Importância do Plano de Prevenção à Recaídas

Para que o dependente químico não recaia é necessário observar todos os passos de prevenção contra a recaída. Como isto funciona?

A prevenção à recaída no consumo de substâncias depende de cada caso, mas principalmente das estratégias utilizadas, de estar atento aos gatilhos emocionais e, sobretudo, do suporte emocional que recebe de seus entes queridos.

ESTRATÉGIAS DE PREVENCÃO À RECAÍDA

As estratégias de prevenção à recaída devem ser observadas durante a internação do dependente químico e devem permanecer em sua vida e de toda a sua família, por TODA A VIDA.  Isto mesmo, por TODA A VIDA!

Essas estratégias têm o objetivo de ajudar o dependente a lidar com as situações onde que há possibilidade de recaída no uso de drogas. Alguns pontos importantes a seguir:

  1. A primeira e mais importante estratégia é estimular o dependente químico a fugir dos lugares, dos hábitos e das pessoas com quem ele usava drogas. O prazer de usar droga e álcool fica registrado na memória corporal – independentemente de sua vontade. Os lugares, os hábitos, os odores, trazem à tona lembranças da “ativa” e isto pode ser letal para a recuperação.O usuário deve se afastar das situações que provoquem seu desejo. Deve-se evitar falar sobre drogas ou assistir reportagens e filmes em que há cenas de uso. Cada um, dentro de sua nova maneira de viver, deve desenvolver formas ou habilidades para trabalhar com estas situações, porque elas aparecerão sempre, durante toda a vida.O fato é que o usuário nunca mais se desvinculará da dependência. Então ele deverá manter-se atento a todas as suas fragilidades. É como um paciente diabético, ele sempre será diabético, mas não precisa padecer com a diabetes, se seguir o tratamento. Porém deverá ficar em alerta total para o resto da vida.
  2. É importante que o dependente químico refaça e renove o compromisso consigo mesmo do “Só por hoje”. Procurar, só por hoje, viver este dia apenas, sem tentar resolver, de imediato, todos os problemas de sua existência.
  3. Hoje, seus pensamentos e atitudes devem ser de recuperação e não mais de “ativa”. E cada pensamento que ele cultiva pode levá-lo a um sentimento e comportamento de igual força, contribuindo para o impulso de beber ou se drogar.É sabido que os pensamentos negativos nos convidam para sentimentos também negativos e desconfortáveis. Por isso, pensar de forma positiva, afirmativa e proativa sobre si próprio e sobre todo o seu processo de recuperação é muito importante.
  4. Por último, a espiritualidade e qualidade de vida (honestidade, mente aberta e boa vontade) é de suma importância para a prevenção à recaída. Sem ela, não existe recuperação e com ela fica mais fácil vencer os obstáculos na caminhada rumo ao crescimento pessoal e à sobriedade. A disciplina também é uma ferramenta poderosa que o dependente químico pode ter em mãos.

GATILHOS EMOCIONAIS

É muito importante conhecer e estar atentos aos gatilhos emocionais que levam o dependente químico à recaída:

  1. A recaída começa muito antes do ato de consumir a droga novamente, começa com situações que geram algum tipo de necessidade de anestesiar ou fugir das emoções, e dos sentimentos: compras compulsivas, comida em excesso, sexo compulsivo, esportes radicais que gerem muita adrenalina, conquistas amorosas, jogos de azar, entre outras coisas.Ou seja, é o sofrimento emocional que leva o paciente a refugiar-se novamente no uso de drogas, desconectando-o do compromisso que assumira consigo mesmo ao aceitar seguir o tratamento.
  2. Existem diversas outras situações que aumentam drasticamente as chances de recaída, tais como:- Depressão e outras doenças emocionais;- Problemas em casa;- Pressão social ou no trabalho;- Ambientes onde ocorrem o consumo de drogas;- Conviver com pessoas sob efeito de drogas;- Estar com amigos ou conhecidos que oferecem as substâncias;- Estados de euforia:

    – Doenças graves;

    – Finais de relacionamento.

SUPORTE FAMILIAR E EMOCIONAL DA FAMÍLIA

O papel da família é essencial na prevenção à recaída no uso de drogas, pois os pacientes com apoio familiar apresentam melhora mais rápida e efetiva no tratamento, na recuperação e no prognóstico.

O dependente químico sempre terá tem menos chance de voltar a consumir drogas se puder contar com a compreensão e a ajuda de seus familiares e demais pessoas próximas.

Nos primeiros meses ou anos iniciais à fase de recuperação é importante que a família evite o uso de álcool em comemorações festivas, pois o dependente químico ainda está iniciando seu processo de recuperação e ainda não enfrentou grandes situações de exposição e risco. ‘

É necessário que haja preparação emocional para esses tipos de riscos e situações, às vezes inevitáveis. E que haja ainda, um “despertar” consciente de que tais situações ou pressões podem afetar os pensamentos, os sentimentos e, consequentemente, o comportamento, deixando o dependente químico bastante vulnerável.

Somente quando o dependente acredita ter motivos para melhorar e manter-se sóbrio é que este encontra forças para lutar diariamente contra a força avassaladora da adicção. Essa é uma doença grave e sem o tratamento adequado dificilmente o paciente vai conseguir se ajudar sozinho.

Tenham em mente também que todo dia que um dependente químico fica sóbrio antes de uma recaída é extremamente valioso, tanto para o indivíduo quanto para sua família.

Porém, se ocorrer uma recaída, é muito importante voltar a procurar tratamento e obter o apoio necessário para não beber mais.

Em situações de emergência, o dependente não deve vacilar. É importante ficar pouco na festa ou local de risco e procurar não se testar. Se encontrar dificuldades, então dever compartilhar de imediato com seu grupo de apoio, com seu padrinho, lembrando-se que o silêncio é a pior resposta para quem está em recuperação.

Se você está buscando maiores informações sobre a prevenção a recaída nas drogas, entre em contato conosco e teremos satisfação em ajudar no que for possível.

O trabalho para evitar a recaída precisa ser diário e envolve toda a família. É um trabalho silencioso, mas eficaz. Só por hoje, pelo resto de nossas vidas!!!!

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Conhecendo o treinamento de habilidades sociais no tratamento da dependência química

Um dos maiores diferenciais do homem está na forma como nos agrupamos, formando sociedades complexas. Passamos boa parte de nossas vidas nos comunicando com outras pessoas. Interações sociais problemáticas podem comprometer significativamente a formação de uma pessoa em relação à sua saúde mental.

Habilidade social é a capacidade do indivíduo em se comportar de maneira adequada em diferentes ambientes e com diferentes tipos de pessoas. Habilidades sociais, por definição, são um conjunto de capacidades comportamentais aprendidas que envolvem interações sociais. Por um comportamento habilidoso ou adequado, referimo-nos à expressão de atitudes, sentimentos, desejos, opiniões e crenças, respeitando a si mesmo e aos outros. Habilidades Sociais são uma característica do comportamento e não das pessoas. Além disso, ser ou não habilidoso é uma questão de aprendizagem e, como tal, é um padrão modificável.

TIPOS DE HABILIDADES SOCIAIS:

Existem seis categorias principais de habilidades sociais, são elas:

Habilidades Sociais de Comunicação:

Envolvem os elementos básicos de se comunicar, como fazer e responder a perguntas; gratificar e elogiar; pedir e dar feedback nas relações sociais; manter e iniciar conversas. Comunicação: fazer e responder perguntas, dar e receber feedback, iniciar, manter e encerrar conversação.

Habilidades Sociais de Civilidade:

Dizer por favor, agradecer, apresentar-se, cumprimentar, despedir-se. Civilidade: dizer, por favor, agradecer, apresentar-se, dirigir-se corretamente as pessoas, com expressões como “Bom dia! ” “Boa tarde! ”, fazer e responder perguntas, chamar as pessoas pelo nome.

Habilidades Sociais Assertivas de Enfrentamento:

Assertividade: expressar sentimentos, falar sobre suas qualidades e defeitos, concordar ou não com outras opiniões, recusar a fazer algo, lidar bem com críticas, defender os próprios interesses, resistir à pressão dos grupos.

Manifestar opinião, concordar, discordar; fazer aceitar e recusar pedidos; desculpar-se e admitir falhas; estabelecer relacionamento com o sexo oposto; encerrar um relacionamento; expressar raiva e solicitar mudança de comportamento e interagir com autoridades.

Habilidades Sociais Empáticas:

Empatia é a capacidade de reconhecer sentimentos e identificar-se com a perspectiva do outro, manifestando reações que expressem essa compreensão e esse sentimento. Habilidades sociais empáticas envolvem parafrasear, refletir sentimentos e expressar apoio ao outro. Consiste em demonstrar interesse pelo outro, ouvir, reconhecer sentimentos no outro, respeitar as diferenças, oferecer ajuda.

Habilidades Sociais de Trabalho

Envolvem comportamentos úteis para a resolução de problemas e para o gerenciamento de uma equipe. São consideradas habilidades sociais de trabalho coordenar grupos, falar em público, resolver problemas, tomar decisões e mediar conflitos. Solução de problemas interpessoais: se acalmar diante de problemas, pensar antes de agir, identificar e avaliar soluções alternativas

Habilidades Sociais de Expressão de Sentimento Positivo:

Fazer amizades, fazer e responder perguntas pessoais cumprimentar, se apresentar, fazer e receber elogios, iniciar e manter conversações, expressar solidariedade e cultivar o amor.

COMO FUNCIONA O TREINAMENTO DE HABILIDADES SOCIAIS NA RECUPERAÇÃO DE DEPENDENTES QUÍMICOS:

O usuário de substâncias psicoativas, em decorrência da saliência do consumo, deixa de adquirir ou perde habilidades sociais necessárias à garantia de um funcionamento social hábil.

O treinamento de habilidades sociais aplicado ao tratamento da dependência química tem como objetivo aumentar a competência social do paciente no manejo das situações do cotidiano, em especial as mais estressoras e precipitadoras de recaídas.

Dependentes químicos, por sua vez, costumam ter dificuldades de assertividade, buscando a fuga por meio das drogas ou do álcool toda vez que se sentem frustrados e não conseguem lidar com esta frustração. Para esses indivíduos, o treinamento de habilidades sociais pode ser extremamente útil, ensinando-os outras formas de suportar suas frustrações sem precisar do escape das drogas.

O Plano de Prevenção à Recaída (PPR) conceituou as habilidades de enfrentamento como um fator de proteção, onde o dependente químico aprende a lidar melhor com as situações de risco de seu dia a dia, a prever situações onde a recaída é possível e a planejar estratégias para lidar com estas situações.

Texto desenvolvido por:

ITALO DAVISON DIAS
Técnico, consultor e terapeuta em dependência química e alcoolismo
CRT 11.1274/SP – Cel.: (011) 94172-6763 (vivo/whatsapp)

PATRICIA BERNARDETE DE ABREU
Psicóloga clínica, especialista em dependência química e alcoolismo, mestre em Psiquiatria – CRP 06/112359 – Cel.: (011) 94362-7735 (vivo/whatsapp)

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A importância da elaboração do luto na dependência química

Nossa vida no geral é permeada (do nascimento até a nossa partida) de situações de ganhos e perdas.
O sentimento de luto está presente em todo tipo de perda de questões consideradas fundamentais: a morte de alguém querido, a perda de um animal de estimação, de uma posição social, de um ideal, de um sonho, de uma esperança ou ainda de um sentimento vivido. O luto é algo inevitável após qualquer perda e não pode ser ignorado!

Muitos sentimentos vêm à tona durante o luto e muitos se questionam se o que estão sentindo é normal ou não. As emoções presentes são variadas e oscilam com uma intensidade que foge do estado conhecido de quando o indivíduo não estava enlutado. É um processo confuso e perturbador, mas, apesar de todo o desconforto, é um trajeto necessário para ocorrer a elaboração.

Importante considerar que o processo não deve ser apressado por amigos ou familiares, por mais bem-intencionado que seja o desejo de aliviar a angústia da pessoa enlutada, pois para alguns o luto pode levar mais tempo do que para outros. Da mesma forma como todos nós amamos de um jeito singular, também sofremos a perda de um jeito que não pode caber em um formato único, a forma de vivenciar a perda é singular para cada um.

E a forma de sobreviver ao luto é permitir que a dor exista, sem tentar encobri-la ou apressá-la, tudo precisa ter o seu espaço e o seu tempo certo.

No processo de tratamento e recuperação da dependência química, a questão do luto não é diferente, as perdas são muitas e precisam ser vividas e superadas.

Vejamos aqui alguns dos lutos necessários no processo de recuperação da dependência química:

  • A própria substância: a droga, o álcool, medicamento (ou outra substância) é uma velha amiga de quem muitas vezes se depende para afastar o “sofrimento”, para ajudar a sentir que há um certo controle sbbre cada situação.  O uso da substância é capaz de ilusoriamente proporcionar uma opinião e visão melhor sobre si mesmo. De repente o indivíduo fica sem sua “muleta” e vem aquele sentimento de que ele terá que “aguentar” tudo sozinho sem qualquer tipo de “alívio”. Parece insuportável pensar em enfrentar tanto sofrimento totalmente sóbrio. No entanto, através de seu despertar espiritual o adicto descobre que é possível viver bem sem a bebida e qualquer outra droga e assim começa a renascer.
  • Os amigos: quando se para de usar simultaneamente se deixa de lado um velho círculo de amigos (que antes usava a droga junto). Não é possível voltar mais a este círculo de amigos com os antigos hábitos, pois certamente haverá recaídas. Após a mudança de percepção durante seu processo de recuperação, o indivíduo começa a desenvolver a capacidade de construir novos relacionamentos, novos amigos – todos calcados em uma base mais sadia, longe do uso de qualquer substância. A incapacidade de modificar o comportamento dos outros já não lhe tirará mais o sossego, ele passa a aceitar que só pode mudar a si mesmo, ficando a partir daí a responsabilidade da recuperação para o próprio dependente químico.
  • Uma relação afetiva: quando um relacionamento amoroso termina por causa do uso de drogas, com frequência se perde não só esta pessoa, mas todo círculo de amigos e familiares em torno dessa pessoa. Isto cria um grande espaço de tempo vazio durante o qual o dependente químico normalmente se sente sozinho, sentimento bastante doloroso.  A antiga relação amorosa deste adicto, agora em recuperação, ainda que doentia, trazia a ilusão de segurança, pois de alguma forma ele já sabia se posicionar e lidar com ela. Por isso, o novo passa a ser muito ameaçador. Com uma nova percepção da realidade, o dependente químico em recuperação pode ser capaz de estabelecer dinâmicas de relacionamentos mais digna e saudável (seja com a mesma pessoa ou então em um novo relacionamento) e de um gratificante processo de evolução pessoal, emocional e espiritual, onde consiga se responsabilizar pelos próprios atos e sentimentos e voltar a ser feliz.
  • A família: A família geralmente é arrastada para um furacão quando um membro desenvolve a dependência química. Após tantas perdas, o adicto precisa a aprender a lidar com os membros da família desempenhando um papel bem diferente de quando usava drogas. Inevitavelmente ele se sentirá muito perdido em relação a este novo papel pois o fim dos papéis adotados anteriormente e vividos dentro desta dinâmica familiar doentia, representa um luto, tudo agora se torna diferente. Com o evoluir do tratamento adequado a família (assim como o dependente) encerra o processo de luto e finalmente aceita a morte de seus relacionamentos dependentes e doentios. E assim tanto o dependente quanto os familiares conseguem conquistar serenidade e a determinação para construir uma “nova” vida.
  • Emprego: Muitas vezes o uso de drogas foi a causa da perda de um emprego (ou mesmo de uma série de empregos). Isto pode ser uma perda extremamente difícil se o sentimento de identidade dependia deste emprego. Para muitos, uma grande parte da autoimagem está associada ao que se faz para ganhar a vida; um processo difícil a ser enfrentado. No entanto, com o resgate total de sua vida, o adicto pode ser capaz de resignificar seu trabalho, sua missão e buscar garra para conquistar (ou reconquistar) seu espaço profissional.
  • A autoimagem e a auto estima: Sob a influência de substâncias químicas, o adicto acreditava que cuidava bem de sua família, que era responsável e carinhoso, pensava que controlava as situações e que a droga não o prejudicava ou aos que estavam ao redor. Mas quando se toma a decisão de parar, ele começa a tomar consciência de que não era esse o caso e sim que não tinha o controle sobre a adicção ou sobre nenhuma situação.

Tomar consciência disso constitui um terrível golpe para a maioria e destrói a autoestima e as ilusões a seu respeito. Ele acaba se vendo como alguém destruído, desamparado e sem espaço em nenhum lugar. Passando por um tratamento aonde o adicto realmente comece a se encontrar ele passará a lidar com as perdas de forma mais tranquila e começará a desejar e investir na recuperação enfrentando o fim de seus relacionamentos doentios e resgatando sua própria vida, bem como sua autoestima e a autoconfiança.

Quer se esteja apenas começando a se recuperar da dependência química ou de outro tipo de dependência ou mesmo se encontre há vários anos num programa de doze passos, o luto é uma coisa que todos enfrentam ao longo da vida.

A perda e o luto fazem realmente parte da vida e não há como fugir deste fato. Ninguém nunca está preparado para lidar com nenhuma perda ou para desapegar de coisas que gosta ou está acostumado, inclusive o ser humano tem a tendência de ficar preso a algo mesmo quando não quer mais, como no caso, a droga.

Devemos entender que é necessário viver o luto em todas as suas fases, porém é preciso superar. E o superar não é esquecer nem fingir que nada aconteceu, significa aceitar e continuar a viver, retomar sua rotina, seu trabalho, voltar-se para seus amigos e demais familiares.

Nesse processo, a vivência da fé, para aqueles que creem, é de fundamental importância, pois ajuda a entender que o sofrimento faz parte da condição humana, e a morte e as perdas acontecem para todos, sem exceção.

Quando tudo isto é entendido pelo dependente químico, a recuperação e o resgate pleno de sua vida passam a não ser mais um fardo e acabam se tornando um motivo para entusiasmo diário.

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Quando a primeira vez pode ser tarde demais!

A maioria de nós, especialistas da área da dependência química, é quase unânime em concordar que a melhor saída e prevenção contra drogas (sejam elas lícitas ou ilícitas) é simplesmente a não experimentação.

Porém, em uma sociedade que incentiva o ser humano a ingerir bebidas alcoólicas (e/ou outras drogas lícitas, como o cigarro) é difícil imaginarmos um jovem que nunca tenha experimentado (ou que não vá experimentar) qualquer tipo droga.

Se o primeiro gole pode ser a porta de entrada para o uso de outras substâncias, ficar só no álcool não deixa de ser também um perigo. O álcool é ilusório e lícito, e muitas vezes até muito incentivado pela nossa sociedade.

O uso (e abuso) de álcool, maconha, cocaína se tornou algo tão comum nos dias atuais, que muitos fazem de tudo para que essas drogas sejam vistas como supostamente “inofensivas” e cujo uso esporádico nem viciaria ou tornaria ninguém adicto.

No entanto, TODA droga, sem exceção, tem elevado poder de levar um ser humano a se tornar adicto e a dependência pode ser sim desencadeada desde o primeiro uso.

A cocaína, por exemplo, por conta de seus efeitos estimulantes, traz uma sensação de clareza de pensamentos e poder de estímulo que pode durar alguns momentos. O efeito consiste em uma duradoura euforia. A pessoa adquire um grande vigor e quer viver essa euforia constantemente.

O problema é que após o pico do efeito a necessidade de outra dose aparece e logo o usuário está fisgado, mesmo não querendo acreditar que já é um adicto e que necessita daquela sensação constantemente.

Os estados de alteração da percepção experimentados por quem usa a cocaína podem levar a quadros de irritação extrema, ansiedade e cansaço. Esses quadros, ocorrendo com frequência, podem facilitar o início de um quadro psicótico.

A associação da cocaína com o álcool traz um risco adicional, pois o fígado transforma essas duas substâncias em uma terceira, o cocaetileno, que potencializa os efeitos da droga e pode aumentar os riscos de morte súbita.

O tão temido crack, derivado da pasta de cocaína, tem também uma capacidade grande de corromper o cérebro e levar uma pessoa rapidamente a se tornar um forte adicto. Na primeira experimentação, já pode se instalar a dependência química. Realmente um tipo de droga devastadora e com alto poder destrutivo.

A maconha, apesar de ser tão defendida como “inofensiva” por muitos grupos da sociedade que buscam a liberação, causa também dependência e crise de abstinência. Poucos meses de uso constante já podem gerar perda da capacidade de concentração, insônia e mau humor e, dependendo da constância do uso, pode levar até mesmo a crises psicóticas.

E, o álcool, apesar de ser uma droga lícita, causa forte dependência se utilizado constantemente e de forma prolongada. Os dependentes de álcool têm crises de abstinência terríveis, apresentam tremores, aumento da pressão, agitação excessiva e perda da clareza para avaliar as coisas. Há ainda casos mais graves que podem resultar em alucinações e delírios, além de convulsões. Portanto, álcool não é uma droga “leve” e já no primeiro uso a pessoa pode começar a gostar muito do efeito da mesma e passar a fazer uso constante.

Mais uma vez é importante ressaltar que qualquer uma destas drogas leva rapidamente à dependência, portanto se alguém disser que usa cocaína ou maconha “eventualmente’, duvide, pois, esse usuário apenas está no caminho da dependência e precisa de auxílio especializado para se livrar do vício.

Existe uma imensa variedade de drogas disponíveis sejam elas naturais (maconha, ópio), sintéticas (como o ecstasy e o LSD) ou semi-sintéticas (como a heroína, cocaína e crack), além do álcool, mas todas elas têm o seu poder de atração sobre o ser humano e todas causam forte dependência.

Muitas pessoas, a grande maioria, se “apaixona” pelo efeito das drogas logo no primeiro uso, portanto a primeira vez é algo determinante e pode dar início a uma séria dependência química, principalmente se a pessoa tiver a propensão.

E sempre é bom ter em mente que não só o corpo se torna dependente, as drogas causam danos psicológicos e sociais intensos, as perdas na vida de um dependente químico são sempre avassaladoras e infelizes.

Portanto, não se deve banalizar o uso de nenhuma droga. Existem pessoas que jogam uma vez na loteria e ganham, existem usuários que se tornam dependentes numa única tragada!

Portanto, ter consciência do problema e evitar ainda é a melhor saída.

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As drogas e a impotência masculina

Um dos temas que mais aterrorizam os homens é:  a “ impotência masculina”.  A falta de ereção ao tentar um relacionamento sexual é uma das coisas que mais assombram a vida do sexo masculino.

Basta ver o quanto o homem fica incomodado com a pergunta se ele já “falhou” (vulgo “broxou”) em alguma relação sexual. A impotência masculina é (e sempre será) mais do que um tabu, será sempre um “fantasma” para o universo masculino.

Muitos se utilizam de drogas para perder a inibição e ter melhor performance no sexo e a grande ironia é que, em pequenas doses, drogas como o álcool e o cigarro podem vir a aumentar o desejo sexual e a excitação em um primeiro momento.

Acreditar nisto e se valer do uso de substâncias para aumentar a potência é uma grande armadilha, pois, até mesmo sem perceber, a quantidade usada geralmente vai aumentando. No entanto, é comum que o uso abusivo de drogas ou álcool inverta a situação e cause a impotência sexual em muitas relações frustradas.

A comunidade médica alerta que o álcool e a nicotina causam alterações vasculares severas que podem a vir dificulta a ereção. Já a cocaína e maconha, se usadas em altas doses, colocam a libido em um lugar bem distante, assim como a fissura pelo uso de drogas sintéticas, como o ecstasy e o LSD.

Uma grande parcela de homens com dificuldade de ereção recorre a remédios, porém, estes também podem ser grandes vilões para a saúde masculina e podem colocar a vida em risco.

Alguns obstáculos como medo, vergonha, desinformação e erro de percepção impedem o homem de buscar o tratamento adequado ao aparecimento dos primeiros sintomas. Ficam tardando, ignorando a questão, enquanto o problema vai se agravando a cada dia que passa.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, existem hoje no País 6 milhões de homens com disfunção erétil e, ao redor do mundo, o número pode chegar a 300 milhões.

Os homens precisam superar as barreiras e buscar ajuda médica e psicológica para fazerem o tratamento adequado. Quanto mais se demora para buscar ajuda mais sofrimento e transtorno isso representa, não só para eles, mas também para suas parceiras.

A impotência masculina, na maioria das vezes, tem cura e o primeiro passo é o diagnóstico correto. Ou seja, após ser detectada por intermédio de um diagnóstico clínico, existirão vários recursos para tratamento, é necessário apenas coragem para enfrentar os diversos dilemas internos que acompanham a impotência masculina.

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Mudanças de comportamento: um sinalizador para o uso de droga

Sinais-uso-de-drogas-700x330A maioria das pessoas fica devastada quando descobre que há um dependente químico na família. Por isso, estar atento às mudanças de comportamento de uma pessoa próxima representa evitar que essa doença progrida até o ponto que seja fatal e irreversível.

Um dependente químico, quase que invariavelmente, esconde da família essa patologia e muitas vezes a família passa anos convivendo com a doença e não percebe (ou melhor, não quer perceber), pois desconhece ou ignora os sinais. A família não aceita o fato, pensa em fracasso e acaba se desestruturando totalmente, adoece.

Se você tem notado mudanças no comportamento do seu filho (ou familiar) talvez esteja na hora de vencer seu próprio preconceito e começar a buscar ajuda.

Listamos abaixo alguns indícios que podem denunciar o envolvimento de seu filho (ou familiar) com as drogas:

Baixo rendimento escolar ou profissional
Se o seu filho, de uma hora para outra aparece com notas baixas, faltas injustificadas e recusa-se a estudar e fazer as tarefas, é sinal de que algo não está normal.
O mesmo pode ocorrer em relação ao trabalho de seu familiar, caso ele tenha um emprego. O desinteresse repentino pode estar associado ao uso de substâncias psicoativas.

Começam a haver faltas injustificadas, desatenção incomum, não cumprimento dos seus deveres, recusa em praticar esportes e exercícios físicos.

Isolamento
Um dos maiores traços de um comportamento que denuncia o adicto é a distância afetiva e o isolamento. Se aquele ser humano é próximo da família e começa a se distanciar e, ao mesmo tempo também perde o interesse em estar com os amigos, é um grande sinal de alerta.

O usuário de drogas passa a encontrar prazer e satisfação somente na substância psicoativa, e outras atividades acabam perdendo a graça, qualquer interação social já não faz mais sentido. É comum também que passe horas a fio trancado em seu quarto.

Uma nova turma de amigos sugere que houve uma mudança nos interesses do jovem.

Normalmente ele passa a encontrar prazer somente quando está usando a substância, por isso, também é bom analisar os amigos com quem anda.

Mudanças repentinas de humor e agressividade
Se você tem notado que seu filho (ou familiar) responde com agressividade quando questionado sobre onde esteve ou quando é feita qualquer outra cobrança, preste atenção.

O desrespeito frequente às regras e rotinas da família, os comportamentos que são física ou verbalmente abusivos para com os achegados assim com sinais de irritabilidade, inquietação e impulsividade são fortes indicativos do abuso de drogas.

O comportamento de um dependente químico se torna paranoico, ansioso, imediatista, agressivo e/ou depressivo alternadamente, com alterações repentinas no humor.

Alterações do sono
Se a pessoa anda dormindo mais do que costumava dormir ou passa noites em claro, isso pode ser um alerta.

Algumas drogas causam sonolência, enquanto outras causam insônia.

Mudança dos hábitos financeiros
Um dependente químico precisa de cada vez mais dinheiro para sustentar seu vício e, em estágios mais avançados (junto com a falta de recursos próprios), começa a furtar objetos da própria casa, pedir dinheiro emprestado e ter atitudes suspeitas.

Sinais físicos de abuso de drogas
Olhos vermelhos, pupilas dilatadas, alterações no apetite ou sono, súbita perda de peso, deterioração da aparência física e hábitos de higiene pessoal, cheiros estranhos na respiração, corpo ou roupas, tremores, fala arrastada ou coordenação prejudicadas são fortes indicativos do uso de drogas.

Como lidar com o problema?
Se interesse pelo problema daquele que você quer ajudar, sem nunca o eximir de suas responsabilidades. Não tenha medo de perguntar se o consumo de drogas é o motivo das modificações de comportamento que você está percebendo.

Converse. Perguntas diretas e objetivas são boas quando servem para aumentar a compreensão do problema e não para tirar conclusões ou para fazer julgamentos. Por isso, não ter medo de perguntar ou de oferecer soluções (alternativas de tratamento) é a melhor forma de ajudar.

Busque ajuda profissional, na grande maioria das vezes o dependente químico só consegue se livrar das drogas através de ajuda profissional.

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Dependência Afetiva: o amor ou prisão?

dependenciaemocionalA dependência afetiva é um distúrbio de comportamento, muito comum em homens e mulheres e representa a necessidade que um ser humano tem de viver em função de outra pessoa. Esse comportamento é bastante evidente quando a presença do outro se torna indispensável, quando existe a urgência em encontrar e estar com o ser amado e a necessidade de fazer tudo para essa pessoa.

O dependente emocional necessita da aprovação, aceitação e reconhecimento do outro para lidar com as situações da vida, pois, não acredita no seu próprio valor, no seu poder de tomar decisões, fazer escolhas e até mesmo na sua capacidade de conquistar alguém e, muitas vezes, aceita relações destrutivas como um prêmio de recompensa.

É uma pessoa submissa e insegura, pois, sua percepção de si mesma é muito frágil. Sente-se incapaz de agir adequadamente sem o auxílio de outras pessoas e por isso recorre frequentemente aos outros para ser orientada, ajudada e direcionada, sendo que tudo isto surge da necessidade de satisfazer suas necessidades internas e não pelo desejo de estar na companhia da outra pessoa.

Um dos sentimentos que antecedem a dependência emocional é o medo crônico de ficar sozinho, que geralmente não chega de maneira isolada, é sempre originado por alguma outra situação. Um dos exemplos é a de ter passado por uma infância em que não se recebeu atenção e amor suficiente, a qual pode ter originado um enorme vazio interno. A pessoa vai então tentar preencher seu vazio com a vida e problemas de outra pessoa.

Quando falamos de dependência afetiva, não podemos deixar de mencionar o que acontece em relação à dependência química: chamada “codependência”.

O termo “codependência” é atribuído aos familiares de dependentes químicos que também apresentam uma dependência, não das drogas, mas emocional ou uma preocupação constante e fixa no dependente. A pessoa vive em função daquele dependente químico, deixando de viver a própria vida.

A maior parte dos codependentes vem de famílias disfuncionais, conflitivas, que demonstraram significativa fragilidade emocional e, por isto, contribuíram para o desenvolvimento e instalação da dependência emocional entre seus membros.

Em geral, o codependente viveu pouco amor, amparo, aceitação, segurança, coerência e harmonia familiar. Em muitos casos, houve rigidez de regras e críticas excessivas, abusos, violência psicológica e até física. Portanto, de modo geral, a pessoa desenvolve a Codependência já a partir da infância.

Para saber se você carrega sinais de dependência afetiva no geral, você pode fazer uma simples autoanálise:

  • Vivo em função de relacionamentos afetivos para estar feliz?
  • Meu bem-estar está ligado a sempre ter alguém ao meu lado?
  • Penso que morreria se esta pessoa que tanto amo um dia me abandonar?
  • Prefiro ser infeliz ao lado de alguém do que feliz estando só?

Se as respostas para as perguntas acima forem positivas, é sinal que a dependência afetiva pode estar se instalando ou até já virou uma característica comportamental.

Para se livrar deste sofrimento, a primeira coisa que o dependente afetivo deve fazer é tirar o foco da vida do parceiro e colocar nela mesma. Procurar se autoconhecer e se valorizar já são indícios de uma boa mudança.

A dependência afetiva também requer tratamento, portanto, é indicado que procure ajuda de um psicanalista ou psicólogo, ou de grupos anônimos como: o “Mulheres que Amam Demais (MADA)”, o “Dependentes de Amor e Sexo Anônimos (DASA)” e “Codependentes Anônimos (CODA)”, que oferecem ajuda e auxílio para quem está sofrendo com esse tipo de relacionamento.

Equipe terapêutica
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