Musicoterapia no Tratamento da Dependência Química

Música como Terapia é a aplicação controlada de atividades musicais  especialmente organizadas com a intenção de expandir o desenvolvimento e a cura durante o tratamento, a educação e a reabilitação de adultos e crianças com deficiências motoras, sensoriais ou emocionais.

As deficiências podem ser: atraso na leitura, atraso na fala, retardo mental, deficiência motora, distúrbio emocional, deficiência auditiva parcial, psicose, autismo, afasia e disfasia.

O conceito de uma força terapêutica ou “harmonizadora” na música tem prevalecido na estética e educação musical desde a Grécia antiga através de Pitágoras.

No século XXVII, a filosofia mecanicista de Descartes, combinada com a “teoria do afeto”, segundo a qual o princípio básico é que a música reproduza emoções; e sua capacidade em atingir esferas pré-intelectuais da mente, são comprovadas.

Objetivos da Música como Terapia

1- Estabelecimento de contato e comunicação

2- Treinamento sensorial e desenvolvimento

3- Treinamento físico e motor, e desenvolvimento

4- Treinamento social e desenvolvimento

5- Liberação de processos sócio comunicativos

6- Ativação e liberação de processos emocionais

7- Desenvolvimento da fale e linguagem

8- Treinamento intelectual e desenvolvimento

9- Estímulo ao desenvolvimento de novos interesses

10- Treinamento musical e desenvolvimento

11- Desenvolvimento de autoconfiança e autodisciplina

12- Relaxamento e afastamento de problemas

 

Música e Saúde na Sociedade Pós-Moderna

Muitas doenças mentais, estão vinculadas às deficiências e desintegrações da capacidade comunicativa da pessoa.

A cultura atual está voltada para uma sociedade dominada pela produção automática e informatizada.

Naturalmente, isso não quer dizer que nós, na era pós-moderna, iremos negar todos os valores do modernismo. Não iremos mergulhar no mundo irreal do narcisismo, nem nos render ao artificialismo em forma de máquinas e nem nos tornar meros apêndices de uma racionalidade tecnológica que nega as contradições e rupturas essenciais na racionalidade humana, as rupturas e contradições nas quais a arte floresce. Temos que insistir na essência cognitiva, comunicativa, da música, senão ela perderá cada vez mais significado como uma atividade e um fenômeno social. E é isso que vemos hoje em dia: a música é um grande negócio, mas, por outro lado, está vazia de significado.

“A música não é um passatempo, a música é indispensável à nossa vida, e nunca precisamos tanto dela como agora.” (Michel Butor)

Musicoterapia na Dependência Química

A música está enraizada nas camadas mais profundas de nossa personalidade, onde percepções sensoriais, sentimentos e pensamentos se integram.

A dependência química é uma expressão do esforço de compensar deficiências estruturais. O “eu” do paciente dependente é deficiente, e seu ego, tem poucas chances de desenvolver funções maduras. O resultado é um paciente que não possui uma identidade definida.

Com o intuito de evitar depressão e mágoa, a pessoa dependente química geralmente enfraquece (anestesia) sua percepção da realidade interna e externa, mas busca a confluência utilizando o álcool e a droga como substitutos das enfraquecidas funções do ego, que não estão em condições de estabelecer contato entre o interno e o externo. A droga conduz a uma regressão à fase da prática, em que sentimentos de onipotência surgiram aliados a sentimentos de inferioridade, ansiedade de separação e depressão.

À medida que o efeito do álcool e droga diminui, a decepção em relação ao mundo decepcionante aumenta, e o círculo vicioso se reinicia com o uso da droga.

Objetivo da musicoterapia na dependência química

  • Fortalecer as funções do ego e construir uma identidade definida.
  • Realimentar, preencher as deficiências, diferenciar sentimentos e experiências e socializar o comportamento.

No processo prático da musicoterapia, quando o grupo atinge um clima de segurança, o musicoterapeuta pode começar a observar mais estreitamente os mecanismos de defesa dos dependentes de drogas, indagar sob os sentimentos expressados em seus corpos e em sua música, dar nomes aos conflitos e estereotipar modelos de comportamento, e convidar os pacientes a vivenciar musicalmente os sentimentos que acompanham seus problemas.

Quanto mais os dependentes assumem sua identidade durante o processo terapêutico, menos necessitam de drogas no afloramento de sensações.

A música executada nada mais é do que a expressão do que aconteceu e se desenvolveu dentro do grupo e dentro dos indivíduos.

Identidade dinâmico-pessoal do Dependente Químico

  • Os instrumentos de percussão são os mais inclusivos.
  • Podem ser tocados por qualquer pessoa, com ou sem conhecimento musical
  • Não necessitam de aula individual especializada
  • Estão dentre o ISO (Identidade Sonora) Cultural – IC brasileira
  • São instrumentos que podem convidar o paciente instável à uma agressividade de cunho emocional transferida ao instrumento, facilitando sua identificação
  • Por serem instrumentos primitivos, e de características primitivas,
  • “Estão mais perto do ideal musicoterapêutico”. (Rolando Benenzon)

Exemplo de uma aplicação prática de musicoterapia na Grand House

Tema da aula: Sentimento de controle de situações adversas

Músicas: 1. Trilha sonora do filme Psicose – Alfred Hitchcock (primeiro, audição, depois, performance instrumental).

Objetivo: Primariamente, ativar o estado emocional de aflição somente com a audição da obra. Posteriormente, proposta de improvisação instrumental simultânea à música baseada na sensação que a música transmite.

Obs.: A improvisação instrumental é prevista em Musicoterapia que sugere uma regressão psicanalítica além da predominância do Id na ação. Após a performance, reconhecimento empírico de uma sensação de controle total sobre o subjetivo emocional de aflição.

Músicas: 2. Trilha sonora do filme O Carteiro e o Poeta (somente audição).

Objetivo: Mudar o estado emocional de aflição para o de ternura, consolidando um estado de quase-equilíbrio ou processo estacionário proposto por Köhler.

Verificação empírica sobre o acontecimento descrito acima.

Músicas: 1.Tente outra vez – Raul Seixas – Sugestão pertinente de um aluno (música tocada).

Objetivo: Catarse e mimese.

Conceitos envolvidos:

Musicoterapia grupal – Aprimoramento da Cinestesia – Teoria do Tálamo e cognição do processo prático teórico de se fazer música

Cognitivo-comportamental – possível catexia e fixação de crença sobre o conceito: Senso de controle sobre situações adversas.

Behaviorismo – reforço positivo – Música Tente outra vez, aceita pelo grupo como sensação de serenidade e satisfação catárticos

Psicanálise – Improvisação Instrumental – predominância do Id na ação

Gestalt – Teorias do processo Grupal e Conceito de Equilíbrio

Prof.: Leonardo Porcino
Formado pela Universidade de São Paulo (Departamento de Música e Comunicação)
Experiência de 26 anos em prática instrumental em diversas corporações do país, destacando-se: (OSESP) Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo

Clínica Grand House
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Tel: 11 4483-4684

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Ruan e a Sociedade Líquida

As transformações tecnológicas e o desenvolvimento da internet, trouxe a possibilidade de um mundo mais imediato e isto trouxe a possibilidade de uma pessoa ser o que deseja e a buscar relações  virtuais, onde tudo começa em um segundo e pode terminar da mesma forma.

A liquidez das relações amorosas e sociais produz no sujeito a busca por relacionamentos perfeitos e totalmente satisfatórios, fugindo da necessidade do sujeito de lidar com as frustrações e insatisfações que toda relação demanda e qualquer descontentamento ou insatisfação é resolvido pela tecla  DEL ou pela opção BLOQUEAR.

O problema deste modelo de relações é a desvalorização do outro, pois se alguém perde um amigo poderá conquistar outros 100 amigos em segundos por qualquer uma das mídias existentes; mas como isto reflete em nossa sociedade?

Substituímos a sociedade criada e mantida por valores e regras por outra mantida pelo poder e pela riqueza. Não importa mais casar com uma pessoa honesta, ao contrario, valoriza-se sua esperteza e a quantidade de bens  que possui ou a marca do carro e roupas usa. Nesta nova era o dinheiro substitui os valores, as leis e as regras, porque ele lhe oferece o poder necessário para dribla-las.

Porém, assim como a moda se transforma a cada estação, cabe ao consumidor manter seu valor e status atualizando o guarda roupas,  iphone ou mantendo seu recursos para sustentar seu poder.

Mas e para quem não tem recursos, como agir para ser valorizado e desejado?

Em nossa sociedade, o poder se constrói de acordo com o acumulo de riqueza ou com sua proximidade e relacionamento com os grandes líderes e no caso das periferias diferente da classe dominante, o poder acessível ao proletariado ser “amigo” de quem se dá bem ou muitas vezes de lideres comunitários que atuam em nome do PCC ou CV.

O jovem, cuja família humilde desconhece seus direitos ou sofre com a ausência de oportunidades, manifesta baixa auto estima e sentimento de inferioridade e  acaba servindo ao trafico ou tentando subsistir  através de seus próprios meios, e passa pelo uso de drogas como quem busca forças para ter ou ser o que não sente  que é ou tem.

E como vive uma família muitas vezes numerosa,  afetada pelo uso de substâncias sem recurso para subsistir e que vive em dificuldades¿

Ruan, jovem que foi tatuado na testa com os dizeres “Sou ladrão sou vacilão”, é mais um destes milhões de jovens vítimas da grande oferta de substancias químicas, ofertadas por aqueles que visam o enriquecimento e através da riqueza passa impune as leis vigentes.

O que nossa sociedade oferece  a jovens como Ruan, é o abandono relegado a jovens que se perde na dependência química e nas mãos de justiceiros.

A marca na testa de Ruan “Sou Ladrão, Sou Vascilão”, é invisível aos olhos da sociedade. É invisível porque se realmente pudéssemos enxerga-la  algo deveria ser feito, mas por não saber o que fazer ou entender, a ignoramos.

Nosso silencia causa marcas.

Mas que oportunidades Ruan e outros tantos jovens tiveram para ser diferentes. Vejamos!

De fato a primeira marca desta família viveu sua avó sob a impunidade de seu marido alcoolista que lhe agredia fisicamente e ameaçava sua filha mãe do Ruan.

A outra marca foi produzida também por nós, que nos calamos quando o Estado não ajuda ou apóia  jovens como a mãe de Ruan, que vão para as ruas se esconder das agressões familiares.

Cabe ao Estado oferecer condições a todos os jovens como este para terem direito a uma moradia, saúde e educação, contudo a mãe de Ruan não teve, assim como não teve seus outros 5 irmãos.

Ruans são marcados todos os dias pela nossa indiferença, pelos nossos votos nas urnas, pela nossa ausência que consente leis injustas que atendem aos grandes empresários e escraviza o homem simples e trabalhador.

Vejo que “VOCE É LADRÃO DE SUA VIDA E VACILÃO DE SEUS DIREITOS!”

Hoje mais uma vez e a todo momento, alguma lei será criada para tirar nosso direito a ter direitos, mais uma vez vamos marcar os corpos de milhares de crianças e adolescentes vitimas do abandono social.

Enquanto países da Europa acolhem e apoiam jovens e crianças vulneráveis, aqui usamos sua mão de obra para ampliar os serviços oferecidos pelo narcotráfico ou para escravizar sua mão de obra barata nas indústrias da moda e de outros segmentos.

Enquanto houver descaso, ausência de leis e indiferença no cumprimento das mesmas, estaremos enfileirados à espera de sofrermos nossas próprias marcas e estaremos fadados a ter o direito de não termos Direito.

Nos resta exigir oportunidades iguais em nossa sociedade ou o retorno a fluidez das relações momentâneas e virtuais; prazerosas e irreais.

Joana d´Arc Salgado Rodrigues
Psicóloga e Terapeuta Familiar

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ASTROLOGIA NO TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA

A ciência de nome “Astrologia” vem se tornando uma ferramenta eficaz como método complementar no trato da Dependência Química.

Na tentativa de melhor entender o comportamento humano, voltamo-nos para as estrelas e procuramos descobrir as ligações macrocósmicas que marcaram o indivíduo na hora do seu nascimento.

Analisar as energias planetárias que interferem no padrão genético e podem trazer predisposições físicas, mentais e psíquicas, possibilitam entender melhor e integrar o homem como um elemento que deve estar em harmonia e que cumpre um papel determinado.

O Astrólogo Rodrigo Guedes, que conta que o apoio de instituições sérias como a Clínica Grand House, viabiliza dinâmicas em grupo, apresentadas semanalmente há cerca de 2 anos, e constatam o sucesso e eficácia do uso dessa ciência de linguagem simbólica, não só entre os assistidos, como também entre sua equipe multidisciplinar.

O estudo da Astrologia como método auxiliar tratamento da dependência química permite ao paciente entender os arquétipos que o aproxima da própria humanidade, possibilitando a ele uma ótica intrapessoal, e acrescenta de maneira significativa o propósito do tratamento que é o de trazer ao indivíduo mais consciência sobre si mesmo.

Para maiores informações:

https://www.facebook.com/rodrigoguedesastrologia
Rodrigo Guedes – Astrólogo
Tel: 11-948319093

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Como está sendo o processo de remoção da “famosa” tatuagem do Ruan “Sou ladrão e Vacilão”

Com os avanços das tecnologias, remover tatuagens não é mais um processo tão difícil.

Atualmente, já é possível a remoção total de praticamente qualquer desenho na pele, independente do tamanho.

O procedimento é feito por meio de laser, que pode apagar por completo a tatuagem com resultados satisfatórios na maioria dos casos.

Antes, a  remoção em peles escuras poderia deixar marcas, mas com a melhoria dos equipamentos já é possível fazer a remoção em todos os tipos/cores de pele.

Como é feito o processo de remoção?

Quando aplicamos o laser em uma determinada área pigmentada, ele destrói opigmento fragmentando-o em micro partículas.

Essas partículas fragmentadas são capturadas pelos macrófagos e são eliminadas gradualmente através do sistema linfático após cada sessão.

No entando, devemos estar cientes de que o sucesso do tratamento depende do sistema imunológico de cada pessoa.

A diferença da resposta de um paciente para o outro envolve a eficiência de macrófagos na remoção dos resíduos e também da quantidade de pigmento e profundidade que ele foi aplicado.

Quanto mais superficial esse pigmento e em menor volume, menor será também a quantidade de laser necessário para a remoção.

Geralmente os pigmentos de tatuagem se encontram na segunda camada da pele (derme).

Tatuagem do Ruan

No caso do jovem Ruan foi possível verificar que a pigmentação não foi obviamente aplicada de maneira uniforme. Observa-se que as letras que estavam na camada superficial foram completamente removidas logo nas primeiras sessões.

No entanto, como a tatuagem foi realizada com oscilações de profundidade, ou seja, com áreas mais suaves e outras mais fortes, existem partes que estão mais profundas e com maior volume de pigmentaçao. Por isso a necessidade de um maior numero de sessões a laser no caso do Ruan.

Estamos nos empenhando bastante nesse tratamento para que seja feita a total remoção da tatuagem, porém não é possível dizer exatamente quanto tempo ainda levará para conseguirmos a remoção total.

Miriam Firmino – Laserterapeuta
Clínica MF Laser Estética

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Como funciona a manipulação de um adicto?

A manipulação é um dos comportamentos e ferramentas mais fortes utilizadas pelo adicto e por seus codependentes. É um recurso que impede a recuperação e faz da vida tanto do dependente quanto da família um verdadeiro caos.

No geral, o dependente químico tem uma grande habilidade para manipular pois seu forte objetivo é continuar sua dependência e para isso ele irá arrumar diversas desculpas para não fazer o que precisa ou para fazer o que sabe que não deve.

Ele passa a mentir cada vez mais e vai perdendo gradativamente os valores éticos e morais e para isso utilizará várias formas de manipulação: racionalização, responsabilização de terceiros, negação, minimização, rigidez mental, pressões e ameaças

O dependente químico geralmente é convincente em seus argumentos, pois o importante é conseguir o que se almeja, seja ao custo que for, e este é um estágio em que parece que o adicto se torna claramente egocêntrico ou embotado de qualquer sentimento. Com o avanço de sua dependência, o adicto passa a ver todos apenas como meios para se chegar a um único fim (a droga), tudo é direcionado à droga.

Um dos pontos crucias da manipulação usado na dependência química é a vitimização. Ser sempre a vítima é um dos truques do dependente químico para conseguir mais compreensão, seja com comportamentos que não estão dentro dos parâmetros habituais ou para conseguir alimentar seu uso de droga.

É preciso estar fortalecido e munido de ferramentas terapêuticas para não ceder à manipulação de um dependente químico, pois quando vemos a quem amamos sofrendo a tendência é querer sanar imediatamente a dor.

No entanto, no caso da dependência química, é preciso perceber que a dor momentânea é necessária como caminho para a recuperação.

Algumas atitudes importantes para lidar com a situação são, por exemplo, não deixar que o manipulador faça com que você se sinta culpado, seja com palavras, críticas ou ações. Além disso, em alguns casos, dependentes químicos passam a fazer as mais diversas ameaças.

É importante se manter forte e contar com a equipe de tratamento para ajudar você a perceber que essa é uma “jogada”. Você também pode quebrar o ciclo da codependência ao deixar de alimentar o jogo doentio do dependente (brigas, culpas, acusações), você se libertará do círculo vicioso que ajuda a piorar a doença. Aprenda a se afastar e a dizer “não”!

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Terapia de Mudança de Comportamento

O maior potencial para uma mudança é durante uma crise. A terapia de mudança de comportamento é um conjunto de métodos psicológicos para o tratamento de distúrbios de adaptação e modificação dos estilos de comportamento observáveis. Mudar o comportamento não é apenas uma questão de conhecimento ou de habilidade, é preciso encontrar a motivação para começar e manter a mudança desejada.

Se você não acredita que é possível mudar um hábito, nenhuma das estratégias de motivação irá funcionar. Uma verdadeira mudança de comportamento é possível quando você tem as estratégias para iniciar e manter a sua motivação, quando você consegue ver o que quer, ter colocado o novo comportamento dentro de um ritual que você já faz, a crença de que é possível, valorizar o novo comportamento e pensar que você é do tipo de pessoa que faz isso.

Não é de se admirar que curas milagrosas não durem.

Normalmente é melhor começar por aquilo que você considere mais fácil, mas dependendo, você não conseguirá começar pelo mais fácil se antes não modificar aquilo que está te prejudicando mais.

Conforme for conseguindo fazer uma mudança, passe a colocar em prática outro item da lista. É fundamental o comprometimento consigo mesmo para conseguir essas transformações. Não se deixe desanimar pelas dificuldades que podem aparecer no decorrer desse processo.

Faz parte do caminho encontrar desafios e contratempos.

A terapia de mudança de comportamento no tratamento da dependência química

Não é possível o dependente deixar o consumo e viver na sobriedade mantendo o mesmo comportamento que possuía durante o período em que permanecia no uso. Torna-se totalmente insensato o indivíduo que pensa conseguir parar de usar as substâncias vivendo da mesma maneira que anteriormente.

Os hábitos e costumes, as amizades, os ambientes em que vive devem ser modificados. A princípio, o dependente deve acima de tudo preservar-se á toda e qualquer situação que possa o induzir ao consumo das substâncias de sua dependência.

A mudança de comportamento para o dependente químico em recuperação deve ser de forma radical, e ajudará muito ao dependente começar a praticar atividades ao qual ele não praticava durante o período em que estava no uso das substâncias. Veja alguns exemplos abaixo:

  • Conviver com pessoas que não fazem o uso das substâncias;
  • Não frequentar lugares onde pessoas façam o uso das substâncias;
  • Ter uma melhor convivência familiar;
  • Praticar esportes;
  • Não se expor a situações que possam o desestabilizar sentimentalmente e emocionalmente;
  • Participar de Grupos de Apoio ao dependente (AA, NA, Amor Exigente, Pastorais de Sobriedade, etc.), esta atividade é sugerida a prática ao menos uma vês por semana.

Entramos aí em uma questão bastante interessante que é a de o indivíduo passar a ter contatos e relacionamentos com pessoas diferentes, começa também a frequentar novos lugares, passa a ter um estreitamento familiar, passa a ser visto pela sociedade de uma maneira mais positiva, evitando assim muitos contratempos que o afetam sentimentalmente e emocionalmente.

Isso é mudança efetiva e precisa ser contínua.

ITALO DAVISON DIAS
Técnico, consultor e terapeuta em dependência química e alcoolismo
CRT 11.1274/SP – Cel.: (011) 94172-6763 (vivo/whatsapp)

PATRICIA BERNARDETE DE ABREU
CRP 06/112359 – Cel.: (011) 94362-7735 (vivo/whatsapp)

Psicóloga clínica, especialista em dependência química e alcoolismo, mestre em Psiquiatria

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Conhecendo o treinamento de habilidades sociais no tratamento da dependência química

Um dos maiores diferenciais do homem está na forma como nos agrupamos, formando sociedades complexas. Passamos boa parte de nossas vidas nos comunicando com outras pessoas. Interações sociais problemáticas podem comprometer significativamente a formação de uma pessoa em relação à sua saúde mental.

Habilidade social é a capacidade do indivíduo em se comportar de maneira adequada em diferentes ambientes e com diferentes tipos de pessoas. Habilidades sociais, por definição, são um conjunto de capacidades comportamentais aprendidas que envolvem interações sociais. Por um comportamento habilidoso ou adequado, referimo-nos à expressão de atitudes, sentimentos, desejos, opiniões e crenças, respeitando a si mesmo e aos outros. Habilidades Sociais são uma característica do comportamento e não das pessoas. Além disso, ser ou não habilidoso é uma questão de aprendizagem e, como tal, é um padrão modificável.

TIPOS DE HABILIDADES SOCIAIS:

Existem seis categorias principais de habilidades sociais, são elas:

Habilidades Sociais de Comunicação:

Envolvem os elementos básicos de se comunicar, como fazer e responder a perguntas; gratificar e elogiar; pedir e dar feedback nas relações sociais; manter e iniciar conversas. Comunicação: fazer e responder perguntas, dar e receber feedback, iniciar, manter e encerrar conversação.

Habilidades Sociais de Civilidade:

Dizer por favor, agradecer, apresentar-se, cumprimentar, despedir-se. Civilidade: dizer, por favor, agradecer, apresentar-se, dirigir-se corretamente as pessoas, com expressões como “Bom dia! ” “Boa tarde! ”, fazer e responder perguntas, chamar as pessoas pelo nome.

Habilidades Sociais Assertivas de Enfrentamento:

Assertividade: expressar sentimentos, falar sobre suas qualidades e defeitos, concordar ou não com outras opiniões, recusar a fazer algo, lidar bem com críticas, defender os próprios interesses, resistir à pressão dos grupos.

Manifestar opinião, concordar, discordar; fazer aceitar e recusar pedidos; desculpar-se e admitir falhas; estabelecer relacionamento com o sexo oposto; encerrar um relacionamento; expressar raiva e solicitar mudança de comportamento e interagir com autoridades.

Habilidades Sociais Empáticas:

Empatia é a capacidade de reconhecer sentimentos e identificar-se com a perspectiva do outro, manifestando reações que expressem essa compreensão e esse sentimento. Habilidades sociais empáticas envolvem parafrasear, refletir sentimentos e expressar apoio ao outro. Consiste em demonstrar interesse pelo outro, ouvir, reconhecer sentimentos no outro, respeitar as diferenças, oferecer ajuda.

Habilidades Sociais de Trabalho

Envolvem comportamentos úteis para a resolução de problemas e para o gerenciamento de uma equipe. São consideradas habilidades sociais de trabalho coordenar grupos, falar em público, resolver problemas, tomar decisões e mediar conflitos. Solução de problemas interpessoais: se acalmar diante de problemas, pensar antes de agir, identificar e avaliar soluções alternativas

Habilidades Sociais de Expressão de Sentimento Positivo:

Fazer amizades, fazer e responder perguntas pessoais cumprimentar, se apresentar, fazer e receber elogios, iniciar e manter conversações, expressar solidariedade e cultivar o amor.

COMO FUNCIONA O TREINAMENTO DE HABILIDADES SOCIAIS NA RECUPERAÇÃO DE DEPENDENTES QUÍMICOS:

O usuário de substâncias psicoativas, em decorrência da saliência do consumo, deixa de adquirir ou perde habilidades sociais necessárias à garantia de um funcionamento social hábil.

O treinamento de habilidades sociais aplicado ao tratamento da dependência química tem como objetivo aumentar a competência social do paciente no manejo das situações do cotidiano, em especial as mais estressoras e precipitadoras de recaídas.

Dependentes químicos, por sua vez, costumam ter dificuldades de assertividade, buscando a fuga por meio das drogas ou do álcool toda vez que se sentem frustrados e não conseguem lidar com esta frustração. Para esses indivíduos, o treinamento de habilidades sociais pode ser extremamente útil, ensinando-os outras formas de suportar suas frustrações sem precisar do escape das drogas.

O Plano de Prevenção à Recaída (PPR) conceituou as habilidades de enfrentamento como um fator de proteção, onde o dependente químico aprende a lidar melhor com as situações de risco de seu dia a dia, a prever situações onde a recaída é possível e a planejar estratégias para lidar com estas situações.

Texto desenvolvido por:

ITALO DAVISON DIAS
Técnico, consultor e terapeuta em dependência química e alcoolismo
CRT 11.1274/SP – Cel.: (011) 94172-6763 (vivo/whatsapp)

PATRICIA BERNARDETE DE ABREU
Psicóloga clínica, especialista em dependência química e alcoolismo, mestre em Psiquiatria – CRP 06/112359 – Cel.: (011) 94362-7735 (vivo/whatsapp)

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