente seja fornecida a próxima dose do vício, do contrário a sensação agradável logo se transforma em desagradável.

Do ponto de vista biológico, encontramos alterações genéticas. Nosso cérebro usa um sistema do tipo recompensa para garantir que persigamos e obtenhamos as coisas de que precisamos para sobreviver. Por exemplo, um estímulo vindo de fora (a visão de alimentos, digamos) ou do corpo (níveis de glicose em queda) é registrado pelo sistema límbico, que cria um impulso que é conscientemente registrado como desejo. O córtex então instrui o corpo a agir para realizar seu desejo. A atividade envia mensagens de resposta ao sistema límbico, que libera neurotransmissores – opióides internos que elevam os níveis circulantes de dopamina e criam uma sensação de satisfação.

Segundo pesquisas recentes de geneticistas, algumas pessoas teriam dificuldades em obter satisfação da vida, e teriam a síndrome de deficiência da recompensa (biologicamente poderíamos assim explicar as compulsões) e por isso nunca conseguem o suficiente daquilo que querem: alimentos, drogas, jogos, sexo, etc.

Esses geneticistas suspeitam de que um determinado gene (alelo D2R2), que é encontrado em 70% dos dependentes químicos, comedores compulsivos e jogadores patológicos, é o responsável por parte do comportamento. Na presença desse gene a dopamina seria impedida de se ligar a células nas vias de recompensa e a sensação de prazer que as pessoas têm com a liberação desse neurotransmissor seria reduzida.

Dentro desta perspectiva, é possível repensar a questão da dependência sob dois aspectos: o usuário começa a consumir a droga porque não encontra prazer ou sentido na vida, e/ou após o uso da droga encontra algo que o motive a continuar vivendo, mesmo que isso signifique a abreviação de sua existência.

Cada ser humano é único, e sua história de vida, singular. O sentido também varia de pessoa para pessoa, e muda no decorrer da vida em virtude da situação que se lhe apresenta.

Sendo assim, a busca de sentido determina toda e qualquer ação humana. Independentemente de o resultado trazer consequências boas ou ruins, o sentido é o que motiva as nossas escolhas. E esta busca, quando frustrada, provoca o vazio existencial.

Por outro lado, se tal indivíduo ao tomar consciência das implicações dos seus atos, e apesar de todo sofrimento, continuar resistente em procurar tratamento, sua condição de dependência pode estar permeada por um sentido – pelo qual vale a pena viver ou morrer. E este sentido precisa ser reconhecido para que se possa lidar de forma efetiva com o fenômeno da dependência.

No caso da dependência química, é preciso considerar que, a privação do consumo de drogas (ou de qualquer outro objeto de compulsão e dependência) implica em sofrimento físico e psíquico, o que impulsiona o usuário a evitar a abstinência. No entanto, o seu uso, além de atenuar (mesmo que ilusoriamente) este sofrimento, traz consigo benefícios para o indivíduo (sensação de prazer, alienação, atenção dos familiares, etc.).

É comum o dependente atribuir culpa a algo fora de si, numa tentativa de justificar suas escolhas. Ao procurar esquivar-se da culpabilidade, o dependente passa a viver em função de algo ou de alguém que a seu ver, tem o poder de decisão sobre a sua vida.

Assumir a responsabilidade é o ponto de partida para o tratamento contra qualquer dependência, principalmente a dependência química. Responsabilizar-se por suas escolhas – conscientes ou inconscientes, significa apropriar-se da sua própria condição humana. Agindo assim, o indivíduo será livre para escolher a atitude pessoal frente a toda e qualquer circunstância.

Durante o tratamento contra a dependência química, é função do terapeuta, desafiar o usuário com um sentido em potencial a ser por ele realizado. Somente assim despertaremos do estado latente a sua vontade de sentido.

É importante ressaltar que, o sentido da vida ou o vazio da existência é peculiar a cada ser humano. Cada qual tem sua própria vocação ou missão específica na vida. O que importa não é o sentido da vida de um modo geral, mas antes o sentido particular da vida de uma pessoa em determinado momento.

A descoberta de um sentido é o que irá preencher esse vazio existencial – ocasionado pela abstinência da droga, e nortear a vida do dependente químico durante e após o tratamento. E é o sentido que irá prevenir contra possíveis recaídas.

O vazio existencial pode ser entendido, preenchido, amenizado, acolhido e abraçado em diversas circunstâncias – seja através do trabalho que proporciona ao indivíduo um sentido de utilidade e bem-estar; com a religião que consegue dar ao indivíduo um sentido e sentimento de transcendência; através da Psicologia que proporciona ao cliente um verdadeiro mergulho na sua essência, possibilitando-o entender-se e aceitar-se tal como verdadeiramente é – entre diversos outros recursos.

Independente do momento vivido ou da dificuldade a se enfrentar, assumir uma postura de esperança frente às circunstâncias da vida significa apropriar-se de si, e buscar um sentido que proporcione uma forma de viver autêntica e em plenitude.

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Musicoterapia no Tratamento da Dependência Química

Música como Terapia é a aplicação controlada de atividades musicais  especialmente organizadas com a intenção de expandir o desenvolvimento e a cura durante o tratamento, a educação e a reabilitação de adultos e crianças com deficiências motoras, sensoriais ou emocionais.

As deficiências podem ser: atraso na leitura, atraso na fala, retardo mental, deficiência motora, distúrbio emocional, deficiência auditiva parcial, psicose, autismo, afasia e disfasia.

O conceito de uma força terapêutica ou “harmonizadora” na música tem prevalecido na estética e educação musical desde a Grécia antiga através de Pitágoras.

No século XXVII, a filosofia mecanicista de Descartes, combinada com a “teoria do afeto”, segundo a qual o princípio básico é que a música reproduza emoções; e sua capacidade em atingir esferas pré-intelectuais da mente, são comprovadas.

Objetivos da Música como Terapia

1- Estabelecimento de contato e comunicação

2- Treinamento sensorial e desenvolvimento

3- Treinamento físico e motor, e desenvolvimento

4- Treinamento social e desenvolvimento

5- Liberação de processos sócio comunicativos

6- Ativação e liberação de processos emocionais

7- Desenvolvimento da fale e linguagem

8- Treinamento intelectual e desenvolvimento

9- Estímulo ao desenvolvimento de novos interesses

10- Treinamento musical e desenvolvimento

11- Desenvolvimento de autoconfiança e autodisciplina

12- Relaxamento e afastamento de problemas

 

Música e Saúde na Sociedade Pós-Moderna

Muitas doenças mentais, estão vinculadas às deficiências e desintegrações da capacidade comunicativa da pessoa.

A cultura atual está voltada para uma sociedade dominada pela produção automática e informatizada.

Naturalmente, isso não quer dizer que nós, na era pós-moderna, iremos negar todos os valores do modernismo. Não iremos mergulhar no mundo irreal do narcisismo, nem nos render ao artificialismo em forma de máquinas e nem nos tornar meros apêndices de uma racionalidade tecnológica que nega as contradições e rupturas essenciais na racionalidade humana, as rupturas e contradições nas quais a arte floresce. Temos que insistir na essência cognitiva, comunicativa, da música, senão ela perderá cada vez mais significado como uma atividade e um fenômeno social. E é isso que vemos hoje em dia: a música é um grande negócio, mas, por outro lado, está vazia de significado.

“A música não é um passatempo, a música é indispensável à nossa vida, e nunca precisamos tanto dela como agora.” (Michel Butor)

Musicoterapia na Dependência Química

A música está enraizada nas camadas mais profundas de nossa personalidade, onde percepções sensoriais, sentimentos e pensamentos se integram.

A dependência química é uma expressão do esforço de compensar deficiências estruturais. O “eu” do paciente dependente é deficiente, e seu ego, tem poucas chances de desenvolver funções maduras. O resultado é um paciente que não possui uma identidade definida.

Com o intuito de evitar depressão e mágoa, a pessoa dependente química geralmente enfraquece (anestesia) sua percepção da realidade interna e externa, mas busca a confluência utilizando o álcool e a droga como substitutos das enfraquecidas funções do ego, que não estão em condições de estabelecer contato entre o interno e o externo. A droga conduz a uma regressão à fase da prática, em que sentimentos de onipotência surgiram aliados a sentimentos de inferioridade, ansiedade de separação e depressão.

À medida que o efeito do álcool e droga diminui, a decepção em relação ao mundo decepcionante aumenta, e o círculo vicioso se reinicia com o uso da droga.

Objetivo da musicoterapia na dependência química

  • Fortalecer as funções do ego e construir uma identidade definida.
  • Realimentar, preencher as deficiências, diferenciar sentimentos e experiências e socializar o comportamento.

No processo prático da musicoterapia, quando o grupo atinge um clima de segurança, o musicoterapeuta pode começar a observar mais estreitamente os mecanismos de defesa dos dependentes de drogas, indagar sob os sentimentos expressados em seus corpos e em sua música, dar nomes aos conflitos e estereotipar modelos de comportamento, e convidar os pacientes a vivenciar musicalmente os sentimentos que acompanham seus problemas.

Quanto mais os dependentes assumem sua identidade durante o processo terapêutico, menos necessitam de drogas no afloramento de sensações.

A música executada nada mais é do que a expressão do que aconteceu e se desenvolveu dentro do grupo e dentro dos indivíduos.

Identidade dinâmico-pessoal do Dependente Químico

  • Os instrumentos de percussão são os mais inclusivos.
  • Podem ser tocados por qualquer pessoa, com ou sem conhecimento musical
  • Não necessitam de aula individual especializada
  • Estão dentre o ISO (Identidade Sonora) Cultural – IC brasileira
  • São instrumentos que podem convidar o paciente instável à uma agressividade de cunho emocional transferida ao instrumento, facilitando sua identificação
  • Por serem instrumentos primitivos, e de características primitivas,
  • “Estão mais perto do ideal musicoterapêutico”. (Rolando Benenzon)

Exemplo de uma aplicação prática de musicoterapia na Grand House

Tema da aula: Sentimento de controle de situações adversas

Músicas: 1. Trilha sonora do filme Psicose – Alfred Hitchcock (primeiro, audição, depois, performance instrumental).

Objetivo: Primariamente, ativar o estado emocional de aflição somente com a audição da obra. Posteriormente, proposta de improvisação instrumental simultânea à música baseada na sensação que a música transmite.

Obs.: A improvisação instrumental é prevista em Musicoterapia que sugere uma regressão psicanalítica além da predominância do Id na ação. Após a performance, reconhecimento empírico de uma sensação de controle total sobre o subjetivo emocional de aflição.

Músicas: 2. Trilha sonora do filme O Carteiro e o Poeta (somente audição).

Objetivo: Mudar o estado emocional de aflição para o de ternura, consolidando um estado de quase-equilíbrio ou processo estacionário proposto por Köhler.

Verificação empírica sobre o acontecimento descrito acima.

Músicas: 1.Tente outra vez – Raul Seixas – Sugestão pertinente de um aluno (música tocada).

Objetivo: Catarse e mimese.

Conceitos envolvidos:

Musicoterapia grupal – Aprimoramento da Cinestesia – Teoria do Tálamo e cognição do processo prático teórico de se fazer música

Cognitivo-comportamental – possível catexia e fixação de crença sobre o conceito: Senso de controle sobre situações adversas.

Behaviorismo – reforço positivo – Música Tente outra vez, aceita pelo grupo como sensação de serenidade e satisfação catárticos

Psicanálise – Improvisação Instrumental – predominância do Id na ação

Gestalt – Teorias do processo Grupal e Conceito de Equilíbrio

Prof.: Leonardo Porcino
Formado pela Universidade de São Paulo (Departamento de Música e Comunicação)
Experiência de 26 anos em prática instrumental em diversas corporações do país, destacando-se: (OSESP) Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo

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Ruan e a Sociedade Líquida

As transformações tecnológicas e o desenvolvimento da internet, trouxe a possibilidade de um mundo mais imediato e isto trouxe a possibilidade de uma pessoa ser o que deseja e a buscar relações  virtuais, onde tudo começa em um segundo e pode terminar da mesma forma.

A liquidez das relações amorosas e sociais produz no sujeito a busca por relacionamentos perfeitos e totalmente satisfatórios, fugindo da necessidade do sujeito de lidar com as frustrações e insatisfações que toda relação demanda e qualquer descontentamento ou insatisfação é resolvido pela tecla  DEL ou pela opção BLOQUEAR.

O problema deste modelo de relações é a desvalorização do outro, pois se alguém perde um amigo poderá conquistar outros 100 amigos em segundos por qualquer uma das mídias existentes; mas como isto reflete em nossa sociedade?

Substituímos a sociedade criada e mantida por valores e regras por outra mantida pelo poder e pela riqueza. Não importa mais casar com uma pessoa honesta, ao contrario, valoriza-se sua esperteza e a quantidade de bens  que possui ou a marca do carro e roupas usa. Nesta nova era o dinheiro substitui os valores, as leis e as regras, porque ele lhe oferece o poder necessário para dribla-las.

Porém, assim como a moda se transforma a cada estação, cabe ao consumidor manter seu valor e status atualizando o guarda roupas,  iphone ou mantendo seu recursos para sustentar seu poder.

Mas e para quem não tem recursos, como agir para ser valorizado e desejado?

Em nossa sociedade, o poder se constrói de acordo com o acumulo de riqueza ou com sua proximidade e relacionamento com os grandes líderes e no caso das periferias diferente da classe dominante, o poder acessível ao proletariado ser “amigo” de quem se dá bem ou muitas vezes de lideres comunitários que atuam em nome do PCC ou CV.

O jovem, cuja família humilde desconhece seus direitos ou sofre com a ausência de oportunidades, manifesta baixa auto estima e sentimento de inferioridade e  acaba servindo ao trafico ou tentando subsistir  através de seus próprios meios, e passa pelo uso de drogas como quem busca forças para ter ou ser o que não sente  que é ou tem.

E como vive uma família muitas vezes numerosa,  afetada pelo uso de substâncias sem recurso para subsistir e que vive em dificuldades¿

Ruan, jovem que foi tatuado na testa com os dizeres “Sou ladrão sou vacilão”, é mais um destes milhões de jovens vítimas da grande oferta de substancias químicas, ofertadas por aqueles que visam o enriquecimento e através da riqueza passa impune as leis vigentes.

O que nossa sociedade oferece  a jovens como Ruan, é o abandono relegado a jovens que se perde na dependência química e nas mãos de justiceiros.

A marca na testa de Ruan “Sou Ladrão, Sou Vascilão”, é invisível aos olhos da sociedade. É invisível porque se realmente pudéssemos enxerga-la  algo deveria ser feito, mas por não saber o que fazer ou entender, a ignoramos.

Nosso silencia causa marcas.

Mas que oportunidades Ruan e outros tantos jovens tiveram para ser diferentes. Vejamos!

De fato a primeira marca desta família viveu sua avó sob a impunidade de seu marido alcoolista que lhe agredia fisicamente e ameaçava sua filha mãe do Ruan.

A outra marca foi produzida também por nós, que nos calamos quando o Estado não ajuda ou apóia  jovens como a mãe de Ruan, que vão para as ruas se esconder das agressões familiares.

Cabe ao Estado oferecer condições a todos os jovens como este para terem direito a uma moradia, saúde e educação, contudo a mãe de Ruan não teve, assim como não teve seus outros 5 irmãos.

Ruans são marcados todos os dias pela nossa indiferença, pelos nossos votos nas urnas, pela nossa ausência que consente leis injustas que atendem aos grandes empresários e escraviza o homem simples e trabalhador.

Vejo que “VOCE É LADRÃO DE SUA VIDA E VACILÃO DE SEUS DIREITOS!”

Hoje mais uma vez e a todo momento, alguma lei será criada para tirar nosso direito a ter direitos, mais uma vez vamos marcar os corpos de milhares de crianças e adolescentes vitimas do abandono social.

Enquanto países da Europa acolhem e apoiam jovens e crianças vulneráveis, aqui usamos sua mão de obra para ampliar os serviços oferecidos pelo narcotráfico ou para escravizar sua mão de obra barata nas indústrias da moda e de outros segmentos.

Enquanto houver descaso, ausência de leis e indiferença no cumprimento das mesmas, estaremos enfileirados à espera de sofrermos nossas próprias marcas e estaremos fadados a ter o direito de não termos Direito.

Nos resta exigir oportunidades iguais em nossa sociedade ou o retorno a fluidez das relações momentâneas e virtuais; prazerosas e irreais.

Joana d´Arc Salgado Rodrigues
Psicóloga e Terapeuta Familiar

Clínica Grand House
http://www.grandhouse.com.br
Tel: 11 4483-4684

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ASTROLOGIA NO TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA

A ciência de nome “Astrologia” vem se tornando uma ferramenta eficaz como método complementar no trato da Dependência Química.

Na tentativa de melhor entender o comportamento humano, voltamo-nos para as estrelas e procuramos descobrir as ligações macrocósmicas que marcaram o indivíduo na hora do seu nascimento.

Analisar as energias planetárias que interferem no padrão genético e podem trazer predisposições físicas, mentais e psíquicas, possibilitam entender melhor e integrar o homem como um elemento que deve estar em harmonia e que cumpre um papel determinado.

O Astrólogo Rodrigo Guedes, que conta que o apoio de instituições sérias como a Clínica Grand House, viabiliza dinâmicas em grupo, apresentadas semanalmente há cerca de 2 anos, e constatam o sucesso e eficácia do uso dessa ciência de linguagem simbólica, não só entre os assistidos, como também entre sua equipe multidisciplinar.

O estudo da Astrologia como método auxiliar tratamento da dependência química permite ao paciente entender os arquétipos que o aproxima da própria humanidade, possibilitando a ele uma ótica intrapessoal, e acrescenta de maneira significativa o propósito do tratamento que é o de trazer ao indivíduo mais consciência sobre si mesmo.

Para maiores informações:

https://www.facebook.com/rodrigoguedesastrologia
Rodrigo Guedes – Astrólogo
Tel: 11-948319093

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